O selo musical Crespo Music é uma parceria do AfroReggae, a Universal Music Publishing Brasil, a União Brasileira dos Compositores (UBC) e a Virgin Music Brasil,  com o intuito de revelar e desenvolver novos talentos artísticos, transformando vidas de jovens das favelas do Rio de Janeiro.

O novo selo Crespo Music já surge com um catálogo significativo: centenas de fonogramas originais compostos para as trilhas dos seriados produzidos pelo AfroReggae Audiovisual, braço criador de conteúdo da organização cultural AfroReggae. Entre esses seriados estão grandes sucessos como “Arcanjo Renegado” e “A Divisão”, destaques da programação da principal plataforma brasileira de streaming, a Globoplay.

Esse catálogo será administrado pela Universal Music Publishing Brasil. William Reis, coordenador executivo do AfroReggae, conta que a visão musical do selo deve ser eclética, como vem sendo historicamente a visão do grupo cultural AfroReggae.

O acordo foi assinado em uma sala histórica do Centro Cultural Waly Salomão, na favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro. Aliás, foi lá que, há pouco menos de três décadas, o AfroReggae deu alguns de seus primeiros passos para se tornar uma ONG que hoje é referência mundial em inclusão social por meio da arte e da educação. Em 2015, o Afroreggae foi incluído pela ONU nas ações da campanha Global Goals (Metas Globais), com 17 compromissos assumidos por 193 líderes globais para o desenvolvimento sustentável, com o objetivo de combater a pobreza extrema e a desigualdade.

O diretor da Crespo Music é Ricardo Chantilly, profissional com mais de três décadas de atuação como empresário artístico junto a nomes de ponta da música pop brasileira (O Rappa, Jota Quest, Armandinho). Há cinco anos, Chantilly trabalha em parceria com o AfroReggae como socio diretor do AfroGames, projeto que é pioneiro na formação de jogadores de e-sports em favelas.

“A gente vai gravar, vai editar, vai lançar, dar suporte para o artista na parte empresarial e de planejamento. Esses talentos não vão ser simplesmente jogados no mercado. Queremos caminhar junto com os que se destacarem mais, fazer um desenvolvimento de carreira”, conta Chantilly.

A Virgin Music Brasil, braço da Universal Music Brasil, será responsável pela distribuição da produção do selo, em uma parceria que empolga sua equipe pelo potencial musical e pelo propósito. “Ela está muito alinhada com a nossa estratégia e com nossa preocupação com o futuro da música brasileira. Faz parte de nosso DNA dar oportunidades para jovens tão talentosos levarem sua criatividade no mundo da música digital”, comenta Paulo Lima, presidente da Universal Music Brasil.

A UBC, União Brasileira dos Compositores, entidade não lucrativa que há 80 anos administra, trabalha no apoio ao selo Crespo Music, com um carinho especial. Marcelo Castello Branco, CEO da UBC, ficou emocionado ao visitar o Centro Cultural Waly Salomão pela primeira vez, na semana passada: “Vamos trabalhar para que esses talentos daqui sejam protegidos e amparados pela UBC. Na área de música para games, por exemplo, há fatores para entender, estudar, mas queremos garantir que os criadores sejam bem remunerados, se integrem ao nosso ecossistema. É muito bonita a possibilidade de transformar a vida dessas pessoas. Como eles mesmos dizem, a questão não é ser artista, é antes de tudo, ser cidadão”.

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