Mais de dezoito mil audiências e uma sentença: “A VIDA NÃO É JUSTA”. Foi assim que surgiu a inspiração para o título do livro de Andréa Pachá, lançado em 2012. Dez anos depois, o projeto idealizado pelo produtor Eduardo Barata, enfim, ganha os palcos.

Para a versão teatral foram escolhidas 8 histórias, além do prólogo: CASAMENTO NÃO É EMPREGO // QUEM CUIDA DELE? // TEM COISA QUE NÃO SE PERGUNTA // MOLHADINHA 25 // O QUE OS OLHOS NÃO VEEM // SAGRADO É UM SAMBA DE AMOR // MAS EU AMO AQUELE HOMEM… // RECONCILIAÇÃO.

Em “A Vida Não É Justa”, a Justiça será acionada como tema central do espetáculo, com a função de solucionar conflitos, mas também de lembrar que “a felicidade não é um direito, muito menos uma obrigação. “Compreender nossa humanidade nos faz mais responsáveis pelo nosso destino”, nas palavras da autora.

Nesta encenação teatral, propõe-se um jogo no qual os atores e os personagens se revezam, ora na tarefa de vítima, ora na função de acusado, trazendo para a reflexão temas como diversidade, igualdade, justiça, respeito, tolerância e conflitos relacionais.

Ao longo do espetáculo, quase todos os atores estão no palco durante todo o tempo, seja em cena com a juíza, ou fora de foco, onde acontecem as trocas, no próprio palco. Além disso, dois componentes fundamentais para o espetáculo são a iluminação e o cenário, criados por Paulo Denizot.

A peça explora o absurdo que a realidade é, e a luz acompanha esse caminho, um falso realismo absurdo. Ela busca enfatizar os dramas que as pessoas passam, dando plasticidade e dinâmica para a peça. Já o cenário expõe que é mais abstrato, manequins são usados para falar da massa humana e das relações das quais somos parte. A sociedade nos coloca em arquétipos, procuro de maneira prática e poética trabalhar essa massa que se encaixa em personagens da vida real.

SERVIÇO:
Local: SESC Tijuca ( R. Barão de Mesquita, 539 )
De 12 a 29 de maio
quinta a sábado às 20h30 e domingo às 19h30

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