Anomalias climáticas são cada mais frequentes nos dias de hoje, indo desde dias muito quentes no inverno, até tempestades e furacões destruindo cidades ao redor do globo todo, se tornando assim um perigo real e frequente no mundo. Pensando nisso o filme Tempestade: Planeta em Fúria perde a oportunidade de ser um filme que discute os efeitos e cuidados com o clima e vira uma grande e genérica bagunça.

Começando com uma estranha escolha de narração em off para apresentar as história, sabemos que no ano de 2019 após severas mudanças climáticas destruírem o planeta, várias nações se unem para criar a Duch Boy, um satélite global construído para impedir os problemas climáticos com mísseis e raios de energia. Após o satélite ser finalizado seu arrogante arquiteto e comandante do projeto, Jake Lawson (Gerard Butler) é demitido por insubordinação por seu próprio irmão Max (Jim Sturgess). Mas após três anos a Duch Boy passa a apresentar sérios problemas que ameaçam a segurança do mundo todo, com isso Jake precisa retornar ao espaço e descobrir os problemas dentro do satélite que acabam levantando uma rede de conspirações dentro do governo.

Com as filmagens começando em 2014, o filme recebeu uma recepção negativa durante as exibições teste e assim foram feitas refilmagens em 2016, sobre os cuidados do produtor executivo Jerry Bruckheimer. O longa marca a estreia de Dean Devlin na direção, antigo produtor e roteirista em Hollywood, responsável pelo roteiro de filmes como O Patriota, Godzilla, Stargate e os dois Independence Day, ou seja, é um colaborados frequente de Roland Emmerich o grande rei dos filmes catástrofe.

As referencias dessa parceria são claras, com vários momentos sendo reciclados de outras obras de Emmerich, como sequencias de destruições climáticas iguais as de 2012 e O Dia Depois de Amanhã, até mesmo outros momentos escritos por Devlin são recriados como a cena do cachorro em perigo em Independence Day que ganha uma nova versão em Tempestade.

Focando basicamente em criar cenas de impacto e com grandes efeitos especiais o filme não se preocupa em perder tempo na narrativa, diálogos e atuações. E o pior é que nem esses efeitos em CGI salvam diversas cenas são esquisitas e parecem feitas para um filme de baixo orçamento para a televisão, ficando em destaque negativo a péssima sequencia de congelamento da praia no Rio de Janeiro. Além disso, eles apresentam uma visão completamente fantasiosa de como funciona a física no espaço, conseguindo transformar os foguetes espaciais em meros jatinhos de luxo da NASA.

Com péssimos desenvolvimentos de personagens atores como Ed Harris e Andy Garcia foram completamente desaproveitados. Fazendo de Tempestade: Planeta em Fúria mais um genérico filme B de ação de Gerard Butler, repleto de todos os clichês do gênero como revelação importante para trama durante morte de personagem, traições, bombas relógio que demoram uma eternidade para explodir. No fim o maior desastre do filme nem é a tempestade do título e sim o filme como um todo.

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