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24ª Semana Nacional de Museus

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A Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj) participa da 24ª Semana Nacional de Museus com uma programação especial em seus equipamentos culturais. Entre os dias 18 e 24 de maio, os museus da fundação vão realizar mais de 20 atividades gratuitas, incluindo oficinas, palestras, rodas de conversa, visitas mediadas, exibições audiovisuais e ações educativas voltadas para diferentes públicos. Neste ano, o tema da iniciativa promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) é “Museus unindo um mundo dividido”.

A estreia da exposição “Carmen: Embaixatriz do Samba”, do acervo do Museu Carmen Miranda, no Teatro Armando Gonzaga, também integra a programação da Funarj para a 24ª Semana Nacional de Museus. Além da mostra, os equipamentos culturais da fundação promovem atividades que estimulam o diálogo, a inclusão e a participação social, com ações acessíveis em Libras, oficinas criativas e debates sobre pertencimento e diversidade cultural.

No Museu Antonio Parreiras, em Niterói, a programação inclui ações como a visita mediada em Libras da exposição “Zumbi: reinar sobre a história”, oficinas criativas sobre memória e território, formação em educação museal e rodas de conversa sobre museus e polarização social. Já o Museu do Ingá, também em Niterói, promove atividades colaborativas voltadas à escuta ativa, convivência e construção coletiva, incluindo oficinas e debates sobre relações sociais e inclusão.

Na Casa de Oliveira Vianna, a programação propõe reflexões sobre memória, imigração, pertencimento e diálogo intercultural, com sessões de cinema interativas, rodas de conversa e uma exposição virtual sobre refúgio na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Já a Casa de Euclides da Cunha, em Cantagalo, realiza palestras, apresentações culturais, exibições de mini-documentários, ações sociais, atividades educativas e dinâmicas interativas inspiradas no legado de Euclides da Cunha e na promoção da inclusão e da convivência entre diferentes públicos.

A Semana Nacional de Museus acontece anualmente em comemoração ao Dia Internacional dos Museus, celebrado em 18 de maio, mobilizando instituições culturais de todo o país em torno de ações educativas e de valorização do patrimônio histórico e cultural.

Confira a programação completa por equipamento

Museu Antonio Parreiras

19 de maio | 14h às 16h — Cartas para o Museu do Futuro – Que museu você gostaria de encontrar no futuro?
21 de maio | 11h — Visita Mediada em Libras da exposição “Zumbi: reinar sobre a história”
22 de maio | 14h — Formação em Educação Museal e Práticas Educativas no Museu
23 de maio | 14h — Oficina Criativa Narrativas e Cartografias
24 de maio | 14h — Oficina Criativa – Cartografias da memória: o que cabe no museu
24 de maio | 14h às 16h — Roda de Conversa – Museus, território e diálogo em tempos de polarização

Museu do Ingá

20 de maio | 14h — Limites e possibilidades
21 de maio | 14h — Palestra sobre acessibilidade, inclusão e transformação social nos museus
22 de maio | 14h — Construindo mundos possíveis
23 de maio | 14h — Oficina “Fuxico: costurando relações”

Casa de Oliveira Vianna

18 a 22 de maio | 11h às 17h — Árvore das gerações
18 de maio | 13h30 — Visita mediada com a instituição Cristã Amor ao Próximo
19 de maio | 14h — Pontes do Tempo – Sessão de cinema interativa
20 de maio | 14h — Roda de conversa “Uma Casa Chamada Brasil”, com o imigrante tunisiano Ridhá Mansour
21 de maio | 11h — Inauguração da exposição virtual “O mundo é nossa casa: refúgios no Rio de Janeiro”

Casa de Euclides da Cunha

18 de maio — Ação social “A Casa vai ao Asilo”
19 de maio — Visitação guiada ao acervo, exibição de mini-documentários e teatro de fantoche
20 de maio | manhã — Palestra do Movimento Euclidiano
20 de maio | tarde — Sala de obstáculos, exibição de mini-documentários e teatro de fantoche
20 de maio | noite — Palestra com professora de Libras
21 de maio | 9h às 16h — Visitação guiada ao acervo e teatro de fantoche
21 de maio | noite — Atividades de cuidados de beleza (EJA)
22 de maio | 9h às 16h — Visitação guiada ao acervo, sala de obstáculos, exibição de mini-documentários e teatro de fantoche

*As informações atualizadas das atividades podem ser conferidas nas redes sociais de cada museu.

O Museu do Amanhã e o Museu do Jardim Botânico prepararam atividades para diversos tipos de público na 24ª Semana Nacional de Museus. Com o tema “Museus unindo um mundo dividido”, o evento promovido pelo IBRAM conecta memória, ciência, natureza e inclusão social. No Rio de Janeiro, as duas instituições oferecem atrações presenciais e online entre os dias 19 e 24 de maio, todas gratuitas e com foco em acessibilidade, diversidade e participação comunitária.

No Museu do Amanhã, a programação destaca a preservação da memória digital e a democratização dos acervos. No dia 22 de maio, a Oficina de Preservação de Acervos Digitais, em parceria com o Museu da Pessoa, oferece introdução prática a ferramentas e metodologias de gestão de arquivos pessoais e institucionais, uma atividade que responde diretamente ao desafio de incluir narrativas historicamente silenciadas. Ainda no dia 22, a Roda de Conversa “Quem Conta a História? Acervos e Democratização” reúne especialistas para debater ética, tecnologia e os futuros da memória no campo patrimonial. As inscrições para ambas as atividades devem ser feitas via link.

O debate se dá na esteira do lançamento do Centro de Documentação e Memória, uma plataforma online criada pelo Museu do Amanhã para ampliar o acesso ao conhecimento produzido pela instituição ao longo de seus dez anos de trajetória. O portal reúne dados, conteúdos e registros que dialogam com os temas centrais do museu — arquitetura, ciência, cultura e sociedade — organizados em três eixos: bibliográfico, arquivístico e museológico. Ao disponibilizar publicamente pesquisas, exposições e projetos, o centro reforça o papel da instituição como espaço de produção e compartilhamento de conhecimento, aberto e acessível a todos. A iniciativa conecta-se diretamente à proposta da 24ª Semana Nacional de Museus ao unir memória, transparência e participação social.
 

O museu também investe em experiências imersivas e lúdicas. No dia 19, a Imersão “Geopoética das águas” usa fotografias, poemas e movimento para refletir sobre a relação afetiva com os oceanos. No dia 21, a atividade “Escondidos nas profundezas” estimula a imaginação sobre seres das profundezas marinhas. Já no dia 22, “Palavras que unem mundos” convida o público a criar frases inspiradas nos jogos de Paulo Freire, como exercício de esperançar futuros possíveis.
 

Para quem deseja explorar o território, no dia 23 acontece o Rolé de Bike “Marcas do passado: do território ao museu”. A rota inicia na Pequena África carioca, com paradas no Cais do Valongo e no Instituto dos Pretos Novos, e encerra no Museu de História e Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB). A programação infantil inclui no dia 24 o espetáculo “Tilintar dos contos”, da Cia Trilhos, e a contação “A Cobra Canoa e a criação do Mundo”. Destaque também para a televisita pelo TikTok “Oceanos unindo o mundo” (19/05, às 17h), que leva o tema da semana às redes sociais.

No Museu do Jardim Botânico, a conexão com a Semana Nacional de Museus se dá pelo viés da memória ancestral, inclusão sensorial e educação científica. No dia 21, a atividade “Saberes Ancestrais: Adinkras” apresenta símbolos visuais dos povos Akan (Gana, Costa do Marfim) como linguagem e repositório de sabedoria sobre a natureza — um exemplo direto de museu como ponte entre culturas e mundos divididos.

O compromisso com a acessibilidade aparece nas Visitas educativas cognitivo-sensoriais dos dias 22 e 24 (das 9h às 10h), adaptadas para pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais, com objetos táteis e ajustes sonoros. No dia 23, “Plantando Histórias: Jatobá” une literatura, arte e cultura para construir memória afetiva sobre o Cerrado, a partir da série de pinturas da artista Rosana Paulino. E no dia 24, a visita “Da Floresta ao Laboratório” revela a ciência por trás da conservação da flora brasileira — mostrando como pesquisa e memória natural caminham juntas.

Saiba mais sobre as atividades nos sites oficiais do Museu do Amanhã e Museu do Jardim Botânico.

Já o CCJF inaugura exposições que propõem diferentes visões sobre identidade, imagem, pertencimento e construção da subjetividade. A mostra Falso Brilhante, de Wilson Piran, com curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto, traz 34 obras inspiradas na pop arte que discute o excesso de imagens na sociedade atual e a formação de identidades e imaginários coletivos. Com muita cor e glitter, o artista mostra suas versões de personalidades, entre elas Cartola, Rogéria, Pelé, Marielle Franco, Rita Lee,  Gal Costa e Santos Dumont

Já Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos, com curadoria de Juan Santoli, reúne obras de 8 artistas e reflete sobre a produção da arte no contexto da história da arte queer brasileira, abordando temas como solidão, desejo, incerteza, paixão e transformação de si.

Período de visitação: de 20/5/26 a 21/6/26 (terça-feira a domingo), de 11h às 19h / Centro Cultural Justiça Federal • CCJF Avenida Rio Branco, 241 – Centro • Rio de Janeiro (há possibilidade de entrada pela Rua México, 57)

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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