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“Visitando o Sr. Green”  estreia no Teatro Vanucci

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Certas histórias são universais. ‘Visitando o Sr. Green’ narra o encontro entre um jovem e um senhor de 86 anos e vem conquistando plateias do mundo inteiro. A comédia do norte-americano Jeff Baron discorre sobre amizade, respeito às diferenças, velhice, solidão, homofobia. Sobre o ser humano e suas múltiplas camadas com muito bom humor. No Brasil, Paulo Autran esteve à frente de uma montagem histórica, com direção de Elias Andreato, que se reencontra com o texto 25 anos depois, agora assumindo o papel título. O sucesso se repetiu com o espetáculo fazendo uma tefmporada de seis meses em São Paulo com casa lotada, em 2025. Finalmente, 

Elias Andreato não esconde o entusiasmo de revisitar esse texto tantos anos depois. “O reencontro com o Sr. Green é carregado de nostalgia e emoção. E muita saudade do meu amigo Paulo Autran. Voltar a ele, com nova1s perspectivas e em um contexto diferente, permite redescobrir nuances que talvez tenham passado despercebidas antes. Foi uma experiência transformadora dirigi-lo pela primeira vez e agora é uma nova aventura explorar o mesmo texto na companhia do talentoso Guilherme Piva”, celebra.

‘Visitando o Sr Green’ teve estreia mundial em 1996 e, desde então, vem sendo encenada sempre com grande sucesso. A peça já foi montada em mais de 50 países, em 26 línguas e 600 produções diferentes. São dois personagens em cena: um velho e solitário judeu ortodoxo, o Sr Green, e o jovem Ross, executivo de 29 anos, gay, mas ainda com questões em relação a sua sexualidade. A convivência entre eles faz nascer afinidades e explodir diferenças e preconceitos em uma relação complexa, cheia de conflitos, mas que também é capaz de gerar afeto e aceitação.

Guilherme Piva não hesitou em aceitar o convite para dirigir esta nova montagem. “O que me encanta é a forma como os temas são abordados. Ela fala de como nos afastamos do amor, seja ele qual for, por diferenças de crenças, dogmas da sociedade e da religião. E reflete como é preciso ressignificar para se encontrar a verdade mais profunda do nosso ser, que por muitas vezes deixamos de lado”, pondera. “É uma tristeza que esses temas ainda permaneçam atuais, por isso mesmo temos que falar sobre eles, mostrar que certos dogmas e pensamentos precisam evoluir com o tempo, senão ficaremos presos neles. O amor é atemporal, é o que todos procuram. Então, temas como religião, homossexualidade, holocausto, família precisam ser debatidos e aceitos pela humanidade. Aceitar as diferenças é aceitar o amor”, complementa.

Serviço: Temporada: De 08 à 30 de agosto – Sábado às 18:00h, Domingo às 17:00h / Teatro Vannucci / Classificação Indicativa: 10 anos / ingressos pela Sympla

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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