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“Edifício Vertigem” faz temporada na Casa de Cultura Laura Alvim

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Em uma madrugada no Rio de Janeiro, duas vizinhas se encontram no corredor do prédio onde moram: Fernanda, de touca na cabeça, roupão e luvas de plástico, e Raquel, que volta bêbada da Lapa. O que poderia ser apenas um encontro constrangedor se transforma em uma noite de confissões, acusações e tentativas, nem sempre bem-sucedidas, de dar sentido a escolhas de vida que já foram feitas. A partir deste embate se constrói a narrativa de “Edifício Vertigem”, do escritor e dramaturgo gaúcho Pedro Gomes.

“Edifício Vertigem” cruza humor com crítica social, transformando o corredor em um espaço de confronto com passado, presente e com versões de si mesmas que ambas já não conseguem sustentar. 

“O texto nasce de uma inquietação minha e sinto que também da minha geração. Acredito que a gente vem perdendo a conexão com o outro, que é fundamental para não ficarmos perdidos em nossas próprias projeções. A Fernanda e a Raquel precisam uma da outra nesse corredor. Elas enxergam na outra aquilo que falta nelas mesmas.” pontua Pedro Gomes, que faz sua estreia na dramaturgia para teatro. 

As personagens vividas pelas atrizes Ana Cordeiro (Fernanda) e Tamie Panet (Raquel) revelam tensões de uma geração de mulheres em torno dos 30 e poucos anos, marcadas por temas como casamento, maternidade, solidão, luto, perdas e a relação com o próprio corpo. Questões íntimas que, na peça, também expõem a crítica a um recorte social específico: o de mulheres privilegiadas, cujos conflitos existenciais são influenciados pelo contexto social em que estão inseridas.



“A Fernanda é uma mulher que não percebeu a vida passando. Vejo nela um esforço muito grande para se libertar das amarras nas quais ficou presa, com a ajuda da Raquel. Acho que muita gente já viveu ou vai viver momentos de questionamento, e a arte tem esse papel muito importante de iluminar pontos cegos das nossas vidas“, comenta Ana Cordeiro, que trabalhou com Domingos de Oliveira no longa “Aconteceu numa Quarta-Feira” e participou da minissérie “Todas as Mulheres do Mundo“, de Jorge Furtado, entre vários outros trabalhos.

Sobre as personagens, Tamie Panet complementa: “Sinto que Raquel e Fernanda têm os seus privilégios e as suas dificuldades, e que o encontro das duas serve muito como espelho para ambas. São personagens muito interessantes, muito contraditórias. Muitas vezes não percebemos, mas a vida sempre nos apresenta pessoas que nos mostram o que está bem na nossa frente”. Atualmente no elenco da novela Global das 18h, “A Nobreza do Amor”, Tamie já participou de outros projetos na TV, como as novelas “Três Graças” e “Dona de Mim”.


Lara Coutinho que além de dirigir também assina a direção de arte, em parceria com Ana Elisa Schumacher, propõe a encenação a partir de uma leitura crítica do nosso tempo.  “As personagens falam de questões fixadas em muitas de nós. Penso na encenação como uma balança entre o humor e o desconforto, o controle e o desequilíbrio. O público percorre esse corredor concreto, mas preenchido pelo encontro do inconsciente das duas personagens.”, define a diretora, que já trabalhou ao lado de diretores como Breno Silveira, Esmir Filho, Jefferson De, Silvio Guindane e Susana Garcia em filmes e séries como Homem com H (Netflix), Um Contra Todos (Globoplay), DOM (Prime Video) e, atualmente, longa sobre biografia do Zeca Pagodinho, Deixa a Vida me Levar. 


Serviço: Local: De 01 a 31 de Maio / Espaço Rogério Cardoso na Casa de Cultura Laura Alvim Endereço: Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema / De sexta à domingo: sextas e sábados às 19h e domingos às 18h / Classificação Indicativa: 14 anos / https://funarj.eleventickets.com

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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