Mostra reúne pinturas, esculturas, desenhos, objetos, performances, instalações, vídeos, bordados e diagramas de artistas de diversas gerações
Obras de dez artistas contemporâneos estarão reunidas na coletiva Nós, em cartaz na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, de 31 de março a 8 de maio. Com concepção e curadoria de Fernanda Pequeno, a mostra discute as relações de afeto por meio de 20 trabalhos, entre desenhos, objetos, performances, instalações, vídeos, bordados, diagramas, esculturas e pinturas de artistas de diversas gerações: Arthur Bispo do Rosário, Alexandre Sá; Ana Miguel; Anna Maria Maiolino; Cristina Salgado; Daniela Mattos; Leo Ayres; Renato Bezerra de Mello; Ricardo Basbaum e Tunga.
O título da exposição refere-se tanto a primeira pessoa do plural – nós: o eu e o outro – quanto o plural de nó – forma de amarração ou entrelaçamento. Os diferentes tipos de nós são usados para funções diversas, e a imagem do nó diz respeito também a uma forma mais atada de laço ou teia.
As forças e as fragilidades dos afetos não dizem respeito apenas às relações entre os humanos, mas estão também presentes nas relações que os seres humanos estabelecem com objetos, animais e mesmo com as máquinas. A montagem da exposição relaciona trabalhos distintos de forma a problematizar a polarização entre esforços e afetos. O próprio afeto, assim, poderá ser entendido em sua ambivalência, na sua polaridade, em seus pontos positivos e negativos.
“A ideia da exposição é lidar com os antagonismos contidos nos relacionamentos. O título Nós sintetiza a ideia de um laço tão apertado que pode, inclusive, ser impossível de ser desatado”, comenta a curadora Fernanda Pequeno. “O entrelaçamento das obras e a forma de composição do ambiente expositivo pretendem investigar os campos de forças que os afetos acionam”, explica.
Artistas e obras: 
Estão presentes artistas que lidam com o próprio fazer artístico como uma possibilidade de exercitar o desejo, aproximando pessoas ou lidando diretamente com o corpo e o desejo físico. Há, ainda, trabalhos que lidam com a casa e o âmbito doméstico das relações interpessoais e da rotina, dos lugares e das pessoas.
Quatro trabalhos de Arthur Bispo do Rosário (1911-1989) integram a coletiva. No estandarte Eu preciso destas palavras – Escrita, o artista, que ficou conhecido por romper os limites entre a insanidade e a arte no Brasil, usou algodão bordado preso a dois cabos de vassoura fixados por tecidos fortemente costurados.
Já a artista Anna Maria Maiolino exibirá os vídeos Um momento por favor (1999-2004) e Quaquaraquaqua (2009). Tunga apresentará o vídeo Medula (2014), além de uma escultura em borracha de silicone e um desenho sobre papel do Himalaia, ambos sem título, de 2014.
Com uma mesa, duas cadeiras e uma pilha de papéis, Alexandre Sá promoverá a performance teu corpo // meu corpo – (nós da paisagem), de 2015. Renato Bezerra de Mello ocupará o espaço com uma infinidade de confetes em forma de anjos, produzidos a partir de uma coleção de revistas com temática homoerótica (2005-2016).
Cristina Salgado participará com um desenho em guache sobre papel, da série Cabeludos (2002), e com duas esculturas em técnica mista sobre bases de ferro.
Completam a exposição a instalação Hoje todos devem amar: um sonho do Léry, de Ana Miguel; uma instalação de Leo Ayres; escritos de Ricardo Basbaum e texto e bordado de Daniela Mattos.  “Estou bem contente com o convite para participar desta coletiva. Gosto muito da produção dos colegas elencados e a costura curatorial da Fernanda Pequeno é esplêndida, interessantíssima”, comemora Ana Miguel.
  
Serviço:
Exposição Nós
Entrada Franca
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 4
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Abertura: Quarta-feira, dia 30 de março, às 19h
Data: 31 de março a 8 de maio de 2016
Horário: terça-feira a domingo, de 10 às 21h.
Classificação indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência

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