Téspis Cia. De Teatro
Foto: Mathy Groszewica

Toda segunda feira até o dia 13 de dezembro, a Téspis Cia de Teatro irá estrear “Falaceira”, um projeto híbrido entre teatro, literatura e audiovisual, criado a partir dos contos e ensaios do autor Marcelino Freire. São quatro episódios independentes lançados no YouTube da companhia Téspis Cia. De Teatro, além de um extra mostrando os bastidores do processo. Semanalmente, um vídeo por vez será disponibilizado na plataforma.

Marcelino Freire nasceu em 1967, no alto sertão de Pernambuco. Vive em São Paulo, vindo do Recife, desde 1991. Escreveu vários livros de contos, tendo sido vencedor do Prêmio Jabuti 2006 e também publicado na Argentina e no México. Como autor, normalmente é apresentado como alguém que escreve para oferecer alguma visibilidade aos marginalizados e perturbar os códigos com que as diferentes injustiças se perpetuam, apresentando uma versatilidade estilística e demonstrando uma abertura às mais diferentes alteridades na sua criação.

Apoiando-se na obra do escritor pernambucano, Denise da Luz e Max Reinert criam ao longo dos quadros uma dinâmica que utiliza a linguagem da comédia stand-up para narrar as histórias das suas personagens. Com essa proposta, a dupla itajaiense volta a estar reunida em cena pela primeira vez desde 2013, quando a peça “Este Corpo Meu?” estava em cartaz.

Aliás, a ideia é dar continuidade à pesquisa iniciada ainda em 2017, quando entraram em contato com Marcelino Freire através de uma leitura encenada durante o evento “Morangos Mofados”, título em homenagem ao livro de Caio Fernando Abreu. De lá para cá, em 2020, realizaram também a orientação da montagem da peça “Amar é Crime”, do texto homônimo de Marcelino, do ator Jônata Gonçalves.

Além disso, além da atuação, ambos também são responsáveis pela dramaturgia e direção do trabalho. Para garantir que pessoas surdas possam assistir o conteúdo, ‘Falaceira’ conta com intérprete de libras. O material, que tem duração média de 10 minutos por vídeo, ficará disponível para o acesso do público até o final do próximo ano, podendo ser assistido quando e quantas vezes quiser de forma gratuita. A classificação indicativa é de 16 anos.

“O público, dentro da nossa experiência por exemplo, ampliou-se consideravelmente. Pessoas de outras cidades, estados e até países, tiveram a oportunidade de acessar os trabalhos, devido a disponibilidade online. Diante disso, a intenção é seguir dialogando e oferecendo ao maior número de pessoas, acesso aos bens culturais de forma gratuita, expandindo os limites geográficos e chegando onde a arte pode ser uma forte aliada para atravessar a crise”, comenta a atriz e produtora Denise da Luz.

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