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“Meu corpo”: Emily Ratajkowski escreve sobre a cultura de mercantilização das mulheres

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Meu Corpo“Meu corpo”, primeiro livro da modelo, ativista e empreendedora, é lançado no Brasil pela Buzz Editora.  Na obra, a autora traz à tona sua perspectiva a respeito de diversas experiências que viveu na adolescência e no começo de sua vida adulta, desde as humilhações, descobertas, decepções e inseguranças. Além disso, ela discorre sobre os espelhos em que se viu refletida: os olhos dos homens, outras mulheres com quem se comparou e as incontáveis imagens que foram tiradas dela.

Filha de professores, Ratajkowski abandonou a faculdade de Artes para trabalhar como modelo, ajustando seu comportamento, sua atitude e seu corpo com um objetivo em mente: ganhar dinheiro. Vender sua imagem era, certamente, a forma mais vantajosa de obter controle, liberdade e independência. Trabalhando menos e ganhando mais dinheiro que a maioria de suas amigas da mesma idade, Emily teve que enfrentar inúmeras situações até então desconhecidas pelo grande público.

Após o lançamento do videoclipe da música “Blurred Lines”, de Robin Thicke, T.I. e Pharrel, Emily ficou mundialmente famosa e, apesar dos elogios que recebeu, o modo como ela e as outras modelos foram objetificadas no clipe se tornou alvo de julgamento. Tanto o corpo da modelo quanto a política por trás dele foram escrutinados, e, anos depois, Emily revelou ter sido assediada sexualmente por Robin Thicke durante a gravação do vídeo, episódio que relata em Meu corpo.

“Jornalista após jornalista me fez a mesma pergunta: ‘O que você tem a dizer para aqueles que consideram o clipe antifeminista?’. O mundo ficou chocado ao me ouvir responder que eu não via o clipe dessa forma. ‘Estava segura com o meu corpo e a minha nudez no set’, eu dizia a eles honestamente. Eu me concentrei em como tinha me sentido durante a maior parte da filmagem, lembrando que estava na companhia de muitas mulheres em quem confiava e de quem tinha gostado”, escreve Emily.

Mas Emily é mais que uma modelo bem-sucedida: é uma mulher eloquente, que interpreta bem o mundo em que vive, e em “Meu corpo” compartilha com os leitores suas percepções perspicazes sobre a beleza feminina na atualidade, os fetiches e as obsessões no que diz respeito ao corpo, a dinâmica cruel do mundo da moda e do cinema, o feminismo e a fronteira nebulosa entre consentimento e abuso que muitos homens ainda insistem em ignorar.

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