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Marty Supreme é uma epopeia tóxica de seu herói inesquecível

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Baseado em fatos reais, MARTY SUPREME é ambientado em Nova York, na década de 1950, e narra a história de Marty Sauer, um prodígio do tênis de mesa que arrisca tudo, de Nova York a Tóquio, em uma jornada que coloca seu talento e sua ambição no limite. Ele tem um caso com uma amiga de infância casada (Odessa A’zion), quase não fala com a mãe (vivida por Fran Drescher) e trata o tio e patrão (Larry “Ratso” Sloman), dono da loja de sapatos onde trabalha — e que o ajuda genuinamente — como nada mais do que um degrau em sua escalada ao sucesso.

Protagonizado por Timothée Chalamet, o filme acompanha parte dessa jornada de Nova York a Tóquio. Ao longo do caminho, Marty coloca tudo o que possui em jogo ao desafiar seus próprios limites e ambições. Mauser atropela as pessoas de sua vida sem dó nem piedade, como um trem desgovernado que só sabe olhar para o próprio trilho, recusando-se sequer a reconhecer a existência de alguém que não seja ele mesmo.

De fato, Chalamet sustenta uma boa atuação aliada à intensidade do personagem: ele encarna um estrategista habilidoso, capaz de tudo para conquistar seus feitos. Marty Supreme é uma epopeia tóxica sobre grandes aspirações e o alto preço do egocentrismo.

A direção de Josh Safdie é intensa e consegue manter a energia e a tensão durante toda a projeção. Chalamet se beneficia de um soberbo trabalho de maquiagem e cabelo, além de figurinos de época impecáveis, enquanto a fotografia escura e suja de Darius Khondji destaca tons terrosos em ambientes decadentes, como se tentasse retratar a mente tumultuada de Mauser.

Marty Supreme é certamente bem-feito, mesmo com problemas no roteiro e na edição. O filme foi produzido como uma plataforma para um ator profundamente dedicado ao seu papel, quase tanto quanto a obsessão de Mauser pela vitória, mas acaba se esquecendo de cortar, prolongando desnecessariamente sua duração.

Para interpretar Marty, Chalamet treinou tênis de mesa em segredo desde 2018. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o ator disse que, durante outros trabalhos, “tudo em que eu estava trabalhando tinha esse segredo: eu tinha uma mesa em Londres enquanto filmava Wonka. Em Duna: Parte Dois, eu tinha uma mesa em Budapeste, na Jordânia. Tinha uma mesa em Abu Dhabi. Tinha uma mesa no Festival de Cannes, durante A Crônica Francesa. Depois aluguei um Airbnb em uma cidade próxima a Saint-Tropez, de frente para o mar, e estava tendo aulas lá”.

Grande destaque da temporada de premiações, MARTY SUPREME concorreu a oito prêmios no Critics Choice Awards, incluindo Melhor Filme, e a três categorias no Globo de Ouro, entre elas Melhor Filme (Comédia), Melhor Ator (Comédia), para Timothée Chalamet, e Melhor Roteiro.

Alê Shcolnik
Alê Shcolnikhttps://www.rotacult.com.br
Editora de conteúdo e fundadora do site, jornalista, publicitária, fotografa e crítica de cinema (membro da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro). Amante das Artes, aprendiz na arte de expor a vida como ela é. Cultura e tattoos nunca são demais!

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