Após se mudar para Paris, a aspirante de escritora, Mavie (Lolita Chammah) se vê infeliz na vida. Vivendo na casa de uma colega, sem emprego ou qualquer perspectiva, ela se sente presa pela cidade. Porém, após ver um anúncio durante seu café, ela conhece Georges (Jean Sorel), um velho misantropo temperamental. Ele lhe dá um emprego e casa, aos poucos eles desenvolvem uma relação, e até sentimentos. Contudo, o homem idoso tem um passado secreto.

Os primeiros minutos do filme parecem muito promissores, um ar melancólico com pitadas de um humor europeu muito característico. Até que a direção de Élise Gerard, assim como seu roteiro, se tornam muito confusos. A montagem da saltos de tempo deixa muito coisa no ar ou sem o devido desenvolvimento. As inserções de humor ficam jogadas em vários momentos, apesar de serem muito agradáveis em outros. Sua direção quanto a fotografia é bem simples, com muitos closes silenciosos, já que a protagonista diz que gosta desses momentos de silêncio.

Tanto a atuação de Lolita quanto de Jean são bem convincentes. Ela tem um semblante muito sonhador e desastrado, já ele faz alterações de humor, da leveza até a total amargura, em um estalar de dedos. A relação entre os dois personagens é o que mais ficou fragmentado. Existe um romance, só que ele não acontece, ele apenas existe. Ele fica em constantemente dando a impressão que irá se realizar, mas jamais acontece. Por várias vezes, a sensação de que Georges é uma criação imaginaria de Mavie, entretanto se isso é verdade, a diretora foi incapaz de demonstrar. A conclusão deixa o expectador confuso, e totalmente perdido.

 

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