A Escola de Direito do Rio de Janeiro da Fundação Getulio Vargas (FGV Direito Rio) promoverá, no próximo dia 26 de novembro, o espetáculo “Reescrevendo a história de um julgamento: o caso Doca Street e Ângela Diniz”. Realizada na modalidade on-line a partir das 18h, ao vivo, pelo Zoom, a apresentação relembrará o famoso caso do assassinato de Ângela Diniz, que ganhou repercussão nacional e relevância histórica no movimento feminista.

A peça é o produto final do Project Field “O Direito como Performance: Teatro do Oprimido e Novas Técnicas do Direito” supervisionado pela atriz Carolina Coimbra e pela pesquisadora supervisora do Field, Gabriela Caruso, proposto pelo Programa Diversidade e Inclusão da FGV Direito Rio.

A professora da FGV Direito Rio e coordenadora do Programa Diversidade e Inclusão, Lígia Fabris comenta a apresentação, que conta com alunas e alunos de graduação da FGV Direito Rio no elenco: Adriana de Oliveira Hall, Giulia Magno Nunes Lobo, João Paulo Frauches Aguiar Pinto, Lorena Deyson de Souza e Silva, Mariana Esposel Fontan, Thiago Guimarães e José Eduardo Cortes Alda. A produção e direção do espetáculo ficam a cargo da pesquisadora supervisora do Field, Gabriela de Brito Caruso e da supervisora e atriz Carolina Coimbra.

“O Direito não existe de maneira independente da cultura. Pelo contrário, o Direito e sua aplicação estão embrenhados aos valores sociais. Para mim esse espetáculo teatral traz essa discussão de maneira simbólica, mas também explícita e concreta. Eu fico muito contente quando conseguimos trabalhar temas tão importantes por meio do teatro. Acredito que a inovação das ferramentas pedagógicas, unida à reflexão sobre diversidade e discriminação, é uma das marcas da FGV Direito Rio”, destacou a professora Lígia Fabris.

A socialite Ângela Diniz foi assassinada pelo namorado Doca Street, em 30 de dezembro de 1976, com quatro tiros. Em 1979, a tese da legítima defesa da honra foi aceita pela Justiça, que concedeu uma punição simbólica de dois anos com dispensa de cumprimento da pena. Contudo, devido à forte pressão do movimento feminista, o primeiro veredito foi anulado a pedido do Ministério Público e, em 1981, montou-se um novo júri para avaliar o caso. A segunda condenação foi de 15 anos – dos quais Doca Street cumpriu três em regime fechado; dois no semiaberto e, nos outros, conseguiu liberdade condicional.

Serviço
Data: 26 de novembro de 2021 (sexta-feira)
Horário: 18h às 20h
Local: Plataforma Zoom
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui!

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here