Sinopse: Karamakate, outrora um poderoso xamã da Amazônia, é o último sobrevivente de seu povo, e agora vive em isolamento voluntário nas profundezas da selva. Os anos de solidão absoluta o tornam vazio, privado de emoções e memórias. Sua vida sofre uma reviravolta quando chega ao seu esconderijo remoto Evan, um etnobotânico americano em busca da Yakruna, uma poderosa planta capaz de ensinar a sonhar. O xamã decide acompanhar o estrangeiro em sua busca, e juntos embarcam em uma viagem ao coração da selva, onde passado, presente e futuro se confundem, fazendo-o aos poucos recuperar suas memórias. Essas lembranças trazem uma dor profunda que não libertará Karamakate até que ele transmita o conhecimento ancestral que antes parecia destinado a perder-se para sempre.

Filmar na floresta amazônica é muitas vezes sinônimo de grande dificuldade, o que foi o caso em O ABRAÇO DA SERPENTE. O diretor Ciro Guerra admite que ele quase desistiu das filmagens de tantos problemas que teve que enfrentar: “Assim que terminamos a primeira semana de filmagens, fiquei extremamente preocupado coma quantidade de problemas que tivemos que enfrentar, o cronograma de filmagens era muito apertado e ficou claro que nós nunca conseguiríamos terminar esse filme. Tínhamos sido muito ambiciosos e os deuses da floresta estavam nos punindo por isso. Com isso em mente, como um capitão que é o primeiro a descobrir que seu navio está afundando, sentei-me, confortavelmente e me preparei para enfrentar o naufrágio inevitável. Mas acabei por testemunhar um milagre. “

O filme nasceu da curiosidade de Ciro Guerra pela Amazônia colombiana, um vasto e misterioso lugar que representa metade da superfície do país. Apesar de ser colombiano, o cineasta não conhecia este lugar selvagem como muitos de seus compatriotas: “No geral, a Colômbia não se interessa por esse saber nem por essa forma de conhecer o mundo. É uma parte do nosso país que é subestimado mas que, pelo que eu pude conhecer, me parece fundamental. Quando começamos a estudar essa região e a desenvolver as pesquisas é inevitável nos depararmos com o olhar estrangeiro, de membros de expedições e viajantes, quase sempre Norte Americanos ou Europeus que nos dão informações sobre o nosso próprio mundo, nosso próprio país. Então eu tive a ideia de contar uma história através do prisma desse encontro, mas a partir de uma perspectiva em que o personagem principal não é um homem branco, como de costume, mas um indígena, um aborígene.”

O filme foi selecionado pela Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes 2015 e recentemente o longa ganhou o prêmio “Science in Film” no Festival de Sundance 2016. O Filme concorre ao Oscar 2016 na categoria melhor filme estrangeiro.

Serviço:

Sessão Especial Abraço da Serpente + bate papo com o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro
Data: Sábado, 27 de fevereiro, às 10h
Local:Estação NET Botafogo 1
ingressos: R$26,00 (inteira) R$13,00
Informações: grupoestacao.com.br

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here