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“À beira da piscina, um homem sentado” estreia temporada no Teatro Ziembinski

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Após um entardecer de sábado ao redor da piscina com quatro amigas, um homem encontra uma abertura em seu peito e, através dela, entrevê uma longa escada rumo ao seu interior. Ele desce essa escada e, dentro de si, se reencontra com tudo aquilo que morreu para que ele se tornasse um homem de verdade. Momentos antes, aquele homem estava reunido com quatro amigas, entre conversas, petiscos e histórias. Agora, sozinho, ele descobre um desejo de transformar-se que surge dessa interação, com as marcas que aquele encontro deixou expostas.

“À beira da piscina, um homem sentado” tem dramaturgia e direção de Diogo Liberano. Em cena, Gilberto Silva aparece como protagonista no teatro. Em vez de uma narrativa linear, a peça se organiza como uma experiência de atenção, em que o elo entre ator e público sustenta um percurso que não busca avançar para a frente, mas para dentro. 

“Queremos mostrar no palco o impacto aparentemente invisível da repressão patriarcal: o inconsciente de um homem que foi impedido de sentir, ou seja, que foi separado de seu próprio corpo. A peça investiga como essa violência chegou fundo em nós, mas faz isso sempre em busca de uma saída: a possibilidade de ganhar consciência para, então, ocupar a vida com encontros mais alegres”, afirma Diogo Liberano. 

O cenário de Lucas Salim constrói um espaço interior, o dentro desse homem, que é assegurado pela neblina instaurada pela iluminação de Nina Balbi. A luz produz escuros e claros, sombras e investe na procura desse homem, que dentro de si próprio vai reconhecendo o quanto somos mais complexos do que qualquer certeza que possa tentar nos definir. A trilha sonora de Arthur Braganti  propõe um mergulho interior, aquoso e confuso, repleto de sensações indescritíveis. Por fim, há objetos de cena criados pela artista Brunella Provvidente que permitem que a transformação desse homem seja vivenciada.

“Tudo nasceu de uma dor, um incômodo, uma espécie de água parada, que foi virando lama e que, após anos de processo criativo, foi decantada, filtrada e encheu uma piscina. Chamei as amigas pra curtir um sábado de sol e, naquela tarde, algo nasceu, rompeu”, revela Gilberto.

Realizado de forma independente, com recursos levantados pelo próprio ator, o espetáculo apostana imaginação do público. Reúne uma equipe de criação formada por 16 profissionais, entre direção, dramaturgia, atuação, cenário, figurino, iluminação, trilha sonora, fotografia, comunicação e produção. 

SERVIÇO
Temporada: 2 a 25 de outubro, de sexta a domingo.
Local: Teatro Municipal Ziembinski
Ingressos: R$50 (inteira) / R$25 (meia-entrada) – disponíveis em https://bileto.sympla.com.br/event/127096
Horários: sextas e sábados, às 20h; domingos, às 19h / Classificação indicativa: 18 anos 

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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