Academia Brasileira de Cultura
Foto: José Renato Antunes

A cerimônia de posse dos 50 membros da Academia Brasileira de Cultura aconteceu no último dia 1º de dezembro, na sede da Fundação Cesgranrio, no Rio Comprido. A mesa da sessão inaugural foi composta pelo presidente da instituição, Carlos Alberto Serpa, que também é presidente da ABC, pelo cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, pelo deputado federal Marcelo Calero, pela atriz Christiane Torloni e pelo imortal da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier.

Em seguida, os acadêmicos que foram empossados, receberam diploma e fizeram o juramento. Alguns acadêmicos fizeram discurso de agradecimento e de louvor aos seus patronos como Arnaldo Nikier, “Meu patrono, Monteiro Lobato, foi uma inspiração e o responsável pelo meu amor à literatura brasileira e pela cultura do Rio de Janeiro. Tenho muito orgulho de fazer parte desse grupo e espero honrar com minha atuação”.

E Beth Goulart “Dando seguimento ao amor à arte de toda minha família, pretendo seguir atuando em prol à cultura brasileira. Espero que os nossos encontros sejam cheios de ideias pata erguer a cultura do nosso país. Tenho fé em dias melhores”.

“Estou muito emocionado por estar ao lado de Ana Botafogo e Dalal Achcar, referências na minha vida. Tenho a honra de ter como patrona, Antonieta de Souza, que foi um exemplo de vida para mim e para tantas outras pessoas. Eu divido esse fardão com minha mulher, Raquel, e com minha filha, Tainá, minhas grandes apoiadoras. Contem comigo para enaltecer a dança popular”, disse Carlinhos de Jesus.

“É uma honra ter como patrona, Mena Fiala, uma estilista conhecida pela sua perfeição. Aprendi meu ofício com minha mãe, Gloria Pires Ribeiro, outra estilista fantástica que se dedicou à moda carioca. Em um momento em que o amor à cultura é questionado em nosso país, é de grande importância a criação dessa academia. Estou muito feliz por fazer parte da ABC e poder representar os profissionais da moda nessa casa”, conta Carlos Tufvesson.

Christiane Torloni reforça, “Esse é momento especial em que nos reunimos pela cultura, pelo Brasil. Isso me inspira em seguir adiante. O convite para fazer parte dessa academia é um desafio. Ocupar a cadeira da Marília Pera é uma honra indescritível, pois ela deixou em mim uma marca indelével. Estreei em 1979 no teatro, quando ela estreava como diretora. Eu me dedicarei com coragem para lutar pela cultura brasileira. Já aproveito para propor a reabertura do Teatro Villa Lobos”.

Por fim, o presidente da Academia Brasileira de Cultura, Carlos Alberto Serpa, falou “Juntos teremos força. Nossos ideais hão de prosperar. E de mãos dadas, mercê da nossa experiência em cada área da cultura, a faremos eternamente presente na vida de nossos conterrâneos, protegendo e incentivando a todos que, como nós, dedicamos nossa vida à Cultura, em suas diferentes formas. Em conjunto, nascemos com forte ideal”.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes estava presente. Dom Orani abençoou a Academia Brasileira de Cultura “respeitando a diversidade religiosa de cada um” pedindo proteção aos acadêmicos e seus familiares.

Ao final da solenidade, o hino da Academia Brasileira de Cultura foi executado pela cantora Taty Caldeira, acompanhada pelo maestro Cyrano Salles. Em seguida, a cantora Carla Rizzi e o violinista Willian Isaac apresentaram a aria Habanera da ópera Carmen de Bizet e a música “Deixa a vida me levar”, de autoria de Serginho Meriti e Eri do Cais, um marco na carreira do acadêmico Zeca Pagodinho. O cantor se levantou e participou da apresentação.

Confeccionado nas cores vinho e dourado pelo Instituto Zuzu Angel, o fardão dos confrades representa o amor e a riqueza de espírito e será distribuído entre autores, escritores, coreógrafos, músicos e produtores culturais (lista completa abaixo).

A veste é acompanhada por um medalhão criado pelos artistas Welton Moraes e Victor Zott, em que estão representados símbolos brasileiros, tais como: a folha de guaraná (verde), a palmeira (dourado), os bicos de tucano (amarelo e preto) e um pandeiro estilizado (centro e semicírculos em azul).

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