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“Cruise” é uma celebração aos anos 80 e à música eletrônica daquela década

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O Brasil – e o Rio de Janeiro – recebe sua primeira montagem da peça britânica “CRUISE”, aqui rebatizada como “CRUISE – minha última noite na Terra”. O ator e idealizador Igor Cosso sobe ao palco do Teatro Glaucio Gill sob a direção de Orlando Caldeira (indicado ao Prêmio Shell de Melhor Direção por “Pelada – A Hora da Gaymada” e vencedor do Prêmio PRIO de Humor de Melhor Direção pela mesma peça).

A peça é uma celebração aos anos 80 e à música eletrônica daquela década, e uma homenagem à geração de pessoas LGBTQIAPN+ que enfrentaram o terror e a ignorância da época do surgimento do HIV.

Já encenada no Reino Unido, África do Sul, Austrália e México, a peça, inédita no Brasil, é baseada em histórias reais coletadas pelo autor britânico Jack Holden, quando trabalhava como voluntário na central de atendimento de apoio LGBTQ+ Switchboard.

“CRUISE” relata o encontro de duas gerações de homens gays: Jack, um jovem voluntário de um serviço telefônico de apoio à comunidade LGBTQIAPN+, e Michael, veterano da crise do HIV dos anos 80, que busca o serviço. Numa ligação que dura a madrugada inteira, Jack é transportado no tempo até o efervescente bairro do Soho, revivendo as paixões, as dores e a euforia das pistas de dança de uma época em que o diagnóstico do HIV era encarado como uma sentença de morte, e se jogar na música eletrônica era a catarse e a salvação possíveis.

“Quando li o texto pela primeira vez, tive uma catarse. Entre choro e risadas, só tive uma certeza: eu precisava contar essa história de todo jeito. Um ano se passou entre produção, pesquisa, mergulho e encontro com artistas maravilhosos que, ao serem apresentados à peça, pulsaram o mesmo sentimento que o meu. A peça honra uma geração de pessoas LGBTQIAPN+ que viveu, amou, dançou e sobreviveu em meio ao surgimento da House Music da década de 80, e ao terror da epidemia de HIV/AIDS. Ao revisitar a cultura das pistas dos anos 80, CRUISE revela a música e a dança como espaços de acolhimento, pertencimento e resistência. Em meio ao pânico moral, à violência, à negligência e ao luto provocados pela crise do HIV/AIDS, a pista de dança se tornou um lugar onde a dor podia ser transformada em movimento, música e vida. É sobre memória, liberdade e a urgência de viver e dançar como se fosse a nossa última noite na terra.”, celebra Igor Cosso, ator e idealizador.

Por meio do encontro entre as gerações contemporânea e a que sobreviveu à epidemia da AIDS nos anos 80, a peça reflete sobre a urgência de viver, o envelhecimento queer e a importância de se preservar o legado histórico de toda uma geração sacrificada pelo então desconhecimento cientifico e consequente aumento do preconceito em relação à população LGBTQIAPN+.

Serviço: 10 de outubro até 02 de novembro / Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde s/nº, Copacabana / INGRESSOS em https://funarj.eleventickets.com/  CLASSIFICAÇÃO: 18 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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