Conto de Machado de Assis ganha nova adaptação.

"O ALIENISTA"
Foto: Luciana Salvatore

“O Alienista”, protagonizado por Rômulo Estrela, livremente inspirado no conto de Machado de Assis, faz temporada na Cidade das Artes. A peça discute o poder em todas as suas formas, o jogo da corrupção política, protocolos de saúde estapafúrdios, o absurdo da decadência humana, a falta de empatia, o massacre aos direitos humanos. Todas essas características juntas nos são familiares nos dias de hoje, apesar de parecerem distópicas.

Com texto de Gustavo Paso e Celso Taddei, livremente inspirado no conto homônimo do imortal Machado de Assis, a nova montagem da CiaTeatro Epigenia leva para o palco um elenco de 14 atores/cantores, protagonizados por Rômulo Estrela, que interpreta o paradoxal personagem de Simão Bacamarte e Luciana Fávero, fundadora da Cia, como a esposa, Evarista.

A Patafísica como ins-piração. A patafísica é uma crítica à lógica racional. Examina as leis que regem as exceções, nas palavras do romancista e dramaturgo francês Alfred Jarry é “a ciência das soluções imaginárias”. A patafísica de Jarry é algo além da metafísica e além da física. Além disso, pode também ser vista como paródia: uma celebração bem-humorada do paradoxo, que opera, de modo cômico, a desconstrução do real e sua reconstrução no absurdo. A patafísica explora “elementos dissonantes” de modo a criar não uma síntese, mas uma situação em que as incongruências podem coexistir. Atrás de toda a lógica, esconde-se o monstruoso.

A peça se aprofunda na pesquisa do Dr. Simão Bacamarte, médico renomado e de currículo invejável (mesmo que ninguém entenda as especialidades do doutor na então metrópole imaginária), acerca da loucura. Ele cria um lugar para internar os loucos da cidade sob seus próprios critérios do que é ser louco ou não. Esses critérios mudam conforme o tempo e os interesses – sejam por poder, por dinheiro, por reconhecimento – e geram revolta, golpes, até a falência social e financeira da então Metrópole, que se transforma em Distrito em um simples Vilarejo decadente e subserviente ao Império, nos idos anos do século XIX.

Assim presenciamos a ascensão e queda de um louco que chega ao poder e passa a tomar decisões sem consultar previamente os representantes da sociedade, pois
estão todos enjaulados no hospício fundado por ele mesmo! Mas isso é apenas uma fábula e sabemos que fábulas não existem!

SERVIÇOS:
Local: Cidade das Artes – Grande sala – Ingressos!
Temporada de 10 de março a 10 de abril – de quinta a sábado às 20:30 e domingo às 18h.
Duração: 90 minutos
Classificação: 12 anos
Lotação: 1200 lugares
Gênero: Comédia dramática
Acessibilidade: elevador, rampas e assentos especiais

1 Comentário

  1. Bom dia. Deve ser interessantíssima essa peça, que vontade de assistir! já que li o livro e fazer associação entre a literatura e a ação deva ser ricamente apreciado. Parabéns!

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