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 “Pinturas Nômades”, de Beatriz Milhazes, na Casa Roberto Marinho

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A Casa Roberto Marinho inaugura “Pinturas Nômades”, exposição da artista plástica carioca Beatriz Milhazes, expoente da arte contemporânea internacional. Sob a curadoria de Lauro Cavalcanti, a exposição apresenta pela primeira vez no país a reprodução de projetos arquitetônicos desenvolvidos pela artista em quatro continentes (Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia). A individual celebra duas décadas da atuação de Milhazes no campo das instalações pictóricas em espaços arquitetônicos e institucionais.

Produzida pela Casa Roberto Marinho, “Pinturas Nômades” constitui um panorama único: reúne intervenções site-specific realizadas na Ópera de Viena; na Tate Modern, em Londres; na loja Selfridges, em Manchester; no metrô de Londres; na Fundação Cartier, em Paris; no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio; no Long Museum, em Xangai; e na Fundação Gulbenkian, em Lisboa; entre outras permanentes, como no projeto Art House, na Ilha de Inujima, Japão, e no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque. Esses projetos, que formam o núcleo central da mostra, são apresentados em maquetes, estudos e painéis inéditos no Brasil, permitindo ao público uma rara imersão na dimensão arquitetônica da obra de Beatriz.

De acordo com o curador, estas intervenções de Milhazes, realizadas entre 2004 e 2023, consolidam, certamente, uma pesquisa visual em diálogo com superfícies arquitetônicas. Utilizando principalmente vinil colorido, pintura mural e cerâmica, a artista desenvolve composições que exploram luz, cor e transparência, estabelecendo relações entre interior e exterior, opacidade e translucidez, desenho e arquitetura.

Em projetos como Gávea (Selfridges & Co., Manchester, Inglaterra, 2004), Guanabara (Tate Modern, Londres, 2005), Peace and Love (Estação Gloucester Road, Londres, 2005) e O Esplendor I e II (Long Museum, Xangai, 2021; e Turner Contemporary, Margate, Reino Unido, 2023), Milhazes transforma fachadas, janelas e espaços de circulação em experiências sensoriais marcadas por formas orgânicas, ritmos visuais e atmosferas poéticas.

“Esses trabalhos, apresentados em instituições e espaços como hospitais, metrôs e edifícios residenciais, conjugamarte e sua relação com a questão social, de sustentabilidade, e com o contexto urbano, de forma sensível. Ao inserir

elementos como mandalas, listras, elipses ou círculos em superfícies envidraçadas ou estruturas curvas, as obras introduzem novas camadas de significado aos ambientes, evocando paisagens abstratas, referências culturais e memórias visuais. Em cada intervenção, Milhazes amplia a experiência do espaço, propondo um encontro entre pintura, arquitetura e contemplação”, observa Cavalcanti.

A pintura é o tronco principal do trabalho de Beatriz e pontua poeticamente o percurso pela Casa, como no caso das obras Mocotó (2007), A Mosca, (2010/2012) e Lampião, 2013/2014. 

Uma das salas é dedicada a um conjunto de 11 gravuras. De acordo com a artista, “é a técnica que mais se aproxima plasticamente do resultado dos painéis e murais”, uma conversa entre a arte gráfica como ponto de diálogo entre as duas práticas. Além disso, a exposição contará também com apresentações de Marcia Milhazes Cia de Dança que apresentará criações recentes, concebidas em diálogo direto com o universo da mostra. A recorrente colaboração entre as irmãs Milhazes nas exposições de Beatriz, no Brasil e no exterior, é marcada por encontros que articulam composições visuais e propostas coreográficas. 

SERVIÇO: 26 de setembro de 2025 até março de 2026 / Instituto Casa Roberto Marinho Rua Cosme Velho, nº 1105 / Ingressos à venda exclusivamente na bilheteria. Estacionamento gratuito para visitantes, em frente ao local, com capacidade para 30 carros.

E no dia 13 de dezembro, às 15h, o catálogo da exposição será lançado. Para marcar o lançamento, haverá uma conversa pública entre a artista e o curador da mostra, Lauro Cavalcanti, que também assina os textos da publicação.

Produzido por ocasião da exposição, em edição bilíngue, o livro reúne reproduções das obras e destaca o percurso da artista e os conceitos que orientam a mostra.

Em 2026, a exposição ganha um desdobramento performativo com Paisagens coreográficas, obra inédita da Marcia Milhazes Companhia de Dança. Concebida em diálogo direto com o universo visual da mostra, a criação aproxima pintura, corpo e música em apresentações que acontecem nos dias 3, 5, 10 e 12 de março de 2026, em duas sessões às 15h e 17h.

Com quase 30 anos de trajetória e atuação reconhecida no Brasil e no exterior, a companhia apresenta uma coreografia concebida especialmente para o contexto expositivo de Pinturas nômades. Com direção artística, concepção e coreografia de Marcia Milhazes, Paisagens coreográficas articula gesto, ritmo e composição visual, expandindo a experiência da exposição para o campo performativo.

As apresentações são realizadas no térreo da Casa, no salão onde está instalada Corumbê, intervenção criada por Beatriz Milhazes especialmente para a mostra. Aplicada às janelas em arco do espaço, a obra altera a percepção do ambiente, remetendo a vitrais de igrejas. É diante dessas janelas que a coreografia se desenvolve.

Em cena, os bailarinos Maria Alice Poppe, Ana Amélia Vianna e Domênico Salvatore são acompanhados ao vivo pela pianista japonesa radicada no Brasil, Yuka Shimizu, que executa, ao piano de cauda Steinway da Casa Roberto Marinho, um repertório de música modernista brasileira. A trilha inclui peças de Heitor Villa-Lobos e Ernesto Nazareth, algumas raramente apresentadas em concertos, reforçando o diálogo entre artes visuais, dança contemporânea e música.

 “Pinturas nômades” foi prorrogada até 29 de março de 2026.

Paisagens coreográficas:
Distribuição de senhas na bilheteria da Casa Roberto Marinho 1h antes de cada sessão 
Capacidade: 40 pessoas

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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