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“Nossa América” que aproxima a arte contemporânea latino-americana de seu acervo histórico

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A Casa Museu Eva Klabin inaugura exposição “Nossa América”, com produções visuais que atravessam objetos, vegetações, animais, espíritos e paisagens do continente ao longo de séculos, propondo um presente que mantém o ancestral e o contemporâneo vivos. Assinam a curadoria Camilla Rocha Campos, diretora artística da Casa Museu Eva Klabin; e Claudia Jaguaribe, artista visual e fotógrafa carioca, formada pela Boston University, cuja trajetória investiga as relações entre paisagem, território, meio ambiente e construção da imagem contemporânea.

A exposição parte da ideia de que as imagens e objetos não pertencem apenas ao passado, nem devem ser vistos como documentos arqueológicos ou registros isolados de uma tradição. Eles aparecem como presenças ativas, capazes de construir leituras próprias sobre a história, o território e as relações entre humanos, natureza e espiritualidade. O percurso propõe um olhar para a produção visual latino-americana, a partir do acervo de arte andina da Casa Museu Eva Klabin, como um campo de pensamento, no qual formas, matérias e símbolos seguem disputando sentidos no presente.

Orientada pela noção de temporalidade ch’ixi, formulada pela socióloga boliviana Silvia RiveraCusicanqui, a exposição se estende a campos de coexistência, em que o ancestral e o contemporâneo não se sucedem, mas se mantêm em tensão. Desta forma, cerâmicas, grafismos, pinturas e imagens fotográficas não são evocadas como vestígios de um passado apenas, mas, sobretudo, como presenças que respiram e seguem moldando o agora. “Nossa América”reconhece a coexistência de múltiplas temporalidades e celebra a força própria das narrativas visuais das Américas, que se expressam com total autonomia.

A pluralidade de “Nossa América” ganha forma em obras de artistas e coletivos como Ateliê Arte Mangue Marajó, coletivo de ceramistas da Ilha do Marajó; Billy Hare, fotógrafo peruano; Cisco Merel, artista panamenho que trabalha a abstração a partir da arquitetura e dos contrastes sociais; Emilia Estrada, argentina radicada no Rio; Gabriella Marinho, que desenvolve pesquisa com barro, argila e terra; Jaider Esbell, artista Macuxi; Julia Isidrez, ceramista paraguaia ligada a uma tradição de matriz Guarani; Laíza Ferreira, artista visual e educadora que investiga relações entre corpo, botânica, memória e arquivo; Martín Chambi, referência da fotografia andina; Olinda Silvano, artista Shipibo-Konibo e maestra do kené; Uýra, artista de Santarém radicada em Manaus; Yael Martínez, fotógrafo documental e artista visual mexicano, membro pleno da Magnum Photos, que aborda violência, ausência e memória a partir de intervenções em suas imagens; Yaka Huni Kuin, integrante do MAHKU; entre outros nomes e produções vinculadas a diferentes povos e territórios das Américas.

Ao promover esse encontro, a exposição torna-se também um convite para a expansão dos horizontes de sua própria vitrine, a Casa Museu Eva Klabin, ampliando o vocabulário de suas raízes mais clássicas e afirmando as produções latino-americanas como modos próprios e persistentes de conceber o mundo.

Esta é uma exposição organizada pela Casa Museu Eva Klabin, com o apoio de Everaldo Molduras. A Mostra tem como fornecedores oficiais a ArtQuality e a Peppermint Eventos e conta com a parceria de mídia da Revista Piauí.

SERVIÇO Visitação: 11/06 a 06/09 – Quarta a domingo, das 14h às 18h / Local: Casa Museu Eva Klabin (Av. Epitácio Pessoa, nº 2480 – Lagoa Rodrigo de Freitas) Entrada gratuita

Classificação: Livre

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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