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Obra de Millôr Fernandes inspira livro de crônicas escrito por Sergio Riede

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Obra de Millôr Fernandes inspira livro de crônicas escrito por Sergio Riede.

A morte de um dos integrantes de um grupo de amigos altera a rotina no Bar do Susso, onde eles se encontravam religiosamente. Como o falecido era português e não tinha parentes no Brasil, a turma decidiu organizar o velório e passar a madrugada no salão paroquial. O tempo frio e a escassez de piadas ao longo das horas fizeram com que alguém sugerisse uma bebida para esquentar a noite. No fim, acabaram todos no bar —  inclusive o morto —  envoltos por lembranças das histórias engraçadas, até que um soltou: Ninguém solta a alça do caixão de ninguém. Esta história real vivida pelo pai do escritor, jornalista e bancário aposentado Sergio Riede inspirou o texto que intitula seu novo livro.

Também autor de “Câncer, eu? Memórias alegres de um medo profundo” (2020), ele desenvolveu a produção literária com crônicas produzidas entre 2024 e 2025. Finitude, morte e amizade são alguns dos dilemas que perpassam as 206 páginas.

As narrativas da obra têm um ponto em comum: todas começam com um pensamento do escritor e desenhista Millôr Fernandes (1923 – 2012). A partir das ideias do seu inspirador, Sergio elabora com sagacidade considerações sobre uma miscelânea de assuntos. Relacionamentos com Inteligência Artificial, sucesso do cinema nacional, conquistas da seleção feminina de futebol e efeitos do tempo nas pessoas constroem narrativas que também mencionam os nomes de Luis Fernando Verissimo, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Freire e Ney Matogrosso.

Em “Gerontolescência uma ova!”, o autor apresenta um termo que combina “gerontologia” — estudo do envelhecimento —, com adolescência, para discutir novas perspectivas sobre a vida após os 55 anos, pois, como disse Millôr, “quem mata o tempo não é um assassino, mas um suicida”.

Já em “Imagine”, trocadilho com a música de John Lennon, o exercício é imaginar o que aconteceria se um presidente do Brasil colocasse em prática algumas das atitudes polêmicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Procuro aguçar a reflexão dos leitores, abordando temas políticos e pessoais de uma perspectiva inovadora e bem-humorada”, explica.   

Prestes a completar 70 anos, Sergio Riede utiliza o tempo como aliado para provocar questionamentos sobre amor, política e arte com leveza e um toque de ironia. Com observações do cotidiano e inquietações sobre as relações humanas, as histórias ganham dimensões coletivas e reverberam em contemplações sobre experiências que podem atravessar qualquer leitor.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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