O Traidor

O Traidor se passa no início dos anos 80, numa guerra generalizada entre os chefes da Máfia Siciliana pelo controle do tráfico de heroína. Tommaso Buscetta é um integrante de alto escalão, mas foge para se esconder no Brasil. Na Itália, os acertos de contas acontecem enquanto Buscetta assiste de longe seus filhos e irmãos sendo assassinados em Palermo, sabendo que poderá ser o próximo. Preso pela polícia brasileira e extraditado para a Itália, Buscetta toma uma decisão que irá mudar os rumos da máfia italiana: ele decide se encontrar com o Juiz Giovanni Falcone e trair o voto eterno que fez à Cosa Nostra.

Estrelado por Maria Fernanda Cândido, Pierfrancesco Favino e Luigi Lo Cascio, O Traidor conta a história real de Tommaso Buscetta, primeiro membro de alto escalão da Cosa Nostra a quebrar o juramento de silêncio da máfia siciliana.

Chamado, pelo jornal inglês The Guardian, de “Os Bons Companheiros da vida real”, O Traidor é uma versão enérgica das aflições de um informante da máfia na Itália nos anos 1980. Apesar de não contar com a profundidade narrativa dos grandes dramas de máfia,

Com locações na Itália, Alemanha e Brasil, o longa chega a lembrar, em alguns momentos, O Poderoso Chefão, mas sem o tom mítico e operístico da obra que consagrou Francis Ford Coppola. Em O Traidor, o mundo vive a euforia da heroína, onde a disputa de território gera verdadeiro banho de sangue.

Co-autor do roteiro, Bellocchio imbui O Traidor de ação suficiente para preencher seus longos 135 minutos. Apesar disso, o filme não destina muito do seu tempo ao dia-a-dia da máfia, de forma que se torna difícil para o público se importar com o destino dos gangsters quando eles começam a ser presos.

O filme mostra que o diretor continua fiel ao seus códigos. Bellochio soube, como poucos ocupar-se da violência e a traição, porém, o amor da brasileira Maria Cristina (Maria Fernanda Candido) por um mafioso italiano ganha registro neste drama marcante.

 O Traidor estreia no Brasil, nessa quinta-feira, 14 de abril, com atraso de mais de dois anos, provocado pela pandemia. A coprodução ítalo-brasileira recebeu sete troféus Nastro D’Argento, um dos prêmios mais festejados da Itália, além de disputar, ano passado, em 18 categorias do David di Donatello, o Oscar pensinsular. Triunfou em seis: melhor filme, diretor, ator protagonista (Pierfrancesco Favino, o Tommaso Buscetta) e roteiro original.

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