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Bottega Veneta apresenta coleção Summer 2027

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Para o cenário do desfile Summer 2027 da Bottega Veneta, a Diretora Criativa Louise Trotter evoca uma sensação de leveza e pureza que revela uma profundidade de significado e emoção. Reduzido a uma paleta de tons neutros, o espaço remete à luminosidade e à leveza do verão e, com elas, a um renovado senso de possibilidade.

Como prelúdio ao desfile, uma obra sonora concebida especificamente para o espaço pelo artista Florian Hecker reúne 20 estruturas suspensas, cada uma combinando um alto-falante a um refletor sonoro de aço inoxidável. Cada estrutura projeta um som distinto, que ganha forma no momento, como uma composição semelhante a uma nuvem, impossível de ser reproduzida.

A coleção Summer 2027 é acompanhada por uma trilha sonora original do artista britânico Mark Leckey, uma trama sonora que entrelaça gêneros e épocas, abrangendo dos anos 1960 aos anos 1990. As amostras evocam uma sensação de otimismo, energia ilimitada e de olhar para um futuro que parece completamente aberto.

Viver em Milão faz com que a passagem das estações seja particularmente perceptível. A luz muda, a cidade se despe de seu manto sem ficar desnuda, e o mesmo acontece com a maneira de viver, de se movimentar e de se vestir. A primavera dando lugar ao verão traz consigo uma sensação de possibilidade. As camadas vão sendo deixadas para trás. O corpo se sente diferente.

O tempo também trabalha a favor da Bottega Veneta. Quanto mais se mergulha no universo da Casa, mais a atenção se volta aos detalhes reveladores, desde aquilo que se apresenta imediatamente até o que pede para ser descoberto. A beleza se torna algo a ser apreciado. Algo pessoal, como o ato de se encontrar.

Esta coleção habita esse movimento. A primavera antecipando o verão. O verão começando a florescer. Um estado se transformando silenciosamente em outro.

Um despir físico e mental: a proteção dá lugar à possibilidade. As roupas criam espaço entre si e o corpo, afastando-se da contenção em direção à liberdade. A alfaiataria se torna mais fluida sem perder a precisão. O couro se torna leve como uma pluma. O savoir-faire se torna ainda mais elaborado. A inteligência e o sentimento das mãos permanecem visíveis, assim como a imperfeição de seu gesto.

As definições também se tornam mais flexíveis. Masculino e feminino se encontram e se confundem. Não se trata de neutralidade, mas da liberdade de transitar entre diferentes posições.

O Intrecciato está no coração da Bottega Veneta: a matéria é tecida, mas também o são as disciplinas, os gestos e as pessoas. A colaboração se torna outra forma de tecelagem.

Há otimismo na leveza; em permitir que o corpo, as roupas e, talvez, nós mesmos, se movimentem com mais liberdade. O verão como uma proposta: vestir menos, mas sentir mais. Deixar algo aberto para que o ar possa carregá-lo.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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