Baseado em fatos reais, sobre a campanha politica do senador Garry Hart e sua candidatura presidencial em 1988, o novo filme de Jason Reitman (Juno, Tully) vem a calhar em tempos de movimentos contra o machismo. O Favorito é um conto moral em que o transgressor ostensivo acaba por ser a vítima, e seu juiz auto-nomeados e júri – os meios de comunicação – são de fato os culpados. O título é uma alusão ao status de Hart como o favorito na corrida de 1988 para a nomeação presidencial democrata, mas o escândalo sexual foi um precursor para sua saída de cena.

Baseado no livro ‘All The Truth is Out’, de Matt Bai, o filme levanta a questão do falso moralismo e da preservação ideológica. Porém a direção de Jason Reitman deixa a desejar, infelizmente. O filme não é ruim, mas poderia ser melhor (bem melhor). O diretor não imprime sua marca na obra, assim como não tira o melhor de Hugh Jackman, não me entenda mal, o ator está até bem em cena, porém não exerce o melhor de si, parece estar no automático. Cabe à Vera Farmiga e J. K. Simmons, o ato coadjuvante que sem eles não seria nada! Os atores estão ótimos em cena, além de serem a cereja do bolo desta obra.

O enredo traz representações românticas de uma campanha política movida a cafeína e redações cheias de fumaça. Com uma boa ambientação de época como gigantescos telefones portáteis, uma câmera Kodak Ektra e um Jeep Renegade. É louvável a intenção do filme, porém falta dinâmica a sua montagem junto com o roteiro.

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