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O Morro dos Ventos Uivantes traz Margot Robbie e Jacob Elordi em ótimas atuações

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A nova versão de “O morro dos ventos uivantes” faz uma releitura do clássico de Emily Brontë, através de um sonho e um pesadelo para os fãs. Se você está esperando um filme que repassa todos os fatos do clássico literário, esqueça! Considerando a devoção dos aficionados pelo romance, era inevitável que qualquer filme que se afastasse do texto fosse visto por alguns como um ataque pessoal. A ironia é que a diretora, Emerald Fennell, afirma adorar o livro tanto quanto qualquer outra pessoa. No Festival de Escrita Feminina Brontë, ela disse que estava “obcecada” e “enlouquecida” pelo livro desde que o leu aos 14 anos. Na versão dela, somos levados ao ponto de vista de uma criada contando a história de amor entre Heathcliff e Catherine.

  Emerald Fennell traz à cena o erotismo explícito de Saltburn e Bela Vingança. Além disso, o longa abraça visuais deslumbrantes seja no figurino, na direção de arte e na fotografia, enquanto Margot Robbie e Jacob Elordi dão vida ao casal do livro com beleza, exagero (e tesão). Aliás, a química entre os protagonistas interpretados por Margot Robbie e Jacob Elordi é, certamente, sufocante. Ambos estão muito bem! Margot Robbie está ótima em cena, mas cabe a Jacob Elordi se destacar como o bruto Heathcliff. A tensão sexual entre ambos é sólida, e perpetua por corpos quentes por amor e beijos embriagados de amor e tesão, no meio disso, até o melodrama fica ainda mais melodramático.

Emerald Fennell reconta essa história de obsessão, classe e crueldade na Inglaterra do século 19, focada na relação doentia entre o casal de protagonistas e em como pode afetar as pessoas à sua volta. O amor entre Heathcliff e Catherine era impossível devido à divisão de classes sociais, além do orgulho de Catherine que a fez se casar com Edgar Linton por status. Porém, a natureza destrutiva e obsessiva de ambos os personagens, foi consumida por vingança. A traição de Catherine e o subsequente ódio e vingança de Heathcliff, tornaram o amor deles uma força que corrói tudo ao redor. Além disso, o longa explora a restrição dos desejos e impulsos femininos, vistos como vergonhosos pela sociedade da época.

Durante o filme, Margo Robbie vestiu mais de cinquenta figurinos todos nas cores vermelho, preto e branco. Curiosamente, o vermelho está presente em todos os visuais da protagonista. Cor crucial para contar essa história vivida, com certo toque de cores de Almodovar, com o uso de cores vivas e saturadas e personagens com desejos, ânsias e cheio de contrastes. A nova versão traz referencias ao cineasta Almodóvar não só nas cores, mas também na valorização com relação a sexualidade de seus personagens. Da mesmas forma que Pedro Almodóvar,   Emerald Fennell não esconde as pulsões de seus protagonistas deixando-os mais humanos e carnais.

Aliás, os figurinos são assinados pela profissional Jacqueline Durran, que afirmou que os trajes não são de época, mas versões criativas do que seriam esses visuais tradicionais. Jacqueline buscou referências da Era de Ouro de Hollywood, da era vitoriana e do período elisabetano para construir os looks.

Alê Shcolnik
Alê Shcolnikhttps://www.rotacult.com.br
Editora de conteúdo e fundadora do site, jornalista, publicitária, fotografa e crítica de cinema (membro da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro). Amante das Artes, aprendiz na arte de expor a vida como ela é. Cultura e tattoos nunca são demais!

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