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“BOCA” ocupa o Sesc Copacabana com funk, passinho e potência periférica

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Através do funk, da performance, do passinho como potência artística e do corpo como território de criação, oGrupo Corre estreia o espetáculo “BOCA”, no Sesc Copacabana. A obra surge para nomear a fome de existir, falar e dançar, transformando em cena experiências atravessadas pelo movimento, pela musicalidade e pelas vivências de quem vive o corre nas periferias cariocas

A montagem traz uma visão abrasileirada do corpo em movimento e da boca como princípio criador: Come o que precisa, cospe o que quiser. Não responde à espera de ninguém, nem devolve o mundo limpo.”‘BOCA’ surge como desdobramento de pesquisas, vivências de cria e trocas dentro do Grupo Corre. A peça se constrói a partir da vontade de organizar essas experiências em uma linguagem cênica e nomear essa fome de existir, falar e dançar”, destaca Celly IDD, diretora do espetáculo e também pioneira do “Passinho Foda”.

A obra dialoga diretamente com a cena do funk carioca, especialmente com o “Passinho Foda”, que já ganhou destaque no documentário Passinho Foda: O Corre por Trás da Dança, da Netflix. As referências de “BOCA” também atravessam culturas como afro, vogue e hip hop, mas têm origem na diversidade popular brasileira, passando por frevo, capoeira e escolas de samba. Em cena, cada corpo carrega sua trajetória, favela e identidade em constante transformação.

Na dramaturgia, urgência, repetição e excesso não aparecem como desordem, mas como princípio organizador da cena. O funk aparece como prática de mundos: indisciplinada, rítmica, coletiva, acima da moral e da ilusão do bem e do mal. O funk, assim como Èsú, é a boca que tudo come.

A montagem aposta na identificação e no impacto direto do corpo em cena, despertando sensações e questionamentos que seguem para além do espetáculo. “A gente quer provocar o público a sentir e se reconhecer no movimento. O espetáculo convida cada pessoa a sair do automático e olhar para si com mais liberdade e presença. ‘BOCA’ apresenta o caos como lugar de criação, onde tudo pode ser reorganizado. O que fica é aquilo que cada um escolhe absorver, transformar e devolver a partir da própria vivência”, afirma a diretora.

A criação dialoga com um texto-base de referência conceitual e pesquisa do diretor artístico e pesquisador de movimento Léo Garcia, que traz o conceito de Èṣù Onã Ebo como ponto de partida. “A partir desse disparador, eu, Celly, nomeio o espetáculo como ‘BOCA’ e desenvolvo a obra”, conta. 

SERVIÇO De 7 e 17 de Maio (quinta a domingo)Local: Mezanino do Sesc Copacabana
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana Informações: (21) 3180-5226 Classificação indicativa: 16 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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