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	<title>Arquivos Caio Blat - Rota Cult</title>
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	<description>Aqui você encontra dicas culturais na cidade do Rio de Janeiro!</description>
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	<title>Arquivos Caio Blat - Rota Cult</title>
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		<title>Os Irmãos Karamázov: Dostoiévski passa por um filtro pop</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2025 18:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Documentarista sem câmera, responsável pela película sem sal de prata de uma época no qual um império olhou(-se) para o precipício, Fiódor Dostoiévski (1821-1881) virou peça. Ganhou uma engenharia jogralesca em que atrizes e atores fazem da fricção uma forma de acender uma centelha contemporânea numa fogueira moderna. &#8220;Os Irmãos Karamázov&#8221;, o tal espetáculo, muito [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Documentarista sem câmera, responsável pela película sem sal de prata de uma época no qual um império olhou(-se) para o precipício, Fiódor Dostoiévski (1821-1881) virou peça. Ganhou uma engenharia jogralesca em que atrizes e atores fazem da fricção uma forma de acender uma centelha contemporânea numa fogueira moderna. &#8220;Os Irmãos Karamázov&#8221;, o tal espetáculo, muito crocante, começa numa ladainha e se abre a autopsias em corpo vivo não da História (como faz o livro homônimo de onde brota), mas de gente(s). <br><br>Não cabe falar no pleito pós-moderno ao analisar o que se vê, pois essa rotulação soa como etiqueta <em>noventista</em>, como rótulo dos paradigmas de simulacro em voga nos anos de 1990. Hoje se fala em fluidez e o que Marina Vianna e Caio Blat trazem para a direção é líquido, atento ao evangelho das concepções fluidas do presente. <br><br>Aliás, sua maior destreza (e o espetáculo tem muitas, a começar do esplendor no desenho de luz de Sarah Salgado e Gustavo Hadba) é portar a voz de sua época, retratar o hoje. Como teatro é (sempre) proveta, pela essência que essa arte tem de ser instantânea (e conseguir, ainda assim, ser perpétua em sua momentaneidade), o que se extrai da ciranda multimídia executada é uma investigação daquilo que a sociedade ocidental (do agora) fez da ideia de ruína, de onipotência e de desamparo. O século XIX de Dostoiévski vira Mate Leão na montagem. Os rearranjos de uma Europa entre unificações e revoluções é passado num filtro Pop. O resultado é, certamente, refrescante e nada esquecível. <br><br>Houve uma maleabilidade das artes cênicas com Dostoiévski que o cinema não soube ter, à exceção do belíssimo filme brasileiro &#8220;Nina&#8221; (2004), de Heitor Dhalia, que deriva de &#8220;Crime e Castigo&#8221;. Ali, mascava-se uma massa sólida (sobre o ranço de culpa e de perdão que baliza as culturas do Velho Mundo, da Eurásia e de um Brasil colonial) qual um chiclete Bubbaloo com recheio de desilusão. Marina e Blat fazem a mesma coisa, só que de forma mais dionisíaca. <br><br>O clã Karmázov dela e dele é mais iluminado. Reflete a polifonia vaga e gaga dos dias atuais, ou seja, a palavra se esgarça, num puxa-estica-solta-e-enrola que relativiza o que lhe é absoluto.   <br>Na telona isso jamais aconteceu, ainda que Dostoiévski tenha contado com o olhar de um titã, Luchino Visconti, ganhando dele um filme definitivo: o &#8220;Noites Brancas&#8221; de 1957. <br><br>Nos tempos em que o Estado socialista assumiu o cinema como a mais potente engenhoca de propaganda do século XX, &#8220;Os Irmãos Karamázov&#8221; fizeram parte essencial do repertório fílmico da União Soviética numa fase já outonal de sua produção audiovisual épica a partir de uma adaptação dirigida por Ivan Pyryev, em parceria com Kirill Lavrov e Mikhail Ulyanov, em 1969. </p>



<p class="has-text-align-center">O sucesso de bilheteria em terras eslavas, somada a uma indicação ao Oscar em 1970, permitiu que o longa-metragem passasse pelas franjas da Cortina de Ferro de um mundo polarizado pela Guerra Fria. No entanto, esse mastodonte (com três horas e 52 minutos) não preservou seu relevo na memória daquela filmografia associada à Revolução de Outubro, empalidecendo no tempo, sobretudo diante de conterrâneos como &#8220;Quando Voam As Cegonhas&#8221; (Palma de Ouro de 1958) ou &#8220;Andrei Rublev&#8221; (1966).<br><br>Melhor sorte teve uma versão lançada por Richard Brooks, um americano da Filadélfia, em 1958, graças à escalação de Yul Brynner (o curió de &#8220;O Rei e Eu&#8221;) e de um William Shatner (o Capitão Kirk) ainda num período de galeto a belo canto, antes de assumir os controles da nave Enterprise. Mesmo popular, essa adaptação hollywoodiana nunca chegou a dar à prosa de Dostoiévski uma tradução cinematográfica à altura do que sua escrita produziu para a consolidação da Modernidade. <br><br>O legado dele vai além da retidão do verbo na descrição da perplexidade humana. Sua herança mais valiosa é a postulação da tolerância como acordo moral para viabilizar a sobrevivência. É desse postulado que parte a montagem dos Karmázov em cartaz na Arena do Sesc Copacabana até 25 de janeiro. Blat assina a dramaturgia com Manoel Candeias. Tira dela uma frase que lhe (e nos) serve de astrolábio (para a vida): &#8220;Não sei o que eu faria com quem inventou essa história de Deus&#8221;.<br><br>Blindados em figurinos alvíssimos de Isabela Capeto (também responsável pela direção arte), o elenco de 13 artistas parte para cena para entender o que vai ser do nosso futuro sem lastros e sem o Rivotril da fé. O que será do mundo quando se instaurar a certeza de que &#8220;livre arbítrio&#8221; deixou de ser um patrimônio épico da Humanidade com a hipótese da Morte (ou inexistência) do Divino, do Absoluto? É Dostoiévski quem faz a pergunta. Em seu romance sobre fraternidade (ou a falta dela), o escritor desafia sua Rússia a viver sem o colete salva-vidas da existência do Senhor. Se Deus não é por nós, quem será? Fiódor Pavlovitch Karamázov, personagem interpretado com esplendor por Babu Santana na peça de Marina e Blat #squn <em>(só que não)</em>.</p>



<p class="has-text-align-center">Na canhestra soberba de coronel que tem, esculpida com arrogância por Babu, o patriarca dos Karamázov é o signo de um viver que a população russa desaprendeu a ter quando Lênin chegou. Antes do Outubro de 1917 (data do supracitado levante revolucionário leninista), ele era o retrato de uma mesquinharia crônica. Era um sovina orgulhoso dos tostões em sua algibeira, tratando os filhos (Dmitri, Ivan e Aliêksei), os manos do título, como fardos que dispensa carregar. A aridez com que os trata piora quando embarca numa espiral de paixão cega por Gruchénka. A personagem carrega a flama tempestuosa da transição de séculos, flertando com o empoderamento dos modernos.&nbsp;<br><br>Gruchénka simboliza contornos de ruptura com a objetificação na montagem de Marina e de Blat, que assegura às atrizes Luisa Arraes e Sol Miranda sucessivas apoteoses. Delas recebemos uma ligeireza que atualiza um debate urgente contra submissões, livrando Dostoiévski de um verniz historicista de solenidade.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">A cada corrida pelas escadas da Arena do Espaço Sesc vem uma lufada de incerteza, questionando instituições (a família, sobretudo) há muito enferrujadas. Quando baixa Eurythmics em cena aí o pagode russo baixa em&nbsp;<em>Copa</em>&nbsp;de vez, fazendo reinar a irreverência de uma encenação inquieta, viva. &nbsp;</p>



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		<title>&#8220;Os Irmãos Karamázov&#8221;, clássico da literatura mundial, chega aos palcos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 12:14:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Adulto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma família desestruturada atravessada por paixões, disputas financeiras, dilemas existenciais e um pai perverso, esta poderia ser a trama de uma nova série ou filme, mas foi eternizada no romance &#8220;Os Irmãos Karamázov&#8220;, publicado em 1880 por Fiódor Dostoiévski. Com adaptação de Caio Blat e Manoel Candeias, o livro, que foi considerado por Freud obra-prima da [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center">Uma família desestruturada atravessada por paixões, disputas financeiras, dilemas existenciais e um pai perverso, esta poderia ser a trama de uma nova série ou filme, mas foi eternizada no romance &#8220;<em>Os Irmãos Karamázov</em>&#8220;, publicado em 1880 por Fiódor Dostoiévski. Com adaptação de Caio Blat e Manoel Candeias, o livro, que foi considerado por Freud obra-prima da humanidade, estreia no Sesc Copacabana.  </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="825" height="550" src="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Os-Irmaos-Karamazov.jpg" alt="Os Irmãos Karamázov" class="wp-image-185142" style="width:552px;height:auto" srcset="https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Os-Irmaos-Karamazov.jpg 825w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Os-Irmaos-Karamazov-300x200.jpg 300w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Os-Irmaos-Karamazov-768x512.jpg 768w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Os-Irmaos-Karamazov-630x420.jpg 630w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Os-Irmaos-Karamazov-150x100.jpg 150w, https://rotacult.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Os-Irmaos-Karamazov-696x464.jpg 696w" sizes="(max-width: 825px) 100vw, 825px" /></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center">Dirigida por Marina Vianna e Caio Blat, a montagem traz diálogos ágeis, cenas intensas e um elenco diverso. &#8220;<em>Sabíamos de cara que não seria possível dar conta do romance inteir</em>o, então o primeiro desafio foi, certamente, entender o que é essencial dessas mil páginas pra gente conhecer a trama e os personagens&#8221;, conta Caio.<em> </em>&#8220;Aliás, a nossa adaptação fez uma opção radical de seguir só os três dias em que a tragédia se desenvolve. A gente acreditou que a partir da urgência e da loucura dos personagens nesses três dias, é possível conhecer a personalidade de cada um. A partir daí, o desafio foi sintetizar numa peça rápida, vertical e vertiginosa os principais temas, e revelar a alma de cada um dos personagens&#8221;,<em> </em>completa.</p>



<p class="has-text-align-center">O elenco é formado por Babu Santana, Luisa Arraes, Sol Miranda, Nina Tomsic, Pedro Henrique Muller, Lucas Oranmian, além dos diretores Caio e Marina, que também atuam. Na encenação, a escolha do elenco não se ateve ao gênero dos artistas em relação aos personagens descritos. &#8220;<em>Dostoiévski é, se não o maior, um dos maiores autores sobre a alma humana. São questões que não poderiam ser restritas a um gênero. Então a gente quis borrar essas fronteiras, mas as mulheres não estão interpretando homens, e os homens não estão interpretando mulheres . Aqui são atores e atrizes, apenas fazendo seres humanos. O que prevalece sobre um personagem não é se ele é homem ou mulher, mas sim o que ele está buscando, qual é sua ânsia, qual é sua fúria.  São questões de cada ser humano&#8221;, </em>explica a atriz Luisa Arraes.</p>



<p class="has-text-align-center">Ambientado na Rússia pré-revolucionária, o espetáculo traz para o palco temas atemporais como culpa, justiça, autoritarismo e a busca por libertação de figuras opressoras, simbolizada no desejo dos filhos de destruir o pai corrupto. O espetáculo explora essas questões com linguagem acessível e popular, aproximando-se dos temas que assolam a sociedade brasileira. &#8220;<em>Todos os aspectos sociais da Rússia czarista que estão no texto – o abismo social, o patriarcado, o autoritarismo, a religião decadente que explora e ilude o povo – podem ser perfeitamente compreendidos pelo brasileiro hoje. A gente não precisou fazer nenhuma transposição, nem nenhuma grande pesquisa sobre a Rússia czarista, todos os símbolos que estão na peça são facilmente reconhecidos por qualquer plateia&#8221;</em>, observa Caio Blat.</p>



<p class="has-text-align-center">Além do elenco, estarão em cena os músicos Arthur Braganti (também diretor musical do espetáculo) e Thiago Rabello; as artistas intérpretes de libras Juliete Viana e Maria Luiza Aquino; e Sofia Badim, assistente de direção que também apoia o elenco, compondo um grupo heterogêneo de 13 atores que se revezam para contar essa história, ora em coro, ora individualmente, com seus corpos e funções diversos. </p>



<p class="has-text-align-center">A adaptação de &#8220;<em>Os Irmãos Karamázov</em>&#8221; é fruto de dez anos de estudo de Caio Blat e Manoel Candeias sobre a obra de Dostoiévski e o romance, além de quatro meses de um intenso processo criativo, com o elenco e o grupo de artistas envolvidos para a realização do espetáculo. Isabela Capeto assina a direção de arte e o figurino; Amália Lima, a direção de movimento; Arthur Braganti, a direção musical e trilha sonora original; Gustavo Hadba e Sarah Salgado, o desenho de luz; Moa Batsow, a cenografia; Raissa Couto, a acessibilidade criativa; com a direção de produção de Maria Duarte.</p>



<p class="has-text-align-center">Embora hoje seja considerado erudito, Dostoiévski foi um escritor popular e acessível. O romance &#8220;Os Irmãos Karamazov&#8221; foi publicado originalmente como folhetim, uma novela em capítulos no jornal. Agora, a montagem pretende popularizar o escritor e a sua obra no Brasil. </p>



<p class="has-text-align-center">Segundo Maria Duarte, para se produzir um espetáculo para o grande público, além da proposta artística da encenação, é preciso pensar na acessibilidade de fato. &#8220;É isto o que me move nesse projeto desde o primeiro dia: realizar um espetáculo realmente acessível. Isso implica olhar para a acessibilidade não como uma contrapartida, um problema a ser resolvido, um recurso a ser inserido depois da criação. E sim uma lente a mais para os criadores, que inspira e amplia possibilidades. Essa foi a minha proposta para a direção e toda a equipe envolvida. Para &#8220;<em>Os Irmãos Karamázov</em>&#8220;, quis trazer intérpretes atrizes para a cena com o elenco, e não tradutores de Libras numa lateral do palco. E o que parecia no início um problema, abriu uma explosão de ideias nesse processo, emocionante de ver&#8221;<em>, </em>completa a diretora de produção<em>.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><strong>Serviço</strong>: Temporada: Até 25 de janeiro / de quarta a domingo / Horário: 20h Local: Arena do Sesc Copacabana (Rua Domingos Ferreira, 160) / Classificação indicativa: 16 anos </p>
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		<title>Grande Sertão: Veredas ganha nova versão para o cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rota Cult]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 12:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
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		<category><![CDATA[Grande Sertão: Veredas]]></category>
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<p class="has-text-align-center">Uma novíssima adaptação do clássico da literatura brasileira &#8220;Grande Sertão: Veredas&#8221;, de Guimarães Rosa, o filme &#8220;O Diabo na Rua no Meio do Redemunho&#8221;, com direção de Bia Lessa, estrelado por Caio Blat (Riobaldo) e Luiza Lemmertz (Diadorim), terá um lançamento diferenciado nos cinemas a partir do dia 15 de agosto.</p>



<p class="has-text-align-center">Com distribuição da Filmes do Estação, dentro do projeto Mãos à Obra, que é apresentado pelo Instituto Cultural Vale através da Lei Federal de incentivo à Cultura. O título do longa-metragem é uma das frases mais famosas do livro, que narra a trajetória do jagunço Riobaldo, enfrentando seus demônios em guerras pelo Sertão mineiro. A produção do longa foi realizada pela produtora 2+3 Produções, em coprodução com a Globo Filmes, Canal Brasil, RioFilme, 2+2 Comunicações e em associação com: Quanta, Effects Film e O Grivo. O lançamento do filme se desdobrará no projeto Mãos à Obra, nas cidades – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, São Luis, Fortaleza, Salvador e Porto Alegre -, onde serão promovidos encontros com a diretora e o elenco e serão desenvolvidas diversas atividades em torno do universo de criação do filme &#8220;O Diabo na Rua no Meio do Redemunho&#8221;. O projeto consiste em apresentação do <em>making of</em> da peça dirigida por Bia Lessa, do documentário premiado &#8220;Onde Nascem as Ideias&#8221;, de Carolina Sá e da projeção do filme &#8220;O Diabo na Rua no Meio do Redemunho&#8221;, em teatros, cinemas ou espaços educacionais, além de palestras, debates e oficinas sobre o tema. As palestras abordarão diferentes aspectos da obra de Guimarães Rosa, como sua linguagem, temáticas, além de explorar o processo criativo de Bia Lessa. As oficinas, por sua vez, oferecerão oportunidades de aprendizado e experimentação para os participantes. Os debates, as palestras, as oficinas e exibições do <em>making of</em> e do documentário serão gratuitas.</p>



<p class="has-text-align-center">O filme fez sua estreia mundial no Festival do Rio 2024 e em seguida participou de diversos festivais nacionais e internacionais como a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2023, a 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, XV Festival Internacional de Cinema da Fronteira, o Festival du Cinéma Brésilien de Paris, a Mostra Cinebrasil Berlim e o Panorama Brasileiro do Cine en El Kirchner e exibição na Universidade de Yale.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O Diabo na Rua no Meio do Redemunho&#8221; é o resultado de um longo trabalho de Lessa com a literatura de Guimarães Rosa. Bia Lessa diz: &#8220;Este filme vem do desejo de dialogar com a linguagem cinematográfica da mesma forma que Guimarães estabeleceu um diálogo com a língua portuguesa escrita e oral.&#8221; Primeiro, ela fez uma exposição no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, com textos do autor. Depois, transformou o livro em peça de teatro, com a parceria do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, em montagem de enorme sucesso de público e de crítica, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio, no SESC, em São Paulo e em várias capitais brasileiras. E, durante a pandemia, entre 2020 e 2022, retrabalhou as histórias de Riobaldo, desta vez para o cinema, com os mesmos atores da peça. O elenco reúne Caio Blat, Luiza Lemmertz, Luisa Arraes, Leonardo Miggiorin, Clara Lessa, José Maria Rodrigues, Lucas Oranmian, Daniel Passi, Elias de Castro e Balbino de Paula.</p>



<p class="has-text-align-center">Na tela do cinema, os atores transitam por um espaço sem referências geográficas nem fronteiras. Se no teatro os personagens estavam aprisionados numa jaula construída por Paulo Mendes da Rocha e Camila Toledo, na tela do cinema eles perambulam num vazio acinzentado, atordoados entre o delírio, a memória, a fúria e a paixão. São personagens de um sertão onde a ferocidade das emoções é o que há de concreto diante do trágico da vida intensamente vivida. O sertão imaginário de Lessa, como o de Guimarães Rosa, expõe as encruzilhadas da tragédia na representação do mundo como lugar de dúvidas dilacerantes. Neste sertão nebuloso, o próprio cinema, como suporte para apreensão da realidade, é posto em questão por uma metafísica que desafia os limites da linguagem.</p>



<p class="has-text-align-center">&#8220;O Diabo Na Rua no Meio do Redemunho&#8221; é a quarta incursão pelo audiovisual de Bia Lessa, depois dos longas-metragens &#8220;Crede-mi&#8221; (de 1996, dirigido em parceria com Dany Roland), de &#8220;Então Morri&#8221; (de 2016, outra parceria com Dany Roland) e de uma série audiovisual, a trilogia &#8220;Cartas Ao Mundo&#8221; (pesquisa autoral de Bia em torno da linguagem cinematográfica de Glauber Rocha). Lessa é uma artista multimídia com uma extensa produção e já trabalhou com teatro, ópera, exposições, shows, desfiles de moda, videoarte, instalações, além de performances e trabalhos de curadoria para museus e bienais. Atualmente, prepara o Pavilhão do Brasil para a expo 2025 em Osaka.</p>



<p></p>



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<div class="youtube-embed" data-video_id="5_NejLPa7Us"><iframe title="O DIABO NA RUA NO MEIO DO REDEMUNHO | TRAILER OFICIAL" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/5_NejLPa7Us?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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