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“A Arte entre Tons e Sons” celebra o Setembro Azul com mostra cultural que destaca o protagonismo de artistas surdos e neurodivergentes

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Em sintonia com o Setembro Azul, mês dedicado à valorização da comunidade surda, à conscientização sobre a surdez e à promoção da acessibilidade e da inclusão, o Instituto SETAS realiza a 2ª edição de “A Arte entre Tons e Sons”. A mostra cultural, gratuita e aberta a todos os públicos, acontece no Espaço Cultural do Trem do Corcovado e reúne obras autorais produzidas por crianças, jovens e adultos com surdez e neurodivergentes usuárias de implante coclear.

A iniciativa integra o projeto “Fala Falada”, que busca ampliar possibilidades de expressão, comunicação, autonomia e participação social por meio da arte. As obras apresentadas foram desenvolvidas durante oficinas de artes plásticas, tendo como ponto de partida as experiências, percepções e vivências dos próprios participantes.

Durante o processo criativo, os artistas contaram com a orientação técnica de profissionais de diferentes áreas, como a renomada Maria Adélia, atriz e artista plástica formada em Belas Artes pela UFPR; a artista visual e ilustradora Graça Lima, doutora em Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ; a atriz Marise Nogueira, formada em Artes Cênicas pela UNIRIO, mascareira e pesquisadora da linguagem do teatro de formas animadas; e Vitória Alves, graduanda em Artes Visuais, com habilitação em Gravura, pela Escola de Belas Artes da UFRJ. A atuação dos orientadores esteve concentrada no direcionamento e na qualificação técnica das produções, preservando a liberdade criativa e a autoria de cada participante.

É justamente esse protagonismo que a exposição coloca no centro da cena: as obras em exibição são assinadas pelos próprios participantes das oficinas, autênticos autores  de um percurso criativo edificado sobre a experimentação, a sensorialidade e uma comunicação que prescinde da palavra falada. Cada peça carrega a marca singular de quem a concebeu, reafirmando a arte como território legítimo de expressão, identidade e pertencimento para pessoas com surdez e neurodivergentes usuárias de implante coclear.

Para o Dr. Alonço Viana, fundador do Instituto SETAS, a exposição é um marco simbólico do trabalho desenvolvido. “Essa exposição é a prova viva de que a arte é uma linguagem universal e que, quando damos espaço e escuta, as pessoas com surdez e neurodivergentes encontram formas potentes de se expressar e se comunicar. Cada obra ali exposta representa uma conquista de autonomia, autoestima e pertencimento. É a arte cumprindo seu papel de inclusão e transformação social”, afirma.

Além do valor artístico e simbólico, a mostra também tem um papel social direto: as obras produzidas nas oficinas podem ser comercializadas, gerando renda para os próprios artistas, fortalecendo assim sua autonomia financeira e seu reconhecimento como produtores de cultura.

SERVIÇO Data: de 15 a 30 de setembro Local: Espaço Cultural do Trem do Corcovado – Rua Cosme Velho, 513 – Cosme Velho. / Horário de funcionamento do Trem do Corcovado: 8h às 17h / Entrada: gratuita

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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