- Publicidade -

CCJF e FUNARJ abrem exposição que celebra a rica identidade cultural brasileira

Publicado em:

A partir do dia 8 de julho, Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) e a Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) realizam a exposição “Coleção Ingá: Brasil plural” que ocupa todas as galerias do CCJF.

A curadoria, realizada por Marcus Lontra e Rafael Peixoto, reúne uma seleção de mais de 200 obras do acervo de mais de 10 mil itens do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro (MHAERJ) – Museu do Ingá. São pinturas, esculturas, gravuras e objetos que passeiam por obras do século XIX e XX e incluem nomes fundamentais da arte brasileira, entre eles, Alfredo Volpi, Oswaldo Goeldi, Emiliano Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Emeric Marcier e Mestre Guarany. A rica seleção revela-se como uma importante ferramenta de conscientização das inúmeras matrizes culturais que compõem a identidade do Brasil. A Coleção Ingá representa hoje a reunião de oito acervos de diferentes fontes e naturezas, dentre as quais se destaca a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto.

São artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares, registros de sincretismos e resistências. A proposta do projeto é apresentar uma nova identidade para esse grande acervo. A escolha do nome, “Coleção Ingá: Brasil plural”, além de reforçar a localidade do museu, em Niterói, surge como reconhecimento da importância da natureza como elemento de integração e construção da identidade nacional, demonstrando a pluralidade da criatividade e diversidade da arte brasileira. De acordo com os curadores, a mostra reforça ainda o entendimento do papel transformador da arte como ferramenta capaz de ampliar percepções, transformar paradigmas e estabelecer novas conexões entre os indivíduos e a sociedade. “Trata-se de um acervo valioso, patrimônio do povo fluminense, e a curadoria buscou uma abordagem temática valorizando diversas escolas, técnicas e períodos artísticos. Assim, arte clássica e arte moderna convivem e estabelecem diálogos curiosos e sensíveis entre tempos e olhares que acentuam a atemporalidade da ação artística”, destaca Lontra.

Além disso, a exposição também amplia o acesso público ao acervo preservado pelo Museu do Ingá, administrado pela Funarj, colocando em circulação obras fundamentais da arte brasileira em um dos equipamentos culturais mais importantes da capital fluminense, o CCJF. “Para celebrar seus 25 anos, o Centro Cultural apresenta a exposição Brasil plural. A escolha sintetiza a trajetória da instituição que, fiel a seus princípios norteadores, valoriza a diversidade de vozes e manifestações culturais que compõem a sociedade brasileira. Ao trazer essa multiplicidade, a exposição aponta para os próximos 25 anos de uma instituição cada vez mais aberta aos encontros de arte e cultura, memória e território, justiça social e cidadania”, ressalta Ricardo Horta, diretor-executivo do CCJF.

Além da visitação mediada tradicional, a exposição também vai apresentar medidas de acessibilidade para a comunidade surda. Todas as quintas-feiras, a partir das 15h, mediadores do programa Arte e Cultura Para Todos, da Funarj, estarão disponíveis para o atendimento e visita de pessoas com deficiência auditiva. A iniciativa vai ao encontro do objetivo da exposição de apresentar um Brasil plural para o público geral, disponibilizando para todos as diferentes vertentes culturais que formam a identidade brasileira. “Com a celebração do acordo de cooperação com o Centro Cultural Justiça Federal, a Funarj está cumprindo a missão de oferecer a arte e a cultura para o maior número de pessoas. As pessoas que frequentam o CCJF talvez não conheçam o acervo do Ingá, que é riquíssimo e de uma cultura fantástica. Além de todo o trabalho de acesso ao acervo que a Funarj detém, acabamos de implementar o Arte e Cultura para Todos, um programa de acessibilidade feito com e para a comunidade surda. Poder implementá-lo também no CCJF é mais uma oportunidade para uma comunidade que tanto pleiteia esses espaços, essas oportunidades”, afirmou Jackson Emerick, presidente da Funarj.

Acordo entre CCJF e FUNARJ — Em 2025, o CCJF e a FUNARJ assinaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento e a execução conjunta de projetos culturais, artísticos, educacionais e patrimoniais. A exposição Coleção Ingá: Brasil plural é o primeiro fruto desse importante convênio entre as instituições. A parceria simboliza a união de forças em prol da valorização da arte, da memória e do patrimônio cultural do estado do Rio de Janeiro. É um compromisso de todos os envolvidos com a democratização do acesso à arte, à história e ao conhecimento.

SERVIÇO: Período de visitação: 08/07 a 27/09/2026, de terça-feira a domingo, das 11h às 19h / Valor: gratuito / Centro Cultural Justiça Federal • CCJF Avenida Rio Branco, 241 – Centro • Rio de Janeiro (há possibilidade de entrada pela Rua México, 57)

Rota Cult
Rota Cult
Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

Mais Notícias

Comentários

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Nossas Redes

2,459FansGostar
216SeguidoresSeguir
125InscritosInscrever
4.310 Seguidores
Seguir
- Publicidade -