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	<title>Entrevistas - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Entrevistas - Rota Cult</title>
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		<title>Lucas Paraizo, ímã de audiência na TV e no streaming, estreia no palco com Wagner Moura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos roteiristas mais disputados da TV brasileira e do nosso cinema, com fenômenos de audiência como as séries &#8220;Os Outros&#8221; e &#8220;Sob Pressão&#8221; no currículo, Lucas Paraizo faz sua incursão inicial pela dramaturgia teatral numa companhia duplamente nobre e duplamente prestigiada no exterior: Wagner Moura e Christiane Jatahy. Eles são seus companheiros em &#8220;UM [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Um dos roteiristas mais disputados da TV brasileira e do nosso cinema, com fenômenos de audiência como as séries &#8220;Os Outros&#8221; e &#8220;Sob Pressão&#8221; no currículo, Lucas Paraizo faz sua incursão inicial pela dramaturgia teatral numa companhia duplamente nobre e duplamente prestigiada no exterior: Wagner Moura e Christiane Jatahy. Eles são seus companheiros em &#8220;UM JULGAMENTO – depois do Inimigo do Povo&#8221;. Wagner Moura volta aos palcos a partir desta quinta no CCBB, não só como ator, mas também como coautor desse experimento baseado na obra do norueguês Henrik Ibsen (1828–1906). </p>



<p class="has-text-align-center">Há uma triangulação dessa releitura ibseniana entre Wagner, Paraizo e Jatahy, encenadora que é consagrada mundialmente por tensionar os limites entre vídeo, cena e realidade. Professor de escrita de roteiro em aulas concorridas na PUC-Rio, Paraizo ganhou o troféu Redentor do Festival do Rio de 2017 pelo script de &#8220;Aos Teus Olhos&#8221;. Nessa época, Jatahy fazia experiências nos palcos franceses. </p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, a admiração dele pela diretora passa não só por essa fase europeia dela, mas também por seus sucessos locais, como &#8220;Corte Seco&#8221; (2009) e &#8220;A Falta Que Nos Move&#8221; (2009). Em busca de um projeto em que afinassem as visões, Jatahy e Wagner, enfim, chegaram ao Ibsen mais potente: &#8220;Um Inimigo do Povo&#8221;, de 1882. </p>



<p class="has-text-align-center">A peça original narra os contratempos do Dr. Thomas Stockmann após a descoberta de que as águas do Balneário Termal de sua cidade estão contaminadas. Ao tentar alertar as autoridades para proteger a população e os turistas, ele vê suas intenções fracassarem e acaba condenado como um detrator público, acusado de querer prejudicar economicamente a cidade e de ignorar a vontade da maioria.<br><br>O teatro do Centro Cultural Banco Brasil acolhe essa premissa, mas com vida própria, à luz da miscelânea de ideias de Jatahy, Wagner e Paraizo, ambientadas numa corte judicial de 2025, com signos contemporâneos. Além disso, nessa &#8220;reescrita&#8221;, o protagonista de Ibsen busca por reparação. Stockmann quer recuperar sua dignidade e, diante de um júri formado pelo público, submete-se a um novo veredito. </p>



<p class="has-text-align-center">Em &#8220;UM JULGAMENTO – depois do Inimigo do Povo&#8221;, o personagem de Wagner é médico de uma Estação Balneária no interior do país. Ao lado de sua filha Petra Stockmann (vivida por Julia Bernat, parceira recorrente de Jatahy), ele pede uma retratação pública e uma nova chance de se defender. O espetáculo tem como acusação o irmão do protagonista, Peter Stockmann, vivido por Danilo Grangheia. Ex-prefeito da cidade, ele é o representante das autoridades locais.</p>



<p class="has-text-align-center">O que se inicia como plenária jurídica se transforma em uma disputa familiar, revelando os conflitos por trás da rivalidade entre os irmãos. No papo a seguir, Paraizo explica a brasilidade que existe nesse quiproquó geopolítico.    </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O que o Henrik Ibsen pode nos oferecer como balanço sobre o senso do que é justo e do que potencialmente ético na sociedade brasileira?<br>Lucas Paraizo: </strong>Certamente, mais do que um balanço, acho que Ibsen nos oferece uma discussão sobre a relação entre ética e os sistemas sociais e econômicos vigentes. Ibsen é um autor que questiona nossos valores e os coloca a prova. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Que brasileiro é Thomas Stockmann, o personagem de Wagner Moura em &#8220;UM JULGAMENTO?<br>Lucas Paraízo: </strong>Um brasileiro que coloca os valores coletivos na frente dos individuais. Mas que é, ao mesmo tempo, cheio de contradições e acredita que os fins justificam os meios. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O que representou para você a imersão no teatro e a troca com uma multiartista como Christiane Jatahy?<br>Lucas Paraizo:&nbsp;</strong>Essa é minha estreia escrevendo para o teatro e não poderia estar mais feliz de fazê-lo por um convite da Chris. Sou profundo admirador de toda sua obra e nossas afinidades nos aproximaram. Foi um processo de construção de texto muito feliz. A partir de uma ideia e de um conceito que ela trouxe, fizemos uma releitura da obra num modelo bastante cinematográfico, como é parte de sua linguagem.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Que peso há em escrever para Wagner Moura? Ou que leveza existe nisso?<br>Lucas Paraizo:</strong> Wagner, de fato, tem uma potência cênica contagiante e puxa tudo pra cima! Ele faz todos acreditarem no texto e escolhe projetos em que acredita. Tenho muita admiração ética, profissional e pessoal por ele. Sou grato e feliz por ter tido a oportunidade de poder colaborar nesse texto e nesse projeto. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Como fica sua vida na TV e no cinema? Que novidades em frente?<br>Lucas Paraizo:&nbsp;</strong>Estamos montando a terceira temporada de &#8220;Os Outros&#8221; que estreia ano que vem no Globoplay e estou desenvolvendo mais um projeto em minha parceria com a Luísa Lima.</p>



<p class="has-text-align-center">A peça faz temporada no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, no Teatro II, de 23 de outubro a 3 de novembro./ Classificação indicativa: 16 anos.</p>
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		<title>Rafael Saraiva fala sobre questões contemporâneas abordadas em “O dinossauro de plástico”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA["O Dinossauro de Plástico"]]></category>
		<category><![CDATA[Barbara Duvivier]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Geração Z]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Saraiva retrata dilemas da Geração Z. Rafael Saraiva volta aos palcos com “O dinossauro de plástico”, um monólogo ficcional que explora as angústias e preocupações, em um personagem neurótico com a opinião das pessoas sobre ele. Essa descrição bate e muito com o que vivemos hoje, principalmente, os adolescentes. A questão do imeadiatismo se [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Rafael Saraiva retrata dilemas da Geração Z.</h2>



<p class="has-text-align-center">Rafael Saraiva volta aos palcos com “O dinossauro de plástico”, um monólogo ficcional que explora as angústias e preocupações, em um personagem neurótico com a opinião das pessoas sobre ele. Essa descrição bate e muito com o que vivemos hoje, principalmente, os adolescentes. A questão do imeadiatismo se tornou parte de suas vidas como a velocidade da luz, e agora adentra os palcos num retrato ficcional. O monologo traz  a jornada de amadurecimento do personagem e sua conscientização sobre a responsabilidade.</p>



<p class="has-text-align-center">“O dinossauro de plástico” é a terceira parceria de Rafael Saraiva com Barbara Duvivier, vencedora, em 2025, dos Prêmios APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro) – de melhor peça infantil – e do CBTIJ (Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude) -de melhor elenco. Barbara Duvivier dirige o texto de Gustavo Vilela que aborda neuroses cotidianas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="768" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--1024x768.webp" alt="Rafael Saraiva " class="wp-image-191775" style="width:450px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--1024x768.webp 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--300x225.webp 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--768x576.webp 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--560x420.webp 560w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--80x60.webp 80w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--150x113.webp 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--696x522.webp 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--1068x801.webp 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva--265x198.webp 265w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/08/Rafael-Saraiva-.webp 1212w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Você leva aos palcos  um monólogo ficcional sobre angústias e preocupações, quanto da sua vivencia pessoal faz parte, de fato, desse enredo? Aliás, como foi o processo de criação de &#8220;O dinossauro de plástico&#8221;?</p>



<p class="has-text-align-center">Naturalmente, &#8220;O Dinossauro de Plástico&#8221; é uma peça sobre um jovem angustiado com questões contemporâneas , eu acho que isso é um sentimento universal. Eu não busquei necessariamente fazer uma peça que refletisse minhas angustias, mas sim, como essa busca do amor do próximo, por se sentir parte de um coletivo, que tá muito ligado a adolescência. É claro que tem muito de mim naturalmente porque sou jovem, mas a ideia é fazer uma peça que comunicasse os sentimentos globais dessa fase da vida.</p>



<p class="has-text-align-center">A peça é dirigida por Barbara Duvivier, com quem vocês já trabalhou outras vezes, o que mudou nessa relação profissional?</p>



<p class="has-text-align-center">O meu trabalho com a Barbara é um trabalho de muita confiança e cumplicidade, ela é muito minha amiga, é alguém que eu confio profundamente, e acho que isso é um dos pilares para uma boa relação teatral, a confiança né. Eu acho a Barbara uma pessoa muito sensível, uma diretora muito brilhante e aguçada. Ela tem ideias muito fieis ao que eu acredito de arte, com uma uma comunicação simples e sincera. Acho que ela pauta muito pela sinceridade a arte dela e isso me faz querer estar perto.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O dinossauro de plástico&#8221; aborda questões da Geração Z, você se considera uma pessoa pragmática e realista?</p>



<p class="has-text-align-center">Eu me considero uma pessoa realista, sou uma pessoa ansiosa, muito dos meus medos estão condicionados ao futuro. Eu não sou tão melancólico, não sou muito ligado ao passado, mas sim, ao futuro. Eu acho que a Geração Z tem essa ansiedade permanente, muito associada as redes sociais, da coisa imediata, estão o tempo inteiro atras de respostas, e eu me sinto muito parte disso. Mas eu me considero realista porque a realidade é a forma que eu tenho para aplacar esse sentimento de ansiedade. Já o pragmatismo é, sobretudo, no meu campo profissional, eu sou um cara muito realizador, acho.</p>



<p class="has-text-align-center">Sua carreira no teatro começou muito cedo. O que te levou a buscar o teatro como profissão? Já consegue se sentir realizado como ator?</p>



<p class="has-text-align-center">Minha carreira começou cedo por que precisava canalizar um pouco da minha energia. Eu era muito acelerado na escola, a minha mãe me colocou num espaço onde eu pudesse jogar isso. E foi no teatro,  o espaço que eu me encontrei, nesse sentido eu sou muito realizado. Agora como profissional, eu ainda não sou inteiramente feliz, eu sou feliz por estar no teatro, mas eu quero fazer muitas coisas ainda. Quero contribuir por ser parte de uma nova geração que tá chegando, além de ser alguém que tem capacidade de encher os teatros. </p>



<p class="has-text-align-center">O teatro é a melhor coisa do mundo e enquanto o teatro tiver cheio, eu certamente estarei realizado. </p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2025/08/o-dinossauro-de-plastico-em-curta-temporada-no-teatro-glaucio-gill/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>Débora Lamm celebra o vaudeville e o legado de Gláucio Gil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2025 12:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Débora Lamm]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Gláucio Gil]]></category>
		<category><![CDATA[Toda É Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Saltitando entre os mais variados registros dramatúrgicos, como atriz e diretora, tendo o humor como um aríete, Débora Lamm abriu a semana levando o Teatro Gláucio Gil a sorrir (e a fazer sorrir) ao revisitar um dos maiores marcos cômicos das artes cênicas no país: &#8220;Toda É Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera&#8221;. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center">Saltitando entre os mais variados registros dramatúrgicos, como atriz e diretora, tendo o humor como um aríete, Débora Lamm abriu a semana levando o Teatro Gláucio Gil a sorrir (e a fazer sorrir) ao revisitar um dos maiores marcos cômicos das artes cênicas no país: <a href="https://rotacult.com.br/2025/01/toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-ganha-nova-montagem-no-teatro-glaucio-gill/">&#8220;Toda É Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera&#8221;</a>. O texto de 1962, que acaba de estrear, é assinado pelo autor que dá nome ao espaço de Copacabana: Gláucio Gill (1932-1965). Aliás, a montagem dirigida por Débora reúne em sua trupe Bruce Gomlevsky, Carolina Pismel, Danilo Maia, Leticia Isnard e Lucas Sampaio, além dos músicos Pedro Nego e Dom Yuri. Sua visita a um tratado dramatúrgico sobre a ideia de liberdade (no amor e nas relações familiares) abre um debate comportamental sobre controle e moralismo. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-1024x683.jpg" alt="&quot;Toda donzela tem um pai que é uma fera&quot;" class="wp-image-185592" style="width:463px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-1024x683.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-768x512.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-630x420.jpg 630w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-150x100.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-696x464.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2-1068x713.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/TODADO2.jpg 1274w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Adaptada para o cinema por Roberto Farias (1933-2018) em 1966, &#8220;Toda Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera&#8221; faz de uma Copacabana de antigamente (com muitos ranços morais ainda vigentes) sua arena. Na trama, um irascível coronel (Bruce Gomlevsky) se dedica a defender a honra da filha (Carolina Pismel) com uma pistola em punho depois de saber que a moça vai morar com o namorado (Lucas Sampaio). Por causa de um mal-entendido, o pai quer forçar a moça a se casar com o amigo mulherengo dele (papel de Danilo Maia). Uma vizinha&nbsp;<em>mucho loca&nbsp;</em>dos rapazes (Leticia Isnard) entra na história, ampliando a confusão.<br>Na entrevista a seguir, Débora explica ao Rota Cult a força estética que Gláucio Gil tem em fricção com as vivências do Rio de Janeiro de hoje.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><br>Qual seriam os costumes de que Gláucio Gil fala em seu espetáculo e o quanto esse mundo de pais neuróticos retratado em &#8220;Toda Donzela&#8230;&#8221; pode vir a se adequar às transformações comportamentais do mundo hoje?<br>Débora Lamm:&nbsp;</strong>As relações entre pai e filho são atemporais, né? Ultrapassam tempo, ultrapassam época. É claro que os costumes que o Gláucio traz são dos anos 1960 e acabam revisitados na peça. Refazer essa peça é trazer o&nbsp;<em>vaudeville</em>&nbsp;de volta aos nossos palcos. O&nbsp;<em>vaudeville</em>&nbsp;veio da Europa pra cá e, durante muito tempo, foi a nossa referência de comédia teatral. Mostramos de onde viemos. É a raiz de uma comédia que se fez muito no país.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-full is-resized"><img decoding="async" width="1000" height="872" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-filme.jpg" alt="" class="wp-image-185878" style="width:367px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-filme.jpg 1000w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-filme-300x262.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-filme-768x670.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-filme-482x420.jpg 482w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-filme-150x131.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Toda-donzela-tem-um-pai-que-e-uma-fera-filme-696x607.jpg 696w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center"><strong>Como preservar ou como atualizar o humor dele em tempos de discussão do patriarcado? O filme feito por Roberto Farias a partir da peça, em 1966, foi uma referência em alguma medida?<br>Débora Lamm:</strong>&nbsp;A primeira coisa que eu fiz foi assistir ao filme do Roberto, já que a gente sabe que o &#8220;Toda Donzela&#8230;&#8221; foi um clássico não só no teatro. Realmente, o texto é brilhantemente escrito e tem um grande apelo popular. A obra tem realmente esse poder incrível de comunicação através do riso. O que preservei ali foi justamente toda essa raiz do&nbsp;<em>vaudeville</em>&nbsp;que o Gláucio Gil traz. É um entra-e-sai, uma comédia de erros tendo como símbolo máximo do&nbsp;<em>vaudeville</em>&nbsp;a porta. É uma caixa preta onde só se vê uma margem branca, como se fosse uma porta e um entra-e-sai. É um texto dos anos 1960 que a gente traz para os dias de hoje, mas sem perder essa essência da comédia de erros, que tem um poder de comunicação.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual é o maior desafio e o maior prazer de fazer Gláucio Gil no Gláucio Gil?<br>Débora Lamm:</strong> Dirigir um texto do Gláucio Gil no Teatro Gláucio Gill é uma ideia sensacional do Rafael Raposo <em>(ator, administrador e diretor artístico do teatro)</em>, que é quem está comandando toda essa reforma no espaço. Muitas pessoas não sabem quem foi Gláucio Gil e nem que aquele teatro leva aquele nome. Então, acho que faz todo sentido reabrir com uma peça dele. O maior desafio é justamente este, porque é uma peça que já foi escrita há um tempo, né? Analisar o que fez de &#8220;Toda Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera&#8221; um sucesso: é, certamente, isso que eu procuro para colocar a peça em cena de novo de maneira que faça sentido.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Você consegue imprimir humor nas mais variadas franjas do gênero, até numa crônica social feito o filme <em>Como É Cruel Viver Assi</em>m (lançado em 2017, sob a direção de Julia Rezende), encontrando graça até no silêncio. Qual é o humor que você explora ao dirigir?<br>Debora Lamm: </strong>O humor tem várias vertentes. Existem várias maneiras de se fazer comédia, e o humor que eu exploro ao dirigir ou ao atuar é sempre aquela coisa da ironia, do deboche. Para isso acontecer tem que ter muita humanidade, né? Você tem que se humanizar muito para que aquilo também tenha a crítica necessária. O humor tem um poder de comunicação surreal, porque ele pega quem tá do outro lado totalmente desprevenido. É uma conversa sem bloqueios, porque o humor te desmonta. É uma arma de desconstrução social, né? Um jeito de se fazer pensar muito inteligente.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O que o silêncio te oferece como ferramenta cômica?<br>Débora Lamm:&nbsp;</strong>O silêncio faz parte, né? Tudo é música de certa forma. &#8220;Toda Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera&#8221; tem uma pontuação musical o tempo inteiro, inclusive com a presença de dois músicos em cena. Quando optamos pelo silêncio, ele se torna uma ferramenta, ainda mais quando você tem&nbsp;<em>vaudeville</em>, que é uma confusão, uma barulheira. Quando o silêncio vem, ele te joga para outro lugar, né? Ele reverbera muito. O que foi dito vira um instrumento de reflexão também.</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/02/debora-lamm-celebra-o-vaudeville-e-o-legado-de-glaucio-gil/">Débora Lamm celebra o vaudeville e o legado de Gláucio Gil</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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		<title>Renata Castro Barbosa fala sobre festival “Humor Contra-Ataca”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[festival “Humor Contra-Ataca”]]></category>
		<category><![CDATA[Qualistage]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Castro Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O festival “Humor Contra-Ataca” estreou no Qualistage no início de 2024, com curadoria da atriz Renata Castro Barbosa, o festival retorna em 2025 para sua segunda edição. Com capacidade para 3.500 pessoas, a primeira edição do festival lotou todas as noites, em 2024, com nomes como Nany People, Flávia Reis, Rafael Portugal, Paulinho Gogó e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rotacult.com.br/2025/01/renata-castro-barbosa-fala-sobre-festival-humor-contra-ataca/">Renata Castro Barbosa fala sobre festival “Humor Contra-Ataca”</a> apareceu primeiro em <a href="https://rotacult.com.br">Rota Cult</a>.</p>
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<p class="has-text-align-center">O festival “Humor Contra-Ataca” estreou no Qualistage no início de 2024, com curadoria da atriz Renata Castro Barbosa, o festival retorna em 2025 para sua segunda edição. Com capacidade para 3.500 pessoas, a primeira edição do festival lotou todas as noites, em 2024, com nomes como Nany People, Flávia Reis, Rafael Portugal, Paulinho Gogó e Os Melhores do Mundo. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="538" height="827" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Castro-Barbosa-foto-3.jpeg" alt="Renata Castro Barbosa" class="wp-image-185727" style="width:325px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Castro-Barbosa-foto-3.jpeg 538w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Castro-Barbosa-foto-3-195x300.jpeg 195w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Castro-Barbosa-foto-3-273x420.jpeg 273w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Castro-Barbosa-foto-3-150x231.jpeg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Castro-Barbosa-foto-3-300x461.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 538px) 100vw, 538px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">O “Humor Contra-Ataca&nbsp;Vol. 2” traz uma <a href="https://rotacult.com.br/2025/01/festival-humor-contra-ataca-ganha-segunda-edicao/">programação robusta</a>  com veteranos e grandes&nbsp;promessas do cenário de humor. A segunda edição do “Humor Contra-Ataca” , certamente, reforça o humor como uma das formas mais poderosas de entretenimento e reflexão no Brasil. O evento é fruto de uma parceria entre o Qualistage e a curadora Renata Castro Barbosa. Confira nossa entrevista com ela.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual é a importância de se criar um festival só para stand-up?</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Renata Castro Barbosa &#8211; </strong>Na verdade, é um festival de humor, não só stand up. Temos Os Melhores do Mundo, por exemplo, e tivemos o Rafael Infante, que são peças mesmo. Mas acaba que a maioria é stand up. Mas acho que qualquer movimento que promova arte e leve cultura para as pessoas é importante. Uma casa que está acostumada a receber grandes nomes de música, com 3.000 lugares, abrir suas portas para teatro, para o humor é maravilhoso! O stand up vem crescendo muito no Brasil e alguns clubes vieram com tudo, como a &#8220;Casa da comédia&nbsp;carioca&#8221;, em Ipanema e o &#8220;Novo&nbsp;retrô&nbsp;comedy club&#8221;, na Barra, e ter artistas que já são sucesso nesses&nbsp;clubes em uma casa como Qualistage, é sensacional.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Existe uma demanda para atender a esse gênero teatral?</strong> </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Renata Castro Barbosa &#8211; </strong>Sempre. O humor é um dos gêneros&nbsp;que mais agrada, quase que unanimemente. Você pode gostar mais de um ou outro comediante ou estilo, mas não conheço ninguém que não goste de ir ao teatro e dar boas gargalhadas!</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O que te levou a criar o &#8220;Humor Contra-Ataca&#8221;? Gostaria que você contasse sobre a criação do nome do festival? </strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Renata Castro Barbosa &#8211; </strong>Na verdade, não foi uma criação minha. Foi uma ideia que veio da Guacira Abreu (Diretora de programação do Qualistage) e do Bernardo Amaral. Eles me convidaram para fazer a curadoria e foram incríveis! Nem sei dizer como surgiu o nome&#8230; rsrs Falamos tantos. Mas veio da necessidade de contra atacar as coisas ruins, as tristezas que o mundo vinha passando e ainda passa.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Como é feita a escolha dos convidados? O processo de curadoria ajuda na criação do texto dos artistas? </strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Renata Castro Barbosa &#8211; </strong>É um trabalho enorme. Pesquisamos os nomes de quem está fazendo shows e espetáculos, o que o público está querendo ver, no Rio de Janeiro e aí é a loucura de ver datas, quem tem agenda, passagem para quem é de fora&#8230; E achar quem combina com quem para escolher as aberturas certas para cada noite&#8230;.. E não participamos, nem interferimos em nada dos espetáculos. Cada artista traz seu espetáculo como acredita e como quer apresentar.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Podemos esperar novas edições durante o ano?</strong> Durante esse ano não. Vamos até 28 de março e aí só ano que vem. É um festival que só acontece, pelo menos por enquanto, no verão. Só no começo do ano.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Para encerrar, como você vê o mercado de comédia atualmente?</strong></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Renata Castro Barbosa &#8211; </strong>Maravilhoso nos teatros. Aquecido, com muita gente nova chegando, teatros lotados. E não só no stand up não. Eu , por exemplo, estou em cartaz com &#8220;O Bem Amado&#8221;com o Diogo Villela e está lotando. Só sinto falta do humor na tv. mas isso é outra pauta! rsrs</p>
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		<title>Nos palcos e nas telas, Renata Paschoal faz humor com &#8216;um olhar integralmente feminino&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Domingos de oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Paschoal]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com vasta estrada nos palcos no currículo e um prêmio no Festival de Gramado pela direção do .doc &#8220;Clarice Niskier – Teatro dos Pés à Cabeça&#8221; nas costas, Renata Paschoal encara um duplo compromisso com o legado do cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira (1935-2019), de quem foi uma prolífica parceira na produção. Ela está em [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center"><strong><br></strong>Com vasta estrada nos palcos no currículo e um prêmio no Festival de Gramado pela direção do .doc &#8220;Clarice Niskier – Teatro dos Pés à Cabeça&#8221; nas costas, Renata Paschoal encara um duplo compromisso com o legado do cineasta e dramaturgo Domingos Oliveira (1935-2019), de quem foi uma prolífica parceira na produção. Ela está em cartaz no teatro do Planetário da Gávea (que leva o nome do realizador) com a peça &#8220;Dois Contra o Mundo&#8221;. A protagonista é a atriz Priscilla Rozenbaum (companheira de vida e obra do mítico diretor), que contracena com Márcio Vito. O texto é uma herança dela e narra o interlúdio entre uma advogada e um ator. Em paralelo, Renata leva às telas nesta quinta a comédia em episódios &#8220;Todo Mundo (Ainda) Tem Problemas Sexuais&#8221;. Trata-se de uma antologia sobre o benquerer com quatro histórias independentes, todas centradas em inseguranças e desejos.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="713" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--1024x713.jpg" alt="Renata Paschoal" class="wp-image-185586" style="width:470px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--1024x713.jpg 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--300x209.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--768x535.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--603x420.jpg 603w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--150x104.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--696x485.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--1068x744.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo--100x70.jpg 100w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Renata-Paschoal-a-esquerda-com-Priscilla-Rozenbaum-e-Marcio-Vito-seu-elenco-na-peca-Dois-Contra-o-Mundo-.jpg 1264w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">Seu roteiro se alinha com o legado anfíbio (meio teatro, meio cinema) de Domingos, autor de uma peça (de enorme sucesso) chamada &#8220;Todo Mundo Tem Problemas Sexuais&#8221;. Em 2008, ele mesmo levou esse texto aos cinemas, que estreou numa sessão no Odeon, no Festival do Rio, há 17 anos. O longa dele trazia Pedro Cardoso em vários papéis.</p>



<p class="has-text-align-center">Aliás, a versão de Renata não chega a ser uma sequência direta, mas é uma espécie de tributo ao original de Domingos. A melhor das tramas que ela filma fala de um casal que se fragiliza quando decide abrir a relação para incluir uma nova integrante. Dudu Azevedo e Rozenbaum são os achados do elenco.<br><br><strong>RF</strong> &#8211; <strong>Qual é o lugar que o teatro reserva para a comédia romântica?  De que maneira o público das artes cênicas, hoje regado de espetáculos calcados em pautas identitárias, recebe uma <em>love story</em> leve?<br>Renata Paschoal:</strong> É ótimo para nossa história e cultura que tenhamos diversidade em nossos palcos e telas. As comedias são sempre comoventes, como é o caso das que fez o Domingos Oliveira. Com &#8220;Dois Contra o Mundo&#8221;, estamos em nossa segunda temporada, num sucesso de público e crítica.  É bom falar de amor, a vida não anda fácil.  </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>RF &#8211;</strong> <strong>O que existe de mais forte de Domingos Oliveira na peça &#8220;Dois Contra o Mundo&#8221;? <br>Renata Paschoal:</strong> Tudo. O amor, o riso, a emoção e o otimismo dele pela vida estão no texto. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Em que terreno uma parceira recorrente como Priscilla Rozenbaum (parceria de vida e de obra do Domingos) mais te surpreende, no palco e na tela?&nbsp;<br>Renata Paschoal:&nbsp;</strong>Priscilla é generosa e, com ela, eu me sinto acolhida. É um conforto na alma ter construído esta parceria tão longa. Domingos pode não estar presente fisicamente, mas ele está o tempo comigo, na arte, nos textos, nas lições de vida, nas boas histórias, nas boas lembranças. É sempre reconfortante lembrar uma frase dele, um conselho. Ele dizia: &#8220;Não sei se sou genial, mas minha visão de mundo é&#8221;. Sim, ele era genial, sabia ver o que o outro tinha de melhor.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>RF &#8211; O que fica do &#8220;Todo Mundo Tem Problemas Sexuais&#8221; de 2008 no seu filme?<br>Renata Paschoal:</strong> Fica o tema. São histórias de amor, com tudo o que isso pode envolver &#8211; ciúmes, traição, desejos e curiosidades sexuais &#8211; contadas de forma leve e divertida.</p>
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		<title>Paulo Betti faz um 360° de seu processo criativo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista com os autores]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Betti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A televisão brasileira aprendeu o que era plano-sequência (uma frase audiovisual sem cortes) com &#8220;Os Homens Querem Paz&#8221;, especial de TV sobre o cangaço, projetado na &#8220;Terça Nobre&#8221;, em 1991, que tinha como protagonista o paulista Paulo (Sérgio) Betti. Sua atuação à la Gary Cooper (com temperos marxistas) marcou época. Pouco antes, ele foi o [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">A televisão brasileira aprendeu o que era plano-sequência (uma frase audiovisual sem cortes) com &#8220;Os Homens Querem Paz&#8221;, especial de TV sobre o cangaço, projetado na &#8220;Terça Nobre&#8221;, em 1991, que tinha como protagonista o paulista Paulo (Sérgio) Betti. Sua atuação à la Gary Cooper (com temperos marxistas) marcou época. Pouco antes, ele foi o atrapalhado Timóteo, de &#8220;Tieta&#8221;, hoje de volta à telinha, no &#8220;Vale A Pena Ver De Novo&#8221;. Naquela época, ele bombava nos palcos, sobretudo na Casa da Gávea, templo artístico na Zona Sul carioca, e virou um dos pilares da Retomada, termo usado para a reconstrução da produção cinematográfica nacional entre 1995 e 2010.</p>


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<figure class="alignleft size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="601" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-1024x601.webp" alt="" class="wp-image-184686" style="width:445px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-1024x601.webp 1024w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-300x176.webp 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-768x451.webp 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-716x420.webp 716w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-150x88.webp 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-696x408.webp 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca-1068x627.webp 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Lamarca.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center"> &#8220;Lamarca&#8221; (1994) e &#8220;Mauá – O Imperador e o Rei&#8221; (1999) fizeram dele uma das pedras fundamentais de uma indústria que voltou a (a)firmar sua excelência nas salas de projeção do Brasil e do exterior. Sucessos aos montes vieram depois, como o Téo Pereira da novela &#8220;Império&#8221; (2014-2015), somados a performances antológicas em teatros de todo o país. Rodou ainda os longas &#8220;Cafundó&#8221;, em 2005, e &#8220;A Fera na Selva&#8221; (com Eliane Giardini e Lauro Escorel) em 2017. Tanto trabalho, revertido em um baita êxito, deu numa peça&#8230; que deu em livro. O espetáculo, &#8220;Autobiografia autorizada&#8221;, estreou em março de 2015 e correu o país, indo parar em Portugal e Angola. O livro, derivado dela, numa edição luxuosa da Geração Editorial, ganha noite de autógrafos nesta segunda, às 18h30, na Livraria Janela do Shopping da Gávea.&nbsp;</p>


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<figure class="alignright size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="179" height="281" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Paulo-Betti-bio.jpeg" alt="Paulo Betti" class="wp-image-184644" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Paulo-Betti-bio.jpeg 179w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/12/Paulo-Betti-bio-150x235.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 179px) 100vw, 179px" /></figure>
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<p class="has-text-align-center">&#8220;Já vamos para a primeira reimpressão, pois no pré-lançamento, na Amazon, vedemos uns 700 exemplares. É um resultado forte que não vem do acaso, pois eu tenho pelo menos umas sete listas de contatos de whatsapp e uns 20 mil e-mails. Fiz questão de mandar um recadinho para cada um&#8221;, orgulha-se o ator, nascido no município de Rafard (SP), em 8 de setembro de 1952, e criado em Sorocaba, onde iniciou uma vivência profissional admirada. Num papo com o Rota Cult, Betti faz um 360° de seu processo criativo.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Você não chamou jornalistas ou escritores profissionais para fazer a sua biografia, numa opção de estruturar o livro você mesmo, a partir de uma peça homônima que roda o Brasil há uma década. Como foi esse processo de escrita?<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Eu tenho uma biografia anterior, precoce, &#8220;Paulo Betti: Na Carreira De Um Sonhador&#8221;, esta, sim, escrita por uma jornalista, a Teté Ribeiro, que o fez quando eu tinha uns 50 anos. Quando eu decidi que queria fazer um monólogo, há cerca de uma década, eu percebi que escrevi a minha vida toda, e não só diários. Sempre fui um anotador compulsivo e eu tive uma coluna semanal num jornal de Sorocaba, a minha cidade, que tirava uns 30 mil exemplares ao dia. Seria uma bobagem não aproveitar esse material. O livro, certamente, é o monólogo aumentado. &nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>&nbsp;O que essa revisão histórica (e literária) de sua trajetória revela sobre a sua vivência na arte?&nbsp;<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Como todo ator de carreira longeva, eu queria fazer um monólogo, por ser mais prático em relação à agenda do elenco, uma vez que só tem uma pessoa – no caso, eu – em cena. Decidi que faria algo em homenagem à minha ancestralidade. Levo esse espetáculo pelo país há quase dez anos e, agora, quero que o livro circule, e fique. O maior desafio de escrever um texto autobiográfico é passar por cima de pudores. O primeiro foi me perguntar por que a minha infância e a minha adolescência mereciam ser contadas, no palco e, agora, em texto publicado. Fiquei buscando as razões. Nasci numa senzala, pois os imigrantes italianos que vieram para cá, na virada do século, depositaram-se em espaços que antes eram dos povos escravizados. Aos três anos, fui morar num quilombo numa região onde 95% dos moradores eram pessoas negras, com quem aprendi muito. Eu sou o filho caçula temporão de uma empregada doméstica que teve 15 crianças. Eu nasci quando ela já estava com 45&#8230; nos 45 do segundo tempo, literalmente. Meu irmão mais moço é dez anos mais velho do que eu. O único ali que estudou fui eu, logo sou depositário de muitas histórias. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Na História do Brasil, a mais recente, você tem uma militância aguerrida pela democracia. Você sempre teve uma corajosa postura política de enfretamento da direita, sobretudo nos anos Bolsonaro. Como vê o atual governo? Está feliz com a gestão atual na presidência?<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Estou satisfeito, sim, e me sinto satisfeito também em ver o trabalho da Janja, uma Primeira Dama atuante, praticante, que pensa a nossa cultura. Estou muito mais esperançoso hoje do que estava antes, pois basta comparar o ser humano Lula com o ser humano Bolsonaro. Lula aguentou o tranco, ficou e lutou. Aliás, basta você pensar um aspecto, hoje, nós temos ministério da Cultura. Além disso, mais importante ainda: a Ministra da Cultura é uma mulher preta! É, certamente, motivo para termos mais esperança!  <br><br><strong>O que a peça &#8220;Autobiografia Autorizada&#8221;, da qual seu livro se deriva, já te revelou sobre as plateias brasileiras neste momento de teatros cheios, pós-pandemia? <br>Paulo Betti</strong> &#8211; Eu estou em cartaz com &#8220;Os Mambembes&#8221;, correndo o Brasil com apresentações em praça pública para três mil pessoas. O teatro se mostra insubstituível no desejo de comunhão coletiva, no ato sagrado do encontro. Eu sinto que o cinema também pode estabelecer essa relação, mas ele depende de mecanismos técnicos, ligados à projeção. Teatro, como dizia <em>(o diretor e pensador) </em>Peter Brook, consegue se fazer com uma pessoa sentada na plateia e uma pessoa em pé, diante dela, no palco. Por isso mesmo, o cinema merece e precisa ser protegido, com dispositivos como a lei de cota de tela, sobretudo por conta da dominação americana maciça. </p>



<p class="has-text-align-center">A arte cinematográfica é de suma importância da construção da identidade de um povo. Daí a alegria que eu sinto diante de um filme como <a href="https://rotacult.com.br/2024/11/ainda-estou-aqui-livro-de-marcelo-rubens-paiva-ganha-adaptacao-para-os-cinemas/">&#8220;Ainda Estou Aqui</a>&#8220;, que lota salas ao resgatar um caso tão importante como o episódio do sumiço do <em>(engenheiro e ex-deputado)</em> Rubens Paiva. Fico mais contente ainda por eu ter dirigido uma adaptação do livro &#8220;Feliz Ano Velho&#8221;, escrito pelo filho dele, o Marcelo Rubens Paiva, no teatro.   <strong><br></strong><br><strong>Falando da produção cinematográfica, durante a covid-19, você embarcou no projeto de estreia de Caio Blat como realizador, o longa-metragem &#8220;<a href="https://rotacult.com.br/2022/08/o-debate-debora-bloch-e-paulo-betti-estrelam-filme-sobre-atual-cenario-politico/">O Debate</a>&#8220;, mas não vimos mais você nas telonas, em títulos inéditos, depois daquele filme. Como anda sua relação com o cinema? <br>Paulo Betti</strong> &#8211; Tenho um filme para estrear, chamado &#8220;Loucos Amores Líquidos&#8221;, dirigido por Alexandre Avancini, que fala de brasileiros de origem italiano que saem busca de sua ancestralidade.  <strong><br></strong><br><strong>Fora esse filme, o que temos de planos para 2025?<br>Paulo Betti</strong> &#8211; Quero continuar com o meu monólogo e com &#8220;Os Mambembes&#8221; e quero dirigir &#8220;A Canção Brasileira – O Filme&#8221;, sobre a opereta de 1933 a partir da pesquisa do diretor Luiz Antônio Martinez Corrêa <em>(1950-1987)</em> sobre ela. Sobre TV, não tenho nada fechado, mas eu gostaria muito de fazer uma novela que tratasse de temas que as pessoas falam hoje e do modo como falam. Rodando o país com &#8220;Os Mambembes&#8221;, eu me deparei com uma discussão entre pessoas que não conheço sobre a Lei Rouanet que ilustra muito como o Brasil se vê. Isso deveria estar na tela.  </p>
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		<title>Luiz Felipe Reis dialoga com a geografia literária de Roberto Bolaño</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[DESERTO]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alternativa estética a todo o pensamento da sociologia acerca dos hiatos (afetivos e políticos) deixados na América Latina pelas ditaduras militares e pelos grilhões econômicos com os EUA, a literatura do chileno Roberto Bolaño (1953-2003) incendiou sentimentos distintos (ora de revolta, ora de pertencimento) no coração de seu público leitor, propondo uma cartografia sentimental de [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Alternativa estética a todo o pensamento da sociologia acerca dos hiatos (afetivos e políticos) deixados na América Latina pelas ditaduras militares e pelos grilhões econômicos com os EUA, a literatura do chileno Roberto Bolaño (1953-2003) incendiou sentimentos distintos (ora de revolta, ora de pertencimento) no coração de seu público leitor, propondo uma cartografia sentimental de seu continente. Nas páginas do seminal &#8220;2666&#8221; (editado postumamente e lançado aqui pela CIA das Letras), ele escreve sobre seus conterrâneos, &#8220;experimentaram o que era estar num purgatório, uma longa espera inerme, uma espera cuja coluna vertebral era o desamparo, coisa muito latino-americana, aliás, uma sensação familiar, uma coisa que se você pensasse bem experimentava todos os dias, mas sem angústia, sem a sombra da morte sobrevoando o bairro como um bando de urubus e espessando tudo, subvertendo a rotina de tudo, pondo todas as coisas de pernas para o ar.&#8221; É esse sentimento de desterro existencial, de fratura, que rege a imersão literária e filosófica no universo do escritor feita pelo dramaturgo e diretor teatral Luiz Felipe Reis em &#8220;Deserto&#8221;, que acaba de regressar aos palcos do Rio de Janeiro.</p>



<p class="has-text-align-center">O texto (um dos mais maduros do ano nas artes cênicas cariocas) <a href="https://rotacult.com.br/2024/09/deserto-reestreia-no-teatro-firjan-sesi-centro/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">está em cartaz no Teatro Firjan Sesi Centro (av. Graça Aranha)</a>, o espetáculo trança reflexões, viveres, saberes, reflexões, cicatrizes e curas. Renato Livera contracena com imagens em projeção, investiga os limites entre a escrita de si e a escrita de um povo, num jogo performático a partir das inquietações de Bolaño. </p>



<p class="has-text-align-center">Em conversa com o diretor, Luiz Felipe Reis, ele conta ao Rota Cult da relevância geopolítica e sentimental do escritor por trás de &#8220;As Agruras do Verdadeiro Tira&#8221; e &#8220;O Gaúcho Insofrível&#8221;. A cada resposta, ele explica seu processo criativo com Livera, que vem impressionando plateias com suas estratégias para importar a palavra literária para o coração da cena.<br><br><strong>Qual é o Chile de Bolaño e o que desse território dele transborda literatura afora na prosa de livros como &#8220;Estrela Distante&#8221; e &#8220;Chamadas Telefônicas&#8221;? <br>Luiz Felipe Reis:</strong> É difícil saber qual é o Chile de Bolaño. São muitos e, acima de tudo, mutantes e contraditórios. Não há uma imagem que se estabilize ou que se feche. Nesse curto arco de 50 anos de vida, entre 1953 e 2003, Bolaño viveu muitos Chiles, marcados por diferentes contextos políticos, afetivos e culturais, estando ele sempre, geograficamente, mais fora do que dentro do país, porém afetivamente continuamente imerso nas questões culturais e políticas chilenas. O que sabemos do Chile de Bolaño é apenas a partir do que ele deixou espalhado em seus livros, entrevistas, poemas, conferências e outros textos; uma série de pistas nem sempre confiáveis e bastante complexas, contraditórias, em relação a esse recorte territorial que chamamos de Chile. O que podemos dizer é que era uma relação intensa, paradoxal e conflituosa, marcada por afetos muito intensos. Nostalgia e horror, orgulho e vergonha, atração e repulsa em níveis muito concentrados.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Que olhares (que máscaras, que personas) aparecem na escrita dele?<br>Luiz Felipe Reis:&nbsp;</strong>Nesse contexto acidentado, podemos destacar o Bolaño apaixonado e devotado ao legado dos poetas chilenos como Nicanor Parra, Enrique&nbsp;Lihn, Jorge Teillier, Vicente Huidobro, Gabriela Mistral, assim como o Bolaño impiedoso, ácido e corrosivo que criticava violentamente os romancistas chilenos. Criticava não apenas por sua extrema exigência enquanto leitor, mas sobretudo por aquilo que ele qualificava como um desvio ético daqueles que se aproximam da literatura a partir de um viés utilitário, como um meio de obtenção e acumulação de capital social, uma forma de alcançar respeitabilidade, prestígio, fama, dinheiro, em detrimento de uma busca mais fundamental e, para Bolaño, inegociável: a literatura que surge de um pacto existencial com a excelência poética, artística — o que para Bolaño, é importante dizer, não significava &#8220;escrever bem&#8221;, realizar uma obra &#8220;bem acabada&#8221; etc., mas sim ter a coragem de olhar o real, isto é, o desconhecido, o mistério, a morte, em suma, tudo o que mais nos inquieta e assusta.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Sua peça sugere um termo, &#8220;coragem&#8221;, como o sendo o substantivo essencial da prosa, da poesia e do ensaio de Bolaño. O que seria essa &#8220;escrita corajosa&#8221;?<br>Luiz Felipe Reis:&nbsp;</strong>Para Bolaño, viver e escrever exigiam uma única disposição humana: coragem. A coragem de olhar.&nbsp;De olhar o abismo e de mergulhar nesse&nbsp;abismo de olhos abertos e encarar seja lá o que você encontrar. Como ele disse em um dos seus escritos, a literatura é como uma arena com um samurai encarando outro samurai, mas que esse outro samurai não é um samurai, ele é um monstro, uma coisa, o desconhecido, forças supra-humanas, muito maiores e mais fortes do que cada um de nós. Em suma, o humano diante das forças monumentais do natural cósmico-terreno. Encontramos aí a dimensão trágica da existência, e o poeta, em Bolaño, toma para si essa ética do poeta trágico, de lidar e enfrentar a condição trágica da existência humana sem desvios e negação em relação ao real, ao incognoscível, ao incomensurável.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Como a geografia afetiva de Bolaño, no espelho invertido a partir do qual sua peça o enquadra, reflete o Brasil?</strong><br><strong>Luiz Felipe Reis:&nbsp;</strong>Para Bolaño olhar o real significa, precisamente, inverter ou deslocar esse espelho que nos revela uma imagem enquadrada, estabilizada — o espelho da História e da Cultura oficiais —, e apontá-lo para outra direção, para que possamos ver a outra imagem, a imagem que falta. É tentar ver o que está fora de quadro, para além do quadro-imagem que o espelho histórico-cultural oficial reflete. Em outras palavras, tentar tornar visível-perceptível, na medida do possível, aquilo que é colocado na obscena, fora do campo das percepções.&nbsp; Talvez mais do que inverter o espelho, Bolaño buscava, de fato, quebrar esse espelho, o espelho histórico-cultural, as imagens constituídas e normalizadas pelo poder e pelo status quo, mas não apenas estilhaçar&nbsp;esse espelho e, sim, furar de fato o espelho, produzir um furo na imagem para que possamos tentar — porque é sempre uma tentativa limitada — acessar/olhar o que está por trás da imagem que aparece à superfície — o reflexo do mesmo, a imagem duplicada, pleonástica. O que ele busca olhar/acessar — e através da sua obra nos convida fazer o mesmo — é o que está por trás do &#8220;espelho&#8221;, da imagem enquadrada pelo poder, o que está por trás dessa imagem, por trás do teatro de sombras da caverna de Platão. Esta é uma das grandes obsessões de Bolaño. O olhar como um dispositivo de perfuração e desestabilização do mundo das aparências, do &#8220;real aparente&#8221;, conformado em imagens estabelecidas pelo poder; imagens aceitáveis e reconhecíveis. Para ele, é este o gesto poético-político-existencial fundamental. A coragem do desvelamento, a vontade de olhar o real, sem desvio e negação. Com medo, sim, claro, às vezes trincando os dentes, mas sobretudo com desejo e com coragem. É aí que reside a operação ética-estética da sua obra e do seu imaginário: a metamorfose do olhar, ou seja, a mudança dos modos de ver, perceber e interpretar o real — a vida, a História, a nós mesmos etc. É assim, com esse olhar que questiona e desestabiliza a História e a Cultura oficiais, que ele olha para o Chile, para a América Latina e, portanto, acaba desvelando também algo do Brasil.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Como funcionou a dinâmica da direção de Renato Livera para fugir da mímese e criar um Bolaño próprio, seu, de você?&nbsp;<br>Luiz Felipe Reis:&nbsp;</strong>Antes do trabalho de direção propriamente dito, há a pesquisa e o trabalho de imaginar que ator poderia trazer ao processo aquilo que a dramaturgia e o projeto da encenação requerem. Assim que se estabeleceu o fato de que meu antigo projeto de encenar o &#8220;2666&#8221;, iniciado em 2017, não seria mais viável, tive que pensar num outro caminho e, em novembro de 2023, surge esta nova premissa. Em vez de encenar &#8220;2666&#8221;, imaginar os últimos anos da vida do Bolaño, durante os quais ele lidava com o avanço de uma doença hepática crônica e, diante da iminência da morte, empenhava todas as suas energias à escrita e à tentativa de concluir a sua obra-prima final, &#8220;2666&#8221;. A partir daí compreendi que &#8220;Deserto&#8221; teria uma estrutura mais fragmentada, como se mergulhássemos&nbsp;num lugar que é um misto de memória, consciência e inconsciente poético do autor, em que cada cena seria algo&nbsp;como a irrupção de uma memória, a lembrança de uma situação ou experiência significativa da sua vida. É como se toda a peça fosse uma espécie de &#8220;filme imaginário&#8221;, aquele filme que se passa na tela mental de cada um de nós durante os segundos que separam a consciência de que vamos morrer e a consumação da morte factual.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual é o lugar da finitude nessa dinâmica?<br>Luiz Felipe Reis:&nbsp;</strong>A peça como um todo é uma espécie de ultra dilatação desses instantes que separam a compreensão de que se está morrendo e a morte. A partir daí comecei a ler e reler não só a obra literária e poética do Bolaño, mas também suas crônicas, notas, ensaios, entrevistas, conferências, certas etc.; e nesse mergulho compreendi que não buscaríamos representar Bolaño em cena, mas experimentar como o seu imaginário e sua criação poética afetariam um ator e ver o que o resultaria deste encontro.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Qual era a busca a ser empreendida por você e Livera no processo?<br>Luiz Felipe Reis:&nbsp;</strong>O que me interessava era ver, através do processo, como as palavras e o imaginário do Bolaño afetavam um corpo e uma subjetividade. Então a cada texto, em cada cena, as palavras de Bolaño ressoavam de uma determinada forma no corpo-subjetividade do Renato e nos levavam a uma certa direção, a uma resposta, a uma forma de performatividade muito específica. Então não trabalhamos com a noção de representação. Eu raramente trabalho nessa chave. Gosto de trabalhar a partir de uma chave performativa algo dialética, isto é: colocar em relação &#8211; em jogo, em atrito &#8211; um texto e um ator e, a partir daí, ver o que resulta desta fricção, que faíscas, que energias e formas se manifestam, irrompem, e a partir daí, claro, vem todo o trabalho de modelar e ajustar as qualidades, os estados, os tempos, ritmos e sonoridades da atuação. Nesse sentido, o que resulta é um Bolaño indissociável do performer e da pessoa Renato Livera.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>A que amálgama você e seu protagonista chegaram?<br>Luiz Felipe Reis: </strong>O corpo de Renato, sua personalidade, suas memórias, tudo é atravessado pelas palavras do Bolaño e resultam numa terceira coisa, que não é nem só Bolaño e nem só Renato, mas o resultado dessa transfusão de energias. Trabalhamos no deslizamento contínuo entre essas duas polaridades complementares, Bolaño e Renato, pessoa e personagem, assim como em outros deslizamentos, como o trânsito entre o narrar e o atuar, em que, ao longo da peça, o Renato acaba sendo uma espécie de <em>&#8220;narrator&#8221;</em>, deslizando entre narração, representação e livre performance. Acima de tudo, o que há em cena é um corpo e uma subjetividade mobilizados por diferentes ideias, palavras, imagens e sons que afirmam a necessidade vital da criação poética e artística para a existência humana. Se a criação, a fabulação e a imaginação não fossem fundamentais à saúde do psiquismo humano, certamente tais disposições já teriam desaparecido ao longo da evolução. Acredito em boa medida na perspectiva de <em>(Johan) </em>Huizinga <em>(linguista holandês)</em>, que propõe que, mais do que homo sapiens, somos homo ludens. Seres animados e mobilizados pelas forças e vontades de criação, e pelo ardente desejo de sermos maravilhados e encantados, como propunha <em>(o filósofo francês Georges) </em>Bataille.</p>



<p class="has-text-align-center">Luiz Felipe Reis também é autor e diretor de &#8220;A Inútil Biografia De Um Homem Qualquer&#8221; (2014) e &#8220;Estamos Indo Embora&#8230;&#8221; (2015),.</p>
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		<title>Diogo Vilela fala sobre a sua relação com a obra de Dias Gomes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2024 13:47:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Longa de Anselmo Duarte, baseado na peça de teatro de Dias Gomes, se tornou um marco do cinema brasileiro. O ator Diogo Vilela está de volta aos palcos com a montagem de “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes. Essa obra tão importante para a cultura brasileira traz um enredo multicultural que deu o único [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading has-text-align-center">Longa de Anselmo Duarte, baseado na peça de teatro de Dias Gomes, se tornou um marco do cinema brasileiro.      </h2>



<p class="has-text-align-center">O ator Diogo Vilela está de volta aos palcos com a montagem de “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes. Essa obra tão importante para a cultura brasileira traz um enredo multicultural que deu o único título brasileiro até hoje, em Cannes, como o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes.</p>



<p class="has-text-align-center">Carregada de humanidade, a trama atualíssima de Dias Gomes, ganha nova montagem, resultado dos trabalhos desenvolvidos durante o processo de criação da Cia. Funarj de Teatro, Arte e Repertório, que tem curadoria do ator Diogo Vilela, além disso, a montagem é uma realização inédita: a criação da primeira Cia. pública de teatro, no Brasil. Confira abaixo nosso bate-papo:</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Como começou a sua relação com a obra de Dias Gomes?</strong><br>Diogo Vilela &#8211; Dias Gomes há muito tempo faz parte da minha vida, como ator e como apreciador da obra dele desde que fiz também a minissérie dirigida por Tizuka Yamasaki, aliás, participei dessa minissérie nos anos 90, quando Dias Gomes ainda estava vivo. </p>



<p class="has-text-align-center">Quando eu iniciei a curadoria no Teatro de Arte repertorio Funarte, nós escolhemos esse texto de Dias Gomes por conta da brasilidade para os cinemas que Dias Gomes abrange. Além disso, o texto do autor servia pela quantidade de alunos que haviam no curso, justamente pela quantidade de personagens. </p>



<p class="has-text-align-center"><strong>O que te levou a adaptar “O Pagador de Promessas”? Aliás, não poderia deixar de perguntar como é o seu relacionamento com a Fé e a Religião? </strong></p>



<p class="has-text-align-center">Diogo Vilela &#8211; A obra tem uma grande identificação com os dias de hoje, abordando o sincretismo religioso, intolerância religiosa, além de falar da fé. E eu sou uma pessoa de muita fé, confio na espiritualidade ou em algo que possa levar a diante, aliás, isso transparece muito nos meus trabalhos. Eu precisei da minha fé para continuar numa profissão tão difícil, durante todos esses anos. E agora, justamente agora, eu acho isso muito culminante, fazer uma obra que fala da Fé nos palcos, vindo de uma pessoa como eu, que tem muita fé. Eu tenho Fé em Deus, eu tenho Fé no progresso, tenho fé no Teatro, isso tudo me deixa muito mais forte. A obra do Dias Gomes, certamente, coincide com a minha pessoa também. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-819x1024.jpg" alt="Diogo Vilela" class="wp-image-175627" style="width:270px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-819x1024.jpg 819w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-240x300.jpg 240w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-768x961.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-1228x1536.jpg 1228w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-150x188.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-300x375.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-696x871.jpg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-1068x1336.jpg 1068w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446-336x420.jpg 336w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Diogo-Vilela-foto-Victor-Hugo-CecattoIMG-20240228-WA0446.jpg 1279w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center"><strong>“O Pagador de Promessas” é uma obra dos anos 60, quanto do filme você trouxe para essa nova montagem?</strong><br>Diogo Vilela &#8211; Da peça original dos anos 60 foi feita um filme pelo fato dela ser uma peça episódica, ao tratar do cotidiano de uma pessoa que espera entrar com a cruz na igreja, então, através disso, Dias Gomes fez um roteiro maravilhoso dentro da própria peça, cumprindo um espaço tempo há espera desse homem, o Zé do Burro, para concluir a sua promessa. Isso gerou uma peça linda, que também foi adaptada para o cinema com facilidade e ganhou a Palma de Ouro, em 1962. Já no teatro, o tempo é preenchido pela direção que dá ao cotidiano dessa espera, dessa entrega da cruz do Zé do Burro, com agilidade e uma forma para que existisse o entorno dessa espera. </p>



<p class="has-text-align-center">“O Pagador de Promessas” é uma peça filme, com uma dramaturgia muito abrangente, no qual nós nos identificamos muito como brasileiros, eu acho. É uma obra brasileira dos anos 60 muito atual.</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Essa montagem é o resultado dos trabalhos desenvolvidos com a Cia Funarj de Teatro, Arte e Repertório, que tem curadoria sua, poderia falar sobre o seu processo de criação como curador? </strong></p>



<p class="has-text-align-center">Diogo Vilela &#8211; O Teatro de Arte Repertório Funarj é um legado da Funarj que eu consegui me envolver com eles, e deu certo. Nós nos envolvemos num projeto que seria um legado para o Rio de Janeiro voltado para a interpretação do teatro com professores gabaritados que trabalhariam na linguagem do autor escolhido. No caso de Dias Gomes, nós conseguimos destrinchar a obra “O Pagador de Promessas”, em conjunto. A minha curadoria foi idealizar tudo isso e trazer a linguagem da interpretação do teatro à tona, no cotidiano desses atores, através de um curso de dois meses, com bolsa, onde eles aprendem sobre o autor que será montado.</p>



<p><a href="https://rotacult.com.br/2024/03/diogo-vilela-volta-aos-palcos-em-o-pagador-de-promessas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>Dani Calabresa fala da experiencia de voltar aos musicais em “O Jovem Frankenstein”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alê Shcolnik]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Aug 2023 15:43:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Obra inspirada no clássico ‘Frankenstein’, escrito pela britânica Mary Shelley, foi publicada em 1818. Dani Calabresa volta aos palcos dos musicais em “O Jovem Frankenstein”. Na produção com ares de Broadway, a atriz trabalha pela primeira vez com Charles Möeller e o Claudio Botelho. O musical que conta a história do doutor Frederick Frankenstein, um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: center;">Obra inspirada no clássico ‘Frankenstein’, escrito pela britânica Mary Shelley, foi publicada em 1818.</h1>
<p style="text-align: center;">Dani Calabresa volta aos palcos dos musicais em “O Jovem Frankenstein”. Na produção com ares de Broadway, a atriz trabalha pela primeira vez com Charles Möeller e o Claudio Botelho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-166474 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2.jpg" alt="Dani Calabresa" width="251" height="377" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2.jpg 400w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2-200x300.jpg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2-280x420.jpg 280w" sizes="auto, (max-width: 251px) 100vw, 251px" />O musical que conta a história do doutor Frederick Frankenstein, um neurocirurgião que herda do avô um castelo na Transilvânia e resolve fazer uma experiência, ganha sua versão brasileira aos olhos dos diretores Charles Möeller &amp; Claudio Botelho.</p>
<p style="text-align: center;">O filme<em> O Jovem Frankenstein </em>(1974) foi lançado nos cinemas há quase cinco décadas. Considerado um clássico da comédia, cuja obra influenciou algumas gerações de artistas, ajudou a moldar o humor até os dias de hoje em todo o mundo.</p>
<p style="text-align: center;"> Conversamos com a atriz e comediante Dani Calabresa, em cartaz no musical, no papel de Elizabeth Benning, noiva do doutor Frankenstein. Confira abaixo a entrevista.</p>
<p style="text-align: center;"><b> “O Jovem Frankenstein” é seu primeiro musical, como foi o convite para fazer parte do espetáculo? </b><br />
<strong>Dani Calabresa &#8211; </strong>Eu sou apaixonada por musicais, fazer era um sonho!<br />
Na verdade eu já tinha feito musicais, em 2005, eu fui fazer curso de interpretação musical na Casa de Artes Operaria e eu tive a sorte de ter aula com Andressa Mazzei, que é uma atriz maravilhosa, que arrasa em vários musicais. Ela foi uma madrinha pra mim! Ela viu que eu já sabia atuar e que se eu fizesse algumas aulas de canto dava para me preparar para teste e foi o que ela fez. Graças a ela eu fiz três musicais muitos legais, &#8220;Cantarolando&#8221;, &#8220;Romeu e Julieta – um musical brasileiro&#8221; e &#8220;Caiu do Céu&#8221;, do diretor Fred Reder. Então, graças a eles, eu realizei esse sonho, mas depois eu não fiz mais musicais pois comecei a fazer show de humor, stand-up, e ai o sonho ficou para trás.</p>
<p style="text-align: center;">Voltar aos palcos em um musical dessa grandeza, tem, certamente, sido uma experiência maravilhosa, transformadora e muito emocionante. É o sonho de qualquer comediante!</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-166473 alignright" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Dani-Calabresa.jpg" alt="Dani Calabresa" width="280" height="420" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Dani-Calabresa.jpg 400w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Dani-Calabresa-200x300.jpg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/Dani-Calabresa-280x420.jpg 280w" sizes="auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px" /><a href="https://rotacult.com.br/2023/06/o-jovem-frankenstein-ganha-montagem-brasileira-criada-por-charles-moeller-claudio-botelho/"> “O Jovem Frankenstein”</a> é a minha estreia num super musical da Broadway e como faz muito tempo que não faço musicais é como se fosse uma estreia. Além de ser a primeira vez que eu trabalho com o Charles Muller e o Claudio Botelho, dois diretores, incrivelmente, geniais. Eles estão num lugar muito especial no meu coração. Estou muito feliz de trabalhar com eles! São pessoas que inspiram a gente!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>A gente acompanhou um pouco dos ensaios pelo o que você mostrava nos seus Stories. Parece que a sintonia e descontração tomou conta, né. Em algum momento, você precisou deixar seu lado comediante de lado para encarar esse novo desafio? </strong><br />
<strong>Dani Calabresa &#8211;</strong> Graça à Deus não! &#8230; (risos), Eu consigo fazer drama e gosto, mas eu amo fazer comedia, então, por isso que eu falo, Graça à Deus eu não precisei deixar esse lado cômico porque é um prazer para mim. Aliás, a comedia é o principal elemento desse musical, criado pelo Mel Brooks, que é um gênio da comedia.</p>
<p style="text-align: center;">Todo mundo tá muito engraçado! Temos um elenco dos sonhos! É realmente um dream team! O Marcelo Serrado é muito engraçado e canta super bem. Eu acho que as pessoas vão amar assistir ele no teatro. Fernando Caruso é um comediante genial, Totia é uma deusa, uma musa do teatro musical, ela faz qualquer papel. Ela se entrega com tanta energia! Hamilton Dias, que o é monstro, super talentoso e versátil. E a Malu Rodrigues, maravilhosa, talentosa, Bel Kutner, enfim, todo o elenco tem um timing bom para comedia.<br />
Eu poderia ficar falando sobre esse assunto por horas. O maior desafio foi, certamente, encarar a rotina de musical.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Aliás, como foi o processo de construção da sua personagem? Você assistiu ao filme quantas vezes?</strong><br />
<strong>Dani Calabresa &#8211;</strong> Eu vi o filme faz tempo e já tinha achado engraçado, ai eu assisti mais uma vez, assim que o Claudio me chamou. Quando o Claudio me convidou, eu fiquei desesperada, acelerada, meu coração estava explodindo, querendo dizer sim logo, mas meu cérebro falava ”Calma, cantar é difícil, tem que ter fôlego, &#8230;, tem que se comprometer &#8230;”,  é uma dedicação diferente, e tudo que eu faço eu quero fazer bem, eu não faço nada 80%, faço 120%. Precisei pensar um tempinho para aceitar, mas eu não estudei tanto o filme, a preocupação era me entregar de corpo e alma, eu me cobro bastante, eu sou meu controle de qualidade. Perfeccionista até demais.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Você precisou fazer trabalho de voz? </strong><br />
<strong>Dani Calabresa &#8211;</strong> Fui apresentada ao Gilberto Chaves, que um fonoaudiólogo e preparador vocal maravilhoso, ele transformou a minha vida. Ele me fez gostar de fazer aulas de canto e gostar da minha voz. Além de como não perder a saúde da voz diante de uma rotina louca como a minha.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-166474" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2.jpg" alt="Dani Calabresa" width="218" height="327" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2.jpg 400w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2-200x300.jpg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2023/08/rsz_dani-monstro-2frank_v2-280x420.jpg 280w" sizes="auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px" />Eu confesso que amei o musical, suas tiradas são ótimas. Rolou um improviso? Ou tudo foi alinhado junto aos diretores?</strong><br />
<strong>Dani Calabresa &#8211;</strong> Que bom que você gostou, fico feliz! Sim, rolou improviso, tem muitos cacos. A gente vai testando nos ensaios. E quando todo mundo ri, a gente cristaliza o caco. Aliás, tem improviso que quase toda sessão a gente arrisca algum comentário, alguma piadinha, até para ver se um consegue fazer o outro rir. Eu tive um ataque de riso depois que o Serrado teve um desses momentos.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Podemos esperar por você em novos musicais? Quem sabe um produção brasileira sobre a Disney?</strong><br />
<strong>Dani Calabresa &#8211;</strong> Ah, eu desmaio! Essa é a minha resposta para essa pergunta, eu desmaio! Com a palavra Disney, eu quase já aceito sem cachê. E sim, podem esperar, é uma paixão que eu tenho que eu tô vendo que consigo realizar. E eu quero fazer mais com certeza.</p>
<p><a href="https://rotacult.com.br/2023/06/o-jovem-frankenstein-ganha-montagem-brasileira-criada-por-charles-moeller-claudio-botelho/">Saiba mais sobre a peça!</a></p>
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		<title>Carina Haller: conheça a atriz brasileira que ganhou papel no filme que conta a história dos Bee Gees</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tatiane Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 17:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Carina Haller saiu do Brasil aos 10 anos de idade para morar com seus pais em Zurique, na Suíça. É neta de uma pernambucana, aliás, logo no início da entrevista, ela pede desculpas pelo sotaque “há muitos anos não moro no Brasil”, diz entusiasmada. Com 15 anos de carreira, ela mudou-se para os Estados Unidos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_142643" aria-describedby="caption-attachment-142643" style="width: 221px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-142643" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-Haller.jpeg" alt="Carina Haller" width="221" height="332" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-Haller.jpeg 853w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-Haller-200x300.jpeg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-Haller-682x1024.jpeg 682w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-Haller-768x1152.jpeg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-Haller-696x1044.jpeg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-Haller-280x420.jpeg 280w" sizes="auto, (max-width: 221px) 100vw, 221px" /><figcaption id="caption-attachment-142643" class="wp-caption-text">Foto: Priscila Nicheli / Divulgação</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: center;">Carina Haller saiu do Brasil aos 10 anos de idade para morar com seus pais em Zurique, na Suíça. É neta de uma pernambucana, aliás, logo no início da entrevista, ela pede desculpas pelo sotaque “há muitos anos não moro no Brasil”, diz entusiasmada.</p>
<p style="text-align: center;">Com 15 anos de carreira, ela mudou-se para os Estados Unidos com apenas 19 anos de idade para estudar na CalArts e, desde então, muitos foram os trabalhos realizados no teatro, mas agora ela se aproxima do cinema.</p>
<p style="text-align: center;">Somente no Brasil, ela atuou na série “(Des)Encontros” e no longa-metragem <em>O Faixa-Preta,</em> filme que apresenta a vida dentro e fora dos tatame, de Fernando Tererê, pentacampeão de Jiu-Jitsu, onde a atriz viveu uma aeromoça.</p>
<p style="text-align: center;">Recentemente, Carina foi chamada para atuar na cinebiografia do Bee Gees, com direção de Kenneth Branagh, aliás, o filme ainda está sem data de estreia no Brasil.   Em um bate-papo animado, Carina Haller fala da carreira e da personagem que ela vai interpretar em um dos filmes mais aguardados da música.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Quais aspectos de cada país você costuma carregar com você? De que forma, interagir por culturas tão diversas te ajuda a ser desenvolver melhor enquanto artista?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Carina Haller &#8211;</strong> A minha família sempre foi muito brasileira em casa. É gostoso ter as duas partes das culturas. O brasileiro não tem medo de dizer como se sente, mas na Europa não é bem assim, as pessoas na Suíça são bem mais reservadas, bem mais formais. Aliás, posso dizer, certamente, que o meio termo, eu só encontrei nos Estados Unidos, mas essa riqueza de humanidade que é tão característica do brasileiro é fundamental no meu trabalho e a formalidade sueca sempre me ajudou muito no teatro.</p>
<p style="text-align: center;">Cada cultura exige um aspecto de você, e isso meio que já é atuar. Cada vez, que eu desço num aeroporto, eu meio que troco de identidade por mais estranho que isso possa parecer.</p>
<p><figure id="attachment_142645" aria-describedby="caption-attachment-142645" style="width: 238px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-142645" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina.jpeg" alt="Carina Haller" width="238" height="357" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina.jpeg 853w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-200x300.jpeg 200w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-682x1024.jpeg 682w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-768x1152.jpeg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-696x1044.jpeg 696w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Carina-280x420.jpeg 280w" sizes="auto, (max-width: 238px) 100vw, 238px" /><figcaption id="caption-attachment-142645" class="wp-caption-text">Foto: Priscila Nicheli</figcaption></figure></p>
<p style="text-align: center;"><strong> Você tem 14 anos de carreira no teatro, mas agora irá fazer parte do elenco da cinebiografia do Bee Gees, pode nos contar sobre sua rotina de estudos. Como tem sido a sua preparação para viver a personagem no filme?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Carina Haller &#8211;</strong> É uma história bastante carregada. Ninguém sabe o que exatamente o que se passou com os Bee Gees, então, é uma responsabilidade contar uma história assim. Os fatos importam. Houve muito diálogo entre os produtores e a família, eles cederam os direitos autorais para a Paramount que é quem está por trás.</p>
<p style="text-align: center;">Neste momento, estou focada em estudar a personagem, surpreendentemente, descobri coisas interessantíssimas sobre como eles lidavam com a fama, o dinheiro, com o fato de serem irmãos e trabalharem juntos. É uma relação sempre complicada, trabalhar em família, ao mesmo tempo em que existe muito amor, há também uma áurea de competição e comparação. E isso está bem explorado no filme!</p>
<p style="text-align: center;">As gravações serão em Londres e depois, acredito, que em Los Angeles também. Tenho tido muitas conversas com o produtor e diretor, visto todos os documentários, estudado o script e lido as letras das músicas como texto mesmo, elas dizem muito sobre eles.</p>
<p style="text-align: center;"><b> </b><strong>Quais são as suas expectativas quanto ao filme?</strong><br />
<strong>Carina Haller &#8211; </strong>Com certeza, este filme será indicado ao Oscar! E isso se relaciona com meu maior sonho que é representar o Brasil na premiação. Eu sei que o país já esteve na premiação, mas eu gostaria muito como atriz de poder fazer isso. Não sei se vamos levar desta vez, mas a minha meta pessoal, o meu sonho é esse.</p>
<p style="text-align: center;">Vai ser importantíssimo para a minha carreira estar na cinebiografia dos Bee Gees, pois tem um nível de produção absurda, além de falar sobre um grupo que surgiu no mesmo momento em que os Beatles em um mundo que passava por grandes transformações sociais.</p>
<p style="text-align: center;">O produtor é o Graham King, o mesmo de<em> Bohemian Rhapsody</em> (2018). Acho que esta cinebiografia é um filme que muito bem representado, acho que podemos esperar um filme no mesmo patamar, além disso, a música tem essa potência, ela vibra, conecta e engaja bastante.</p>
<p style="text-align: center;"><b>Aliás,  você tem algum álbum favorito do Bee Gees ?</b><br />
<strong>Carina Haller &#8211;</strong> Sem dúvidas, é o “Satuday Night Fever” de 1977. Só tem canções clássicas, universais, eternas e que nunca perderão seu valor. Eles ganharam muitos prêmios com esse disco.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Sobre sua participação em <em>Faixa-Preta</em> o que tem a dizer?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Carina Haller &#8211; </strong>Eu estou numa fase de completa paixão pelo cinema. E, isso se refletiu neste filme. Eu adorei fazer <em>Faixa-Preta</em>, o gravei tem mais ou menos um mês. É um filme que está em finalização e vai estrear no Brasil no início do ano que vem. Eu faço uma americana no filme, e disseram que foi a cena mais importante do filme, aliás, é mais uma biografia e, infelizmente, a cena que eu fiz tem a ver com a parte em que o Fernando Tererê foi condenado como terrorista nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;">Eu faço uma comissária de bordo no filme, o que acontece no filme é o que o leva para prisão, em um momento que de esquizofrenia do lutador. Foi uma cena muito difícil, mas muito bem dirigida. Espero que vocês gostem e assistam.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Como que é para você atuar no teatro e no cinema?</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Carina Haller &#8211;</strong> As diferenças entre teatro e cinema são, literalmente, a razão que me fizeram demorar tanto tempo para fazer cinema. Tenho 14 anos de carreira, dez anos vividos intensamente no teatro. No teatro, o ator está no comando, existe uma espontaneidade, já no cinema, eu acho que a técnica se sobrepõe à atuação.</p>
<p style="text-align: center;">Eu confesso que tinha certo preconceito com o cinema, mas sempre desejei fazer um filme com algum conteúdo, com uma veia mais artística, que tivesse um sentido, menos comercial. E isso meio que acontece agora! Eu achava que o cinema não era pra mim, mas hoje em dia, eu acho que consegui aprender e encorpar tudo que aprendi no teatro, dentro da atuação cinematográfica.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Para terminar, você estudou artes na CalArts, escola co-fundada pela Disney. Qual mensagem você deixa para quem quer fazer da arte a sua vida? </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Carina Haller &#8211;</strong> A Cal Arts me ensinou a entender que parte do processo de ator é sobre autogestão. O quanto que a arte depende de mim mesma e de como posso fazer o máximo que eu puder. Ficar parado não é uma boa opção, mesmo que seja uma coisa pequena, faça! E outra coisa: ler. Ler é fundamental. Nem sempre será possível interpretar um personagem que seja conhecido, por isso, ser abrangente é importante. E lembrem-se sempre de que não é fácil. Os altos e baixos existem, eles fazem parte da jornada.</p>
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