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Museu do Pontal celebra 50 anos de uma trajetória dedicada ao reconhecimento, à preservação e à difusão da arte

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Em 2026, o Museu do Pontal celebra 50 anos de uma trajetória dedicada ao reconhecimento, à preservação e à difusão da arte produzida por criadores de diferentes regiões do Brasil. Para marcar o início das comemorações, a instituição realiza, nos dias 29 e 30 de agosto, uma programação especial que reúne a inauguração da exposição “Véio – A Escuta do Sertão“, maior retrospectiva já realizadas sobre o artista sergipano Cícero Alves dos Santos, e o Festival 50 Anos do Museu do Pontal (29 e 30 de agosto), uma grande celebração da música e da cultura popular, com Lia de Itamaracá e mais de 20 atrações gratuitas. 

Fundado em 1976, o Museu do Pontal tornou-se referência nacional na valorização de artistas das camadas populares e na ampliação do entendimento da arte brasileira em toda a sua diversidade. A instituição contribuiu para transformar a forma como essas produções são vistas, estudadas e apresentadas ao público. Hoje, seu acervo reúne mais de 10 mil obras de cerca de 300 artistas de 23 estados brasileiros, um dos mais importantes conjuntos dedicados à arte produzida pelos criadores populares do país. 

“Ao longo dessas cinco décadas, o Museu trabalhou profundamente pela democratização do acesso às artes. E procurou mostrar que esses artistas não se unem por constituírem uma unidade estética ou uma linguagem comum, mas sim por suas trajetórias, experiências de vida e o contexto social de onde emergem suas criações. Cada um desenvolve uma poética singular, profundamente autoral, que amplia nossa compreensão sobre os muitos Brasis”, observa Angela Mascelani, diretora e curadora do Museu do Pontal.

O ano de 2026 marca simultaneamente os 50 anos da instituição e os cinco anos de sua nova sede na Barra da Tijuca. O Festival 50 Anos do Museu do Pontal (29 e 30 de agosto) vai celebrar também a intensa programação cultural realizada desde a inauguração desse novo espaço. Nesses cinco anos, a instituição realizou mais de mil espetáculos e oficinas, recebeu mais de 400 mil visitantes e promoveu 17 festivais que reuniram 80 mil pessoas, consolidando-se como um dos mais importantes espaços de valorização da cultura popular brasileira 

A escolha de Véio para abrir as celebrações do cinquentenário dialoga diretamente com a própria história da instituição. Ainda na década de 1970, Jacques Van de Beuque (1922-2000), fundador da coleção que deu origem ao museu, reconheceu a singularidade de sua produção e incorporou suas esculturas ao acervo.

Com curadoria de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque, “Véio – A Escuta do Sertão” reúne mais de 300 obras produzidas ao longo de seis décadas e apresenta um panorama abrangente de um dos mais relevantes escultores brasileiros contemporâneos. Distribuída em cinco núcleos expositivos, a mostra percorre diferentes momentos da trajetória do artista, desde as primeiras esculturas figurativas até os trabalhos que surgem da observação de troncos, raízes e galhos, revelando uma obra marcada pela escuta da natureza, da memória e da cultura sertaneja. A retrospectiva identificou mais de 650 obras distribuídas em cerca de 50 coleções públicas e privadas. 

“Véio é um dos grandes intérpretes do sertão brasileiro e uma referência incontornável da arte contemporânea produzida no país. Ao realizar esta retrospectiva, o Museu do Pontal reafirma uma convicção que o acompanha há cinco décadas: ampliar a compreensão da história da arte brasileira significa reconhecer artistas que vieram das camadas populares, como Véio, não como exceções, mas como protagonistas da própria história da arte brasileira”, afirma Lucas Van de Beuque, diretor do Pontal e também curador da exposição.

O Festival 50 Anos do Museu do Pontal reúne experiências que marcaram a trajetória da nova sede do Museu, como os festivais Amazônico e Paraense, a tradicional festa junina e os encontros de cultura circense, reafirmando o papel da instituição como espaço de encontro entre públicos, artistas e manifestações culturais de diferentes regiões do país.

Tendo como principal atração e mestra homenageada a pernambucana Lia de Itamaracá, a programação reúne ainda nomes como Siba, Mestre Solano & Noites do Norte, Zé Bezerra & Trio Pernambucano, Trio Forrozão,Edmilson dos Teclados e Aturiá, além de expressões da cultura popular como bumba meu boi, folia de reis, bate-bolas e palhaços.

Ao celebrar seus 50 anos, o Museu do Pontal reafirma o compromisso que orienta sua trajetória desde a origem: reconhecer a potência criativa dos artistas populares, preservar suas obras para as próximas gerações e contribuir para que suas produções ocupem um lugar cada vez mais central na compreensão da arte e da cultura brasileiras. 

PROGRAMAÇÃO | FESTIVAL 50 ANOS MUSEU DO PONTAL:

29.08 – Sábado

10h às 20h15 – DJ Xeleléu

Com um repertório de Forró Pé de Serra, o DJ Xeleléu toca no intervalo das apresentações. 

10h e 14h30 – Brincadeiras com os arte-educadores.

10h30 – Grupo de Dança Mineiro Pau Valdemar Madalena

Apresentação de música e dança com o grupo formado por crianças e adolescentes moradores da Comunidade do Mineiro Pau, em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio.
 

11h, 13h, 15h e 16h – Visita musicada pelas exposições

11h30 – Encontro de Capoeira  

Vivência e roda de capoeira com Mestre Feinho, da Casa do Saber Popular. 

14h30 – Cinema: exibição do curta-metragem José Bezerra, Artista. Filme realizado pelo Museu do Pontal, com direção de Karen Black e Lucas Van de Beuque.

15h – Show Zé Bezerra + Trio Pernambucano

O Trio Pernambucano acompanha o multiartista Zé Bezerra em sua performance criativa do forró de raiz, do rastapé junino, do xaxado, do baião e do xote suingado. 

15h30 – Abertura da exposição Véio: a escuta do sertão

Encontro com o artista e os curadores Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque. 

16h30 – Folia de Reis do Sertão Carioca e Folia de Reis Penitentes do Santa Marta

Encontro de folias de reis com o grupo do Sertão Carioca, formado por integrantes da Orquestra de Violas Caipirando, e a tradicional folia da favela Santa Marta, em Botafogo, com mais de seis décadas de história ligada à devoção aos Santos Reis e à cultura popular carioca. 

17h30 – Performance Bate-bola Brilhetes de Anchieta

Coletivo cultural da Zona Norte do Rio de Janeiro que atua na valorização da cultura popular por meio da arte. A apresentação propõe uma imersão no universo do bate-bola, por meio de uma performance artística inspirada no carnaval de rua carioca. 

18h – Show Siba – Máquina de fazer festa

O cantor, compositor e poeta pernambucano Siba, líder da banda de mangue beat Mestre Ambrósio, apresenta ao público o show solo Máquina de Fazer Festa. 

19h30 – Edmilson dos Teclados

Show de forró e piseiro com o talentoso cantor e tecladista de Campina Grande (PB) radicado no Rio de Janeiro. 

20h15 – Show Lia de Itamaracá e o Quarteto da Ciranda

Show com a mestra Lia de Itamaracá e o Quarteto da Ciranda. A octogenária cantora e compositora é a rainha da ciranda, Patrimônio Vivo de Pernambuco.  

30.08 – Domingo

10h às 13h45 – DJ Xeleléu

Com um repertório de Forró Pé de Serra, o DJ Xeleléu toca no intervalo das apresentações. 

10h, 11h e 12h – Bebês no Museu do Pontal. Atividade dedicada a bebês de seis meses até 3 anos realizada com os arte-educadores do Museu.

11h – O Mirabolante Homem Bola

Espetáculo com números de equilibrismo, excentricidade musical e charlatanismo, realizado pelo artista circense Horácio Storani. 

11h, 13h, 15h e 16h30 – Visita musicada pelas exposições

12h – Espetáculo Solo Protocolo

Um clássico show de palhaço de rua, recheado de números que contam com a participação ativa da plateia, além de malabares e acrobacias em pernas de pau. Concebido por Ricardo Gadelha e criado a partir de improvisações. 

13h15 – Cinema: exibição do documentário Artistas Cazumbas. Filme realizado pelo Museu do Pontal, com direção de Angela Mascelani e Lucas Van de Beuque.

13h45 – Boi Muleque Garboso – 25 anos de arte, cultura e educação

A apresentação, conduzida pelo grupo do CEAT (Centro Educacional Anísio Teixeira), apresentará canções autorais do grupo, toadas de boi para guarnicê, além de cacuriás e cocos, marchinhas, frevos e salsas. 

14h45 – Oficina com Rona – Nave Memória

O artista visual carioca Rona conduz uma oficina que trabalha a escrita criativa e a imaginação, através da construção de um óculos, que pretende estimular a produção artística. 

14h45 às 20h30 –  DJ Nego Sensível

Com seu mix de referências do brega, tecnobrega e rock, o DJ paraense traz a cultura de aparelhagem para o Museu do Pontal. 

15h30 – Show: Mestre Solano e Noites do Norte

Inspirado pela riqueza dos ritmos regionais brasileiros, o conjunto Noites do Norte apresenta um repertório repleto de carimbós, lambadas, cúmbias, bregas e Guitarradas. Já Mestre Solano marcou a história da guitarrada e da identidade musical amazônica. Sua obra traduz a força cultural do Pará, onde ritmos ancestrais e afro-amazônicos dialogam com as sonoridades caribenhas. 

16h – Oficina Dobraduras para cantar e brincar

Atividade coordenada pelos arte-educadores do Museu do Pontal.

17h – Show: Aturiá

O grupo vai realizar uma celebração à ancestralidade cabocla da Amazônia Paraense. Conduzido pela energia vibrante do Carimbó Pau e Corda, o show será permeado pela sensualidade cadenciada do Lundu Marajoara e o encanto do Boi-bumbá. 

18h30 – Show: Trio Forrozão

Na estrada há mais de 35 anos, os três integrantes mantêm a base de sanfona, zabumba e triângulo e apresentam sucessos com mix de ritmos nordestinos. 

SERVIÇO:

Museu do Pontal

Avenida Celia Ribeiro da Silva Mendes, 3.300, Barra da Tijuca.

Aberto de quinta a domingo, das 10h às 18h (o acesso às exposições se encerra às 17h30). 

museudopontal.org.br/.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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