Exposição traz peças do acervo pessoal da autora.

Constelação Clarice
Retrato de Clarice Lispector. Foto de Erico Verissimo, Virginia, EUA, c. 1955. Acervo Literário de Erico Verissimo/Instituto Moreira Salles.

Após passar pela sede de São Paulo, a exposição “Constelação Clarice” chega ao IMS Rio. A exposição investiga a poética da escritora Clarice Lispector (1920-1977), identificando temas e recursos estéticos presentes em sua produção. Em diálogo, são exibidas obras de 26 artistas visuais mulheres, que atuaram na mesma época de Clarice, entre as décadas de 40 e 70. Aliás, no conjunto, há trabalhos de Maria Martins, Mira Schendel, Fayga Ostrower, Lygia Clark, Letícia Parente, Djanira e Celeida Tostes, entre outras.

Com curadoria é do poeta Eucanaã Ferraz, consultor de literatura do IMS, e da escritora e crítica de arte Veronica Stigger, “Constelação Clarice” reúne aproximadamente 300 itens, incluindo manuscritos, fotografias, cartas, discos e matérias de imprensa, entre outros documentos do acervo pessoal da autora. A

A exposição, certamente, celebra a obra e o legado de Clarice, cujo centenário foi comemorado em 2020. Nome fundamental da literatura brasileira, a autora também nutria grande interesse pelas artes visuais, expresso tanto em sua incursão pela pintura, na década de 1970, quanto pela presença de personagens artistas em seus livros. Diante dessa proximidade, quais conexões seria possível estabelecer entre a produção textual de Clarice e as obras de mulheres que, no mesmo período, marcaram a história da arte brasileira? Como seus modos de criação se relacionam?

Para criar essas interlocuções, a curadoria adotou o conceito de constelação. Em 11 núcleos, são apresentados trabalhos em diversos suportes, como escultura, pintura, desenho, fotografia e vídeo. Além disso, as obras das artistas estão sempre em diálogo com trechos de textos de Clarice, formando uma teia de novos significados.

Além disso, o público terá a oportunidade rara de conhecer 18 pinturas de autoria da própria escritora, produzidas entre 1975 e 1976, sem pretensão profissional. Nos quadros, é possível identificar algumas recorrências, como o tratamento gestual e a predileção também pela circularidade.

Serviço
21 de maio até 9 de outubro de 2022
Entrada gratuita
IMS Rio (Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea)
Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira das 12h às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.
O uso de máscaras é recomendado durante a visita ao centro cultural.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here