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 Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo coloca o instrumento no centro da cena urbana

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Presente em diferentes regiões e contextos culturais, a viola acompanhou festas, rituais e transformações sociais ao longo de mais de cinco séculos, consolidando-se como um dos instrumentos mais representativos da música popular brasileira. Presente do sertão aos centros urbanos, ela ocupa um papel central na construção da identidade cultural do país. É nesse território onde memória e inovação caminham juntas na Mostra Violas Brasileiras: Da Raiz ao Contemporâneo.

 Idealizado pelo produtor cultural Júlio José, e com direção artística de Ivan Vilela, o projeto transforma o CCBB em um ponto de encontro entre diferentes gerações propondo uma imersão que inclui shows, seminários e masterclasses. Apresentada pelo Ministério da Cultura e Banco do Brasil, com patrocínio por meio da Lei Rouanet – Incentivo a projetos Culturais, o evento segue para o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo depois de ter passado pelo CCBB de Belo Horizonte e Brasilia.

A mostra revela a riqueza da viola em sua pluralidade e organiza um panorama consistente do instrumento em suas múltiplas linguagens. A programação evidencia a vitalidade da viola no presente ao inseri-la em diálogos com o choro, o jazz e a música instrumental contemporânea, reafirmando sua capacidade de transitar entre diferentes contextos musicais.


Das modas ponteadas (técnica dedilhada e mais melódica) do interior de Minas Gerais e São Paulo, que serviram de inspiração para outras linguagens, representadas por violeiros como Ivan Vilela, Tavinho Moura, Fabrício Conde, Júlio Santim e Arnaldo Freitas, às abordagens contemporâneas que aproximam o instrumento do jazz e da música instrumental, como nas performances de Fernando Sodré e Hugo Lins, a Mostra Violas Brasileiras – Da Raiz ao Contemporâneo, evidencia a amplitude estética das violas brasileiras. A tradição popular também se faz presente no trabalho de Katya Teixeira e João Arruda. No Rio de Janeiro, a vertente urbana ganha destaque com Renato Anesi e o coletivo Rio de Violas, que incorporam novas camadas harmônicas e experimentais à linguagem das violas. Ao reunir artistas, pesquisadores e educadores como Marcos e Vitor Mesquita do duo Violas Progressivas, o evento organiza um panorama consistente da produção atual e reafirma a vitalidade do instrumento na música brasileira contemporânea.

“A viola brasileira é um território vivo, onde tradição e invenção se encontram para contar quem fomos e, sobretudo, quem ainda podemos ser”, observa Júlio José.

Em um momento em que iniciativas voltadas à valorização do patrimônio imaterial se mostram cada vez mais necessárias, a Mostra Violas Brasileiras se consolida como uma ação de relevância cultural. “Ao reunir, em um mesmo espaço, nomes fundamentais do instrumento ao lado de representantes de novas gerações, o evento oferece ao público carioca uma oportunidade de acompanhar, de forma concentrada e acessível, um panorama consistente da produção atual da viola no país, reflete o idealizador da mostra.

ARTISTAS E PROGRAMAÇÃO (sujeito à alteração)

24/09 
QUINTA-FEIRA

15h30: Seminário Ivan Vilela
 Referência da viola contemporânea, Vilela alia erudição e sensibilidade popular em uma obra que reposiciona o instrumento no cenário da música de concerto brasileira. No seminário de abertura e em seu show, ele costura história e pesquisa em uma narrativa sonora.

17hGrupo Rio de Violas (RJ)

O coletivo Rio de Violas entende a viola não apenas como um instrumento, mas como um encantamento.  O público terá contato com o som da viola caipira, que é a protagonista, mas também com outros tipos de violas presentes nas diferentes manifestações populares. O ‘Rio de Violas é um grupo que representa a rica diversidade cultural, revelada nos sons das violas.

19h: Tavinho Moura (MG)

Tavinho Moura é músico e compositor nascido em Juiz de Fora, residente em Belo Horizonte. Seus parceiros de música formam o Clube da Esquina. Suas músicas foram gravadas por Milton Nascimento, Boca livre, Beto Guedes, Almir Sater, Pena Branca e Xavantinho, Mônica Salmaso, entre outros. Tem mais de quinze discos gravados e vários prêmios como melhor autor de trilha sonora para o cinema brasileiro. Toca violão e Viola. Recentemente recebeu o título de Cidadão Benemérito de Juiz de Fora, cidade onde nasceu.

 25/09 SEXTA-FEIRA

14hMarcos Mesquita (Masterclass) (DF)
 Com trajetória dedicada ao ensino e à difusão da viola caipira em suas várias versões, Mesquita compartilha técnicas, repertórios e reflexões que ampliam o entendimento do instrumento. Sua abordagem didática é reconhecida pela profundidade.

15h30: Fernando Sodré (MG)
 Instrumentista sofisticado, Sodré transita com naturalidade entre a música brasileira e o jazz, explorando harmonias complexas sem perder o sotaque da terra. Seu trabalho revela a viola como instrumento universal.

17h: Renato Anesi (RJ)
 Com forte presença na cena instrumental, Anesi apresenta uma viola que dialoga com a contemporaneidade, explorando texturas e possibilidades sonoras pouco convencionais. Sua música é território de experimentação e identidade.

18h30: Arnaldo Freitas Trio (SP)
 Arnaldo Freitas é um instrumentista premiado, com passagens pelo programa de tv “Viola Minha Viola” e reconhecido nacional e internacionalmente. O músico combina virtuosismo e sensibilidade em um repertório que percorre as raízes da viola com olhar moderno. Em formato de trio, sua música ganha corpo coletivo e intensidade rítmica.

 26/09 SÁBADO

14h: Arnaldo Freitas (Masterclass) (SP)
Mais do que aprender técnicas, este workshop é uma imersão na essência da viola caipira e na construção de uma identidade musical própria. Na formação, Freitas compartilha sua experiência prática e artística, abordando desde fundamentos técnicos até caminhos criativos para a viola no cenário atual.

15h30: Fabrício Conde (MG)
 Pesquisador e intérprete, Conde mergulha nas tradições da viola com rigor e paixão, trazendo à tona repertórios e histórias que conectam passado e presente. Sua execução é marcada pela precisão e pelo respeito às matrizes culturais.

17h: Hugo Lins (PE)
 Representante de uma nova geração de violeiros, Lins apresenta uma linguagem que dialoga com diferentes gêneros, expandindo os horizontes do instrumento. Sua música é ao mesmo tempo autoral e enraizada.

18h30: Pedro Vaz e Jefferson Amorim Duo (GO)

Pedro Vaz e Jefferson Amorim formam o inusitado duo de viola caipira e baixo elétrico, em um show quente e plural, com arranjos instrumentais de diversos estilos. No repertório, apresentam releituras de grandes nomes, como The Beatles, Tião Carreiro, Dave Brubeck, Dominguinhos, Clube da Esquina, Led Zeppelin, Gilberto Gil e Villa-Lobos, além de composições autorais, evidenciando a diversidade da proposta. No palco, constroem uma apresentação vibrante, que destaca o encontro entre diferentes linguagens musicais.

27/09 DOMINGO

14h: Luiz Salgado

Luiz Salgado é um cantor, compositor, violonista e violeiro mineiro nascido em Patos de Minas e radicado em Araguari, conhecido por sua forte ligação com a cultura popular e o cerrado. Seu estilo é usar a viola caipira como ferramenta artística e de defesa ambiental, cantando sobre o Cerrado, causos, o meio ambiente e festas populares como Folia de Reis e o Congado.

15h30: Duo Viola Progressiva (DF)
 Em duo, Marcos e Vitor Mesquita, respectivamente pai e filho constroem um diálogo que atravessa gerações, unindo tradição e contemporaneidade em uma conversa musical afetiva e sofisticada.

17h: Katya Teixeira e João Arruda
 Katya, uma das vozes femininas mais importantes da viola no país, traz à cena a força da cultura popular com delicadeza e rigor. Ao lado de João Arruda, constrói um espetáculo que equilibra tradição e invenção.

SERVIÇO: Datas: 24 a 27 de setembro / Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro / Teatro II – 2º andar  / Entrada Gratuita 
Ingressos disponíveis a partir das 9h da manhã do dia de cada apresentação / atividade na bilheteria física e no site bb.com.br/cultura   

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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