- Publicidade -

Destruição Final 2 traz destruição, aventura e suspense na medida certa

Publicado em:

Destruição Final 2, dirigido por Ric Roman Waugh, se passa cinco anos depois do primeiro filme, quando a Terra já foi devastada pelo meteoro Clark e os poucos sobreviventes vivem em bunkers espalhados pelo mundo. A família Garrity — John (Gerard Butler), a esposa Alison (Morena Baccarin) e o filho Nathan (Roman Griffin Davis) — está abrigada na Groenlândia, mas um terremoto destrói o bunker, forçando todos a abandonar o local. Cientistas de outros abrigos espalham a teoria de que, no ponto onde o meteoro caiu, na França, a vida estaria renascendo, como aconteceu após o impacto que extinguiu os dinossauros. Acreditando nisso, John decide liderar a família e outros sobreviventes em uma jornada perigosa até lá. O que parecia uma continuação simples vira uma aventura cheia de tensão.

As primeiras críticas lá fora chamaram o filme de tedioso, mas eu discordo completamente. Sou fã de cinema apocalíptico e pós-apocalíptico e costumo achar que as continuações nunca chegam aos pés do original. Em é diferente, Destruição Final 2 está à altura do primeiro, com destruição, aventura e suspense na medida certa. Em 98 minutos, o roteiro prende o espectador do começo ao fim, com uma tensão constante que faz você viver junto a jornada da família Garrity. É, certamente, cinema-catástrofe puro, feito para desligar o cérebro, esquecer os problemas reais e apenas curtir explosões, obstáculos e emoção.

Os atores cumprem bem o que o filme pede. Gerard Butler está de volta aos cinemas com aquela cara de herói durão e improvável, ele está perfeito como John Garrity, o homem que precisa salvar a família a qualquer custo. Obviamente, ele nunca vai ganhar um Oscar por isso, mas encarna o personagem dentro das limitações do gênero, com total convicção. Morena Baccarin, bela como sempre, vive Alison como a mãe protetora que apoia o marido, mas prioriza o filho acima de tudo. O jovem Roman Griffin Davis completa o núcleo familiar com naturalidade. Não são atuações grandiosas, porque o filme não exige isso, mas o importante é que todos entram no clima da história.

O que realmente brilha são os efeitos visuais. O filme depende totalmente deles para mostrar um mundo pós-apocalíptico convincente e entrega com sobra. Um exemplo impressionante é o Canal da Mancha, que separava a Grã-Bretanha da França: agora é apenas uma enorme faixa desértica, sem água, criada por CGI. A grandiosidade da paisagem destruída, os perigos pelo caminho, tudo isso ganha vida na tela. É o tipo de visual que justifica ver Destruição Final 2 no cinema, pois, quanto maior a tela, melhor para sentir a escala da catástrofe.

No final, Destruição Final 2 não tem absolutamente nada de tedioso. É uma continuação sólida, um entretenimento pipoca que cumpre o prometido: leva você a uma viagem intensa, faz torcer pela família e deixa satisfeito. Recomendo fortemente para quem gosta do gênero! Vá ao cinema, desligue a cabeça e curta. Seus problemas do dia a dia parecem pequenos perto do que os Garrity enfrentam. Vale cada minuto!

Desliguem os celulares e boa diversão.

Bruno Giacobbo
Bruno Giacobbo
Um dos últimos românticos, vivo à procura de um lugar chamado Notting Hill, mas começo a desconfiar que ele só existe mesmo nos filmes e na imaginação dos grandes roteiristas. Acredito que o cinema brasileiro é o melhor do mundo e defendo que a Boca do Lixo foi a nossa Nova Hollywood. Apesar das agruras da vida, sou feliz como um italiano quando sabe que terá amor e vinho.

Mais Notícias

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Nossas Redes

2,459FansGostar
216SeguidoresSeguir
125InscritosInscrever
4.310 Seguidores
Seguir
- Publicidade -