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Othon Bastos circula com o solo “Não Me Entrego, Não!” pelo subúrbio carioca

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Com ingressos disputados por onde quer que passe, o solo “Não me entrego, não!” segue caminhando rumo aos braços do público. Aos 93 anos, desta vez Othon Bastos leva seu aclamado monólogo numa circulação com o projeto Giro Cultural da FUNARJ, pelos teatros do subúrbio e Zona Oeste carioca.

Com texto e direção de Flávio Marinho e produção da Gávea Filmes, a montagem já ultrapassou as 250 apresentaçõese contabiliza 100 mil espectadores em cidades como São Paulo, Brasília, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Vitória, Belém, São José dos Campos, Nova Friburgo, Santo André, São Caetano, Guarulhos, Franca, Angra dos Reis, Bauru, Niterói, Taubaté e até um retorno a Tucano (BA), cidade natal do veterano ator, onde ele não pisava há mais de 80 anos.

Perpassando situações memoráveis ao longo dos mais de 75 anos de carreira do grande ator, dentre tantos méritos do espetáculo estão as láureas recebidas, como o Prêmio Inspira Rio 2025, que o honrou com a categoria Cultura; o Prêmio Arcanjo 2025, como Vencedor Especial; o Prêmio Shell, que reconheceu Othon como Melhor Ator de 2024. O mesmo aconteceu no 19º Prêmio APTR de Teatro, onde o veterano levou o prêmio de Melhor Ator Protagonista, enquanto Flávio Marinho ganhou como Melhor Autor e a Gávea Filmes como Melhor Produção de Teatro Não-Musical. Somam-se a eles o Prêmio FITA (Festa Internacional de Teatro de Angra), que laureou Flávio Marinho na categoria Melhor Autor e Othon Bastos com o Prêmio Oficial do Júri. A dupla foi ainda homenageada na 1ª edição do Prêmio Arte e Longevidade Rio 2024 e Othon levou também o prêmio Cariocas do Ano 2024 da revista Veja Rio na categoria Teatro

Desde a estreia da peça, Othon tem esbanjado entusiasmo, bom humor e uma incrível disposição em cena. Trabalhando sem parar aos 93 anos, é ele o primeiro a questionar quando o intervalo entre as apresentações fica mais espaçado. Para o ator, estar em cena é uma injeção de ânimo que estimula ainda mais a vitalidade – dele e da peça, que seguirá circulando ao longo de 2026, seguindo em busca de novos palcos para contar essa história de vida e arte que vem emocionando o público por onde quer que passe. 

“É com o maior orgulho e alegria que eu vejo o sucesso nacional da peça. Mais de dois anos em cartaz contando a história de vida de um ator que se confunde com a história do Brasil. Ver Othon fazendo o povo rir – e rindo de si mesmo – é um privilégio único”, observa Flávio Marinho, que vibra com o retorno da montagem. Aliás, quando ele recebeu um calhamaço de escritos que Othon deixou sob sua diligência, confiada pela amizade de décadas dos dois, nenhum deles imaginava que o solo elaborado sob minuciosa pesquisa, posteriormente escrito e dirigido por Marinho levando em conta os principais acontecimentos da existência de Othon, seria o celebrado sucesso de público e crítica que se transformou “Não me entrego, não!”. Com a experiência de quem criou muitos tipos e começou histórias diversas tantas vezes ao longo da vida, o ator Othon Bastos repete o gesto com frescor e números expressivos. 

Considerado o maior ator brasileiro vivo, Othon possui uma carreira de títulos marcantes no cinema (“Deus e o Diabo na Terra do Sol“, de Glauber Rocha) e no teatro (“Um grito parado no ar“, de Gianfrancesco Guarnieri) que são relembrados em cena, propondo uma reflexão sobre cada momento da sua trajetória. É o mural de uma vida dividido em blocos temáticos – trabalho, amor, teatro, cinema, política, etc – cujas reflexões envolvem citações e referências de alguns dos autores mais importantes do mundo. A peça é uma lição de vida e de resiliência, de como enfrentar os duros obstáculos que se apresentam em nossa existência – e como superá-los.

Tendo a companhia de um “ponto” em cena, Othon Bastos tem a atriz Marta Paret sempre ao seu lado em cena, trazendo observações às suas falas. “A ideia de ter a minha memória em cena foi minha, achei que seria interessante ter uma espécie de Alexa em cena. Ela entra para fazer descrições”, diverte-se Othon, numa alusão pra lá de contemporânea à assistente virtual desenvolvida pela Amazon. “É um momento único, mesmo: meu primeiro monólogo e sobre a minha própria vida. É uma experiência muito forte eu ter que ser o meu próprio centro em cena. Trazemos apenas lembranças alegres e divertidas, para levar curiosidades que vivi ao longo desses anos todos ao público, que saberá o que se passa com um ator – que é uma pessoa comum. Mas, quando se recebe um dom como esse, você tem a capacidade de doar o que recebeu. Então é isso que eu quero, me doar – e que as pessoas me leiam. Quero que elas vejam quem eu sou e como sou”, finaliza Othon Bastos.

SERVIÇO: Apresentações: 11, 12 e 13 de setembro / Horário: Sexta-feira, às 19h; Sábado, às 18h; Domingo, às 17h Ingressos aqui / Local: Imperator – Centro Cultural João Nogueira Endereço: Rua Dias da Cruz, 170 – Méier

Apresentações: 18 e 19 de setembro Horário: Sexta-feira, às 19h; Sábado, às 18h / Ingressos aqui Local: Teatro Arthur Azevedo Endereço: Rua Vítor Alves, 454 – Campo Grande 

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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