Após estrear no Festival Internacional de Cinema de Toronto, Motorrad, de Vicente Amorim (O Caminho das Nuvens, Corações Sujos, Um Homem Bom), estreou na Mostra Hors Concours do Festival do Rio.

O longa nacional de ação e terror conta a história de um grupo de jovens que, entram numa trilha remota e desconhecida, fazendo motocross. Ao entrarem em território proibido o grupo de amigos passa a ser caçado por um grupo de motoqueiros assassinos.

Diferente do que tem acostumado a fazer, Vicente Amorim aborda o terror pela raiz, em Motorrad, o diretor e o produtor do filme, L. G. Tubaldini Jr (Ponte Aérea, O Vendedor de Sonhos), abraçaram o gênero do começo ao fim da produção, colocando o conceito e a temática do medo em estado puro. Seguindo a linha do terror psicológico, o filme desenha perfeitamente o quadro paranoico do medo em seus personagens. Todos, sem exceção, trazem boas atuações aos seus personagens.

Com um roteiro subjetivo tanto na relação as motivações das perseguições, como na relação com a câmera (cabe ao espectador decidir no que quer acreditar), Motorrad se destaca pela excelente edição de som com ótimas cenas de ação e uma trilha sonora alucinante, que coloca o espectador na berlinda do medo.

Misturando ação e terror, o filme mistura elementos essenciais dos gêneros com enquadramentos perfeitos e ótimas sacadas de câmera.

A produção que se iniciou a partir de personagens concebidos pelo quadrinista Danilo Beyruth (autor da HQ Bando de Dois) foi filmada todo na Serra da Canastra, Motorrad usa de uma estética suja e árida, lembrando às vezes Mad Max.

 

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