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X-Todas leva mulheres negras e indígenas aos palcos dos Teatros Firjan SESI

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O Festival X-Todas leva mulheres negras e indígenas aos palcos dos Teatros Firjan SESI na região metropolitana. Os Teatros Firjan SESI Caxias, Centro e Jacarepaguá se transformam em palco para o X-Todas 2026, festival que reúne música, teatro, cinema, oficinas, performances, vivências e debates em torno das memórias, saberes e trajetórias de mulheres negras e indígenas. Com o tema “Memórias que Insistem: Caminhos de Mulheres Negras e Indígenas”, o festival propõe um olhar sobre ancestralidade, território, pertencimento e resistência por meio de diferentes linguagens artísticas. Entre os destaques estão Sued Nunes, Kaê Guajajara, Juçara Marçal e Kiko Dinucci, além de encontros e atividades com nomes como Amanda Dias (Grana Preta) e Eliane Potiguara. A programação reúne ainda artistas e coletivos de diferentes territórios do estado.

O X-Todas é resultado de uma trajetória que começou em 2010, quando o projeto ainda se chamava X-Tudo Cultural. Criado com a proposta de democratizar o acesso à cultura no estado do Rio de Janeiro, o projeto reuniu, ao longo dos anos, atrações de música, dança, artes plásticas, cinema e teatro, além de oficinas, palestras e workshops. Em 2023, passou a se chamar X-Todas e ampliou o foco para as trajetórias e o protagonismo das mulheres.
 

Em 2026, o festival volta o olhar para as mulheres negras e indígenas, colocando em diálogo diferentes formas de preservar e transmitir histórias. A mostra de cinema “A Memória também sonha: Mulheres Negras e Indígenas em movimento”, por exemplo, reúne filmes dirigidos por mulheres negras e indígenas brasileiras e aborda temas como memória, território, ancestralidade, espiritualidade e permanência cultural.

Entre os títulos selecionados estão “Mar de Dentro”, drama de 2020 de Dainara Toffoli; “Teko Haxy – Ser Imperfeita”, documentário de 2018 de Sophia Pinheiro e Patrícia Ferreira; “Mãos de Barro”, documentário de 2003 sobre a escultora Reinata Sadimba; e “Um Transe de Dez Milésimos de Segundo”, curta-metragem de 2021, com vídeo-performance experimental dirigido e interpretado pela artista baiana Jamile Cazumbá.

As artes cênicas também ocupam espaço importante no festival. Os espetáculos “Alàfia”, de Valéria Monã, e “Pega no Laço”, de Lian Gaia, chegam a diferentes teatros da rede, abordando memória, ancestralidade, resistência e as histórias de mulheres negras e indígenas. Em Jacarepaguá e no Centro, o público poderá conferir ainda “Jaity Muro”, com Kuña Poty Rajegua e Júnia Pereira.

A programação se estende para além dos palcos. Oficinas de bordado, escrita criativa, escultura em argila, dança afro e grafismo, além de vivências e performances, convidam o público a participar diretamente das experiências propostas pelo festival. Entre as atividades está a oficina Escrita Criativa e Memória Feminina, conduzida pela escritora, educadora e ativista indígena Eliane Potiguara. 
 

Festival acontece de 25 a 30 de agosto com shows, espetáculos, cinema, oficinas e debates; programação reúne atividades gratuitas e ingressos a preços populares. Programação completa em firjan.com.br/xtodas/programacao. / A programação tem atividades gratuitas e atrações com ingressos a preços populares. As atrações pagas têm ingressos de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Todos os ingressos, gratuitos ou pagos, podem ser adquiridos pela Sympla.

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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