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Rita Benneditto apresenta show “Samba de Benneditto” no Teatro Rival Refit

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Rita Benneditto apresenta seu novo show “Samba de Benneditto” em uma única apresentação no Teatro Rival Refit. O show mostra o olhar da artista para o samba e as muitas formas com que ele é executado em diferentes regiões do país.

Ao longo de 25 anos de carreira, o Samba sempre esteve presente na vida e na voz de Rita Benneditto. E há muito que a cantora queria dedicar um projeto ao gênero, mais exatamente algo que mostrasse seu olhar personalíssimo sobre ele. Aos pouquinhos, foi maturando o seu “Samba de Benneditto”. Nesse balaio misturam-se 16 sambas, entre clássicos, autorais e inéditos, alguns confiados a ela por autores consagrados ou da mesma geração da intérprete.

Discriminado durante décadas, o samba ficou inicialmente segregado aos terreiros e, tempos depois, às patuscadas de fundo de quintal. No caso do Maranhão, os terreiros são os do Tambor da Mata, cuja maior representatividade está na região do Codó. Essas manifestações também ficaram conhecidas como Terecô. Esse lado da sua ancestralidade estará presente no show. Rita ganhou de Nei Lopes “Terecô”, samba em parceria com Everson Pessoa, no qual Lopes, grande conhecedor da história do gênero, faz na letra referências à Encantaria maranhense.

Da sua terra natal, Rita passeia por outros estados do Nordeste. De Pernambuco, mais exatamente da Ilha do Massangano, ela saúda o tradicional Samba de Véio. Da Bahia, reverencia dois representantes importantes ligados ao coco e ao samba de roda: Bule-Bule (nome artístico de Antônio Ribeiro da Conceição) e Roque Ferreira. O primeiro faz-se presente com “Que moça bonita é aquela?” e, o segundo, com “A filha do macumbeiro” (Roque Ferreira e Dunga).

Em se tratando de Rita Benneditto, ela tem um olho naquilo que fundamenta e outro na modernidade – e seu bem-sucedido projeto “Tecnomacumba” é um exemplo vivo disso. E nesse “Samba de Benneditto” referências e atualidade dão-se as mãos em roda (de samba). A cantora ao mesmo tempo em que resgata pérolas como “Rainha do mar”, de Dorival Caymmi, abre alas à produção de gerações mais recentes, caso de Zeca Pagodinho, de cujo repertório revisita “Minha fé” (Murilão da Boca do Mato), incluindo compositores da mesma geração da cantora, como João Martins, de quem canta “Lendas da mata” e “Banho de Folhas” de Luedji Luna. E permite-se também (re)encontrar faixas da própria discografia, caso de “Caramba, Galileu da Galiléia” (Jorge Ben Jor), gravada por ela no seu terceiro CD, “Comigo”, e “O que é dela é meu” (Arlindo Cruz, Rogê, Marcelinho Moreira), gravada por ela em “Encanto”.

Ainda na seara das reverências/referências, Rita joga luz sobre o legado de duas mulheres, artistas que conseguiram se impor num meio que, durante anos, foi majoritariamente masculino. São elas Jovelina Pérola Negra e Dona Ivone Lara . Do repertório da primeira, Rita pescou duas pérolas: “Água de cachoeira” e “Sorriso aberto”. De Dona Ivone, escolheu “Axé de Ianga (Pai Maior)”. E já que o assunto é a força autoral feminina, Rita nos brinda com três de suas composições. Além da supracitada “Benneditto seja”, o roteiro traz a também inédita “Rainha do Candomblé” e “7Marias”, single lançado em 2018.

A banda que acompanha a artista nos breques, bossas e partidos altos do samba, é formada por Fred Ferreira (guitarra, violão, viola caipira e vocais e direção musical), Michel Ramos (cavaco e violão 7 cordas), Beto Lemos (rabeca, baixo e vocais), Ronaldo Silva (percussão e vocais), Júnior Crispin (percussão e vocais) e Luiz Augusto (percussão).

 SERVIÇO
Samba de Benneditto
Dia 23 de março / Quinta-feira – 19h30
Local: Teatro Rival Refit (Endereço: Rua Álvaro Alvim, 33)
Venda de ingressos on-line: https://bileto.sympla.com.br/event/80346

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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