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“Seis atores à procura de Machado” leva à cena, crônicas machadianas e reflexões sobre o Brasil contemporâneo

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A força e a atualidade da obra de Machado de Assis ganham nova leitura nos palcos com o espetáculo “Seis atores à procura de Machado”, criação da Companhia Poiésis de Teatro. Depois de uma turnê por diversos teatros do Rio de Janeiro, a montagem chega em grande estilo no palco do Teatro Poeirinha, em Botafogo.

"Seis atores à procura de Machado
Foto: Paulo Aragon

Com direção de Raiff Magno, o espetáculo nasce do encontro entre teatro, literatura e reflexão social. O intuito da peça é revisitar o pensamento machadiano a partir da experiência contemporânea de artistas que vivem e resistem no cenário cultural brasileiro. A ideia surgiu do interesse do grupo pela obra de Machado de Assis e sua importância na literatura brasileira.

Entre os seis atores da Companhia Poiésis de Teatro, três são professores de literatura, o que aproximou ainda mais o grupo dos textos machadianos. Ao revisitar principalmente as crônicas do autor, os artistas perceberam o quanto suas reflexões sobre sociedade, poder e relações humanas permanecem atuais, dialogando com o Brasil do século XXI.

“Machado de Assis, certamente, continua extremamente atual, porque ele observa as contradições humanas com muita lucidez e muita ironia. Ao trazer suas crônicas para o palco, percebemos o quanto suas reflexões sobre poder, desigualdade e comportamento ainda dialogam com o Brasil de hoje”, afirma Raiff Magno.

O espetáculo propõe um diálogo entre a obra machadiana e os desafios de fazer teatro nos dias de hoje. A montagem tem caráter metateatral e mistura humor, crítica social e referências literárias. Em cena, os atores refletem sobre o amor pela arte, os desafios da profissão e a persistência de quem escolhe fazer teatro em um país onde a cultura muitas vezes enfrenta obstáculos para se manter viva.

“O espetáculo também fala sobre o próprio fazer teatral. Somos artistas que insistem em continuar criando, mesmo diante das dificuldades. Existe uma ideia de resistência no espetáculo — quase uma teimosia em seguir fazendo teatro”, explica o diretor.

Embora a montagem dialogue com diferentes momentos da obra machadiana, seu eixo central está nas crônicas publicadas em jornais, textos em que o escritor exercitava um olhar atento, crítico e irônico sobre o cotidiano de sua época. A dramaturgia incorpora quatro dessas crônicas, conectando suas reflexões sobre desigualdade, modernidade e comportamento humano com a realidade contemporânea.

Além disso, o público também encontrará referências pontuais a clássicos da literatura brasileira como “Memórias póstumas de Brás Cubas”, “Dom Casmurro” e “Esaú e Jacó”, que surgem em cena dialogando com a narrativa e ampliando o universo machadiano apresentado no palco. “Machado falava de desigualdade, de aparência e essência, das relações de poder e das contradições da modernidade. São temas que continuam presentes na nossa sociedade, e o teatro tem a capacidade de provocar o público de forma sensível e crítica”, destaca ele, acrescentando que a Companhia Poiésis de Teatro tem cerca de quatro anos de trajetória dedicada à pesquisa cênica e à criação autoral.

SERVIÇO: De 5 de maio a 24 de junho, terças e quartas, às 20h no Teatro Poeirinha, Rua São João Batista, 104, em Botafogo.

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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