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O Beijo da Mulher Aranha mistura fantasia a realidade em um espetáculo musical

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Baseado no Livro por Manuel Puig, que originou o filme de Hector Babenco e futuramente o musical da Broadway, O Beijo da Mulher Aranha mostra que o show não tem razão de existir sem a luta. O romance de 1976 do escritor Manuel Puig retrata as conversas diárias entre dois companheiros de cela em uma prisão argentina durante a Ditadura Militar. Nesse período, Molina e Valentín constroem um vínculo íntimo forte e devastador para a época.

Foi em 1985, que Hector Babenco coproduziu entre Brasil e EUA, com Sônia Braga no papel da diva Ingrid Luna, que protagoniza o filmes contados por Molina. Junto a ela, José Lewgoy, Milton Gonçalves e Fernando Torres e os atores hollywoodianos Raul Julia e William Hurt protagonizam a obra. Babenco transportou a história para a ditadura militar brasileira trazendo Sonia Braga com um toque latino. Agora, em 2026, chega aos cinemas o filme de Bill Condon, baseado no musical da Broadway. Portanto, todo o contexto histórico relevante perde a cena para contar a história da diva que protagoniza O Beijo da Mulher Aranha ainda assim a fantasia espelha a realidade.

 O Beijo da Mulher Aranha faz uso de uma linha é cruzada quase de instantânea de suas tramas, de fato, mas com um foco maior no espetáculo mundo dos musicais, aliás, cabe a Jennifer Lopez conduzir essa parte do show. Como a grande perfomer que é, J.Lo se move como Rita Hayworth e Dolores Del Río. Como as suas precursoras, a performance da atriz não é um grande feito dramático, mas encontra no espetáculo da dança, da feminilidade e da sensualidade uma forma de ser adorada.

O diretor Bill Condon (Dreamgirls – Em Busca de um sonho) filma a outra metade ambientada na prisão, com a necessária gravidade, porém com menos cores luminosas. Molina (Tonatiuh Elizarraraz) e Agustín (Diego Luna) ganham vozes com atuações delicadas e triunfantes. O drama se mistura à fantasia para fugir dos horrores da prisão para o delírio dos números musicais. As linhas temporais se unem pelo espetáculo romântico de Hollywood e a teoria política de libertação do jugo autoritário. Tudo isso em busco do amor.

O Beijo da Mulher-Aranha é uma adaptação do musical da Broadway de 1993, que rendeu à Chita Rivera um Tony Award pelo papel da personagem que dá nome ao filme.

Alê Shcolnik
Alê Shcolnikhttps://www.rotacult.com.br
Editora de conteúdo e fundadora do site, jornalista, publicitária, fotografa e crítica de cinema (membro da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro). Amante das Artes, aprendiz na arte de expor a vida como ela é. Cultura e tattoos nunca são demais!

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