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O Diabo Veste Prada 2: Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt se reencontram na Era Digital

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O Diabo Veste Prada 2, a aguardada sequência de um dos filmes mais amados dos anos 2000, enfim chega aos cinemas. Vinte anos depois, o papel da editora de moda já não condiz com os tempos atuais e esse é justamente o plot da nova narrativa agora na Era Digital, ou seja métricas e clicks são importantes abordando o sucateamento das revistas de moda.

O Diabo Veste Prada 2

O primeiro filme de O Diabo Veste Prada é uma adaptação do livro homônimo de Lauren Weisberger, que escreveu uma continuação em 2013, chamada A Vingança veste Prada. Porém, O Diabo Veste Prada 2 não adapta o segundo romance e, em vez disso, conta uma história original.

“As personagens principais ainda são as criações de Lauren, mas esse é um mundo novo com novas circunstâncias, dilemas, dificuldades e uma evolução no relacionamento delas”, explicou a roteirista Aline Brosh McKenna. Com o retorno da equipe criativa do original, a nova produção tem a missão de falar sobre o mundo atual e mostrar como as icônicas personagens de Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt se encaixam nele.

O Diabo Veste Prada 2 acompanha o retorno de Andy Sachs (Anne Hathaway) à revista Runway, que passa por um momento delicado mesmo sob o comando da implacável editora-chefe Miranda Priestly (Meryl Streep). Para trazer a publicação de volta a seus dias de glória, elas precisam se reconectar com Emily Charlton (Emily Blunt), ex-assistente de Miranda, que agora comanda uma marca de luxo que pode ser a chave para manter a Runway ativa.

Aliás, o filme reside na sua capacidade de evocar uma tríade cromática ao trazer a paleta de cores (Vermelho, Branco e Preto), que representam os alicerces simbólicos da expressão humana, já presentes nas pinturas das cavernas e que chegam ao século XX e suas vanguardas artísticas. O uso do vermelho não é apenas paixão, é a “energia revolucionária” necessária para manter a Runway no topo de um mercado que devora os fracos.

A paleta de cores também realça o mundo corporativo da alta moda, um ecossistema competitivo onde a sobrevivência profissional exige uma liderança implacável. A representação visual usa a mesma paleta arquetípica de cores para denotar autoridade, herança política e até mesmo um toque de sacrifício (vestido vermelho) ou sobriedade intelectual (preto).

Os figurinos são um caso à parte, ​Meryl Streep, em seu vestido vermelho, domina como uma força vital e ancestral de liderança. De forma inteligente, o figurino da personagem utiliza de cores para denotar autoridade e um sentido de poder que transcende o tempo.

Já a personagem de Anne Hathaway, Andy Sachs, equilibra poder com humanidade. Sua personagem personifica uma liderança baseada na intercessão, compaixão e sabedoria maternal ao mesmo tempo que evolui para uma líder que recusa a tirania fria e absolutista. Ela se apropria dos códigos de poder do mundo da moda (o controle, a estética, a autoridade), mas, ao final, escolhe um caminho de “liderança compassiva”. Enquanto isso, Nigel (Stanley Tucci) evoca a autoridade civil e a ‘liderança pela sobriedade’ . O personagem projeta uma liderança baseada na ordem e na lei, Nigel pode ser considerado como o pilar de estabilidade e o guardião do legado da revista.  Ele é o mentor que não precisa da coroa, pois detém o conhecimento técnico e a visão institucional.

No meio dessa tríade, Emily (Emily Blunt) representa o poder do dinheiro trabalhando em um grande marca de luxo, estamos falando de nada mais, nada menos da Dior. A entrada e a representatividade de uma Maison como essa num filme de grande aporte lucrativo, já demonstra que o aporte financeiro no mundo da Moda existe (e com força). Seja como anunciantes, seja como estrutura fashion ou no uso de modelos e influenciadores para a divulgação de uma marca. Enfim, a construção do figurino de Emily representa tudo isso, a personagem literalmente depende de uma marca (não importa o tamanho) atrás dela, para se promover.

Por fim, podemos dizer que O Diabo Veste Prada 2 consegue conciliar tradição e modernidade, sinalizando que a verdadeira liderança no mundo da alta moda exige uma disciplina e uma austeridade quase diplomáticas, desafiando a lógica do mundo da moda. O filme é uma meditação sobre a relatividade dos caminhos, onde a direção que escolhemos não é absoluta, mas uma construção da nossa própria perspectiva. O caminho para o poder é complexo e para cada degrau que subimos, estamos fazendo uma escolha fundamental sobre a nossa própria identidade e o tipo de mundo que queremos liderar.

Das paredes de pedra passando pelas capas de revista e chegando aos pixels das redes sociais, as ferramentas visuais de autoridade e a luta pela ascendência permanecem as mesmas. Seguimos vivendo um jogo constante entre a paixão vital (vermelho), a integridade ou vazio (branco) e a autoridade implacável (preto) que define quem domina o topo e quem se perde nos degraus.

O filme reúne também todos os responsáveis pelo primeiro longa. A produção tem direção do vencedor do Oscar® David Frankel (Inventando Anna) e roteiro de Aline Brosh McKenna (CruellaCrazy Ex-Girlfriend) com base nos personagens criados pela escritora Lauren Weisberger, enquanto o figurino e a trilha sonora são novamente assinados pelos vencedores do Emmy Awards® Molly Rogers (Sex and the City) e Theodore Shapiro (Ruptura), respectivamente. Florian Ballhaus (Sex and the City) ficou a cargo da direção de fotografia e Jess Gonchor (Adoráveis Mulheres) voltou como designer de produção.

Alê Shcolnik
Alê Shcolnikhttps://www.rotacult.com.br
Editora de conteúdo e fundadora do site, jornalista, publicitária, fotografa e crítica de cinema (membro da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro). Amante das Artes, aprendiz na arte de expor a vida como ela é. Cultura e tattoos nunca são demais!

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