Álbum foi gravado predominantemente em Londres durante a pandemia.

“Dance Fever” estreia no dia 13 de maio de 2022 anunciou Florence em sua rede social, ontem, dia 9. Menos de 24 horas depois, nesta manhã, do dia 10 de março, ela apresentou ao mundo a terceira música de divulgação do álbum, intitulada “My Love”. O trabalho, que agora começa a se revelar, certamente, já apresenta aos fãs, o melhor da Florence.

Dance Fever
Foto por Autumn de Wilde

Com a capa do álbum divulgada, Florence apresenta o conceito do disco com uma arte gráfica elaborada junto com uma colagem colocadas lado a lado, além disso, a  artista nos mostra que passou um tempo aperfeiçoando sua persona autocriada e, aliás, mais uma vez, parece ter saído de algum tipo de panteão politeísta, cuja estética bebe da própria Florence, afinal, desde que surgiu, em 2008, não parece ser uma humana qualquer. Com  um estilo único que mistura elementos vintage com pitadas de modernidade, Florence transforma a si mesma em uma obra de arte ambulante.

O velho e novo se misturam e a tríade de canções aborda questões de gênero, identidade e a vida íntima da artista, algo que já se tornou sua marca registrada, mas desta vez, no lugar da nostalgia e do lamento, ela celebra e dança. Lendo as letras separadamente é possível notar que a escrita poética tenta transmutar sua experiência particular em algo universal. Em “Heaven is Here”, ela nos convida para dançar com ela compartilhando com os fãs que “foi a primeira música que escrevi em confinamento. Queria fazer algo monstruoso… Meu sonho era criar coreografia com isso. Então, é uma das primeiras canções que fiz especificamente com dança contemporânea”, disse.

Não por acaso, ela escolheu a capital da Ucrânia, localizado no continente europeu como cenário de seu material audiovisual. Kiev é fascinante por sua arquitetura, além de misturar o antigo e o novo em suas igrejas feitas de ouro. Porém, o mundo, infelizmente, tem enfrentado nas duas últimas semanas uma guerra que anunciou a fragmentação da população da Ucrânia, pela invasão das tropas russas e a destruição em massa provocada pela guerra. Muito provavelmente, por isso, Florence tenha feito a divulgação do disco novo dois meses antes de sua estreia, uma forma singela de mostrar a imponência artística da cidade antes deste período avassalador. Além de usar as redes sociais para manifestar solidariedade às vítimas e para informar que duas dançarinas presentes nos clipes estavam seguras.

Aliás, tudo parece ter conexão com as obras anteriores, sem deixar a criatividade e capacidade de reinvenção da artista de lado. Em “My Love”, Florence resgata o mesmo sentimento e estética existente em “Ceremonials” (2011). Tem uma composição lírica sombria mesmo sendo muito dançante e visualmente mescla o ecletismo artístico da Art Déco, sem deixar de lado as referências pré-rafaelitas e góticas do período medieval. “Dance fever” é o quinto álbum de estúdio do Florence + The Machine, o primeiro disco da banda desde “High As Hope” (2018) e como disse a própria Florence este álbum é “um conto de fadas em 14 músicas”.

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