Com um cardápio feito por especialistas na vida noturna carioca, o Kino Bar abriu as portas a pouco mais de dois meses com a ideia de homenagear os clássicos dos cinemas.  Léo Seródio, um dos donos do local, conta que a ideia é agregar mais cinema em diferentes formas de arte. A nova opção para a happy hour na Zona Sul fica na Rua Cupertino Durão, 96, no Leblon.

O bar é um espaço cinematográfico bem significativo, dá aonde veio à inspiração para cria-lo?
 Léo Seródio – Eu e o meu sócio, Luiz Sodré, a gente tava procurando um tema para o bar, que seria mais fácil para criar um cardápio lúdico, uma coisa que as pessoas tivessem identificação. E conversando um pouco sobre os nossos gostos, a gente percebeu que nosso gosto por cinema é muito parecido. A gente não se conhece a muito tempo, mas o gosto pelo cinema acabou nos aproximando e viramos bons amigos.

Tem muita coisa icônica que surgiu desde a nossa infância. Sempre tive habito de ir ao cinema, conversar com os amigos sobre os filmes. Sempre tive um gosto por dramaturgia de um modo geral.

Vocês misturam comida de rua com confort food como foi o processo de criação do cardápio?
 Léo Seródio – Na verdade, a comida tem um papel importante, mas é de coadjuvante, nos somos um bar de drinks efetivamente. Ela vem para completar e harmonizar os drinks feitos pela Sandra Mendes. Foi um casando com um conceito de ser um bar, comida em pequenas porções, e sempre tentando relacionar com o cinema.  O cardápio de comida, efetivamente, a gente contratou o chef Joca Mesquita, que vem com essa proposta de comida de bar.

Como é que vocês relacionaram os nomes dos filmes com o cardápio?
 Léo Seródio – Algumas referências são literais. O ceviche é o Big Fish, o picadinho foi chamado de Edward Mãos de Tesoura. Temos um hambúrguer, por exemplo, que poderia ser o que estava sendo servido para a personagem da Uma Thurman em Pulp Fiction – antes de dançar, na clássica cena, ela come um hambúrguer. Tem também o trio de bruschettas chamado Três Mosqueteiros, com destaque para uma de queijo bursin, amêndoas e mel.

É tudo muito direto e voltado para irreverência. É um bar com gastronomia cinéfila. Todo mundo que gosta de cinema vai encontrar referências em todos os lados. A gente não priorizou nem uma fase, nem uma escola efetivamente. Não é tão resquício, tem Hollywood, tem cinema francês, brasileiro, tem um pouco de tudo. Já nos drinques assinados pela Sandra – são seis –  ela resolveu homenagear os anos 60. Tem o Bond que é drink que o próprio personagem bem em um dos filmes, tem também o Cassevete, em homenagem ao diretor John Cassevete, um dos precursores do cinema independente americano.

E na decoração?
 Léo Seródio – A gente priorizou ícones do cinema, independente da época, independente do gosto. Desde Curtindo a vida adoidado à Woody Allen. Quanto mais clássico, melhor, tem O Iluminado, Taxi Driver. A gente tem oito telas que passam trechos de filmes com temas diferentes como os adolescentes americanos com Pânico e Eu sei que vocês fizeram no ano passado.

Vocês tem uma preocupação em fazer uma agenda cultural?
 Léo Seródio – A gente pretende fazer quiz, pré-estreias de séries, cineclubes, tudo que seja conectado diretamente ao consumo do bar. Isso vai trazer ocasionalmente drinks sazonais como Guerra nas Estrelas, agora em dezembro.

Vocês pretendem expandir como franquia ou delivery?
 Léo Seródio – A gente é muito novo, né, abrimos à pouco mais de dois meses, estamos trabalhando em reconhecimento de publico. Temos promoções pontuais com os drinks em busca de experimentação. Muitas vezes, um caminho de bar drinks sofisticados como o nosso, a gente tem que saber lidar com a crise, mas não sei até que ponto, seria legal fazer um Kino em outro lugar. A ideia é homenagear as artes.

Fotos: Alex Woloch

*Entrevista feita por telefone

 

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