Primeira adaptação para o teatro de Perfume de Mulher, que já ganhou as telas do cinema duas vezes, em 1974, com direção de Dino Risi, protagonizado por Vittorio Gassman, Agostina Belli e Alessandro Momo, e em 1992, com direção de Martin Brest, protagonizada por Al Pacino e Chris O’Donnell, chega aos palcos brasileiros com direção do cineasta Walter Lima Jr.

A peça se baseia na primeira adaptação cinematográfica do romance “Il buio e Il miele”(1969), do autor Giovanni Arpino, que conta a história de Ciccio, um jovem rapaz ainda na faculdade e Fausto, um ex-capitão do exército, agora cego. Com viagem marcada à  Roma para visitar um amigo e resolver alguns problemas, Fausto vai de Turim até Napóles, com seu novo acompanhante, mas sem paciência para piedade.

“Perfume de Mulher”, infelizmente, não incorpora com louvor a história. O fato de ser dirigida por um cineasta, parece esquecer completamente a linguagem teatral. Os cenários são compostos por projeções de imagens e não se adequam à obra.  A transposição da atmosfera simplesmente não acontece, falta emoção.

A peça que é fiel ao livro de Giovanni Arpino e a primeira adaptação para o cinema, traz Gabriela Duarte, Eduardo Melo e Silvio Guindane, com uma boa química em cena.  Porém isso não é o suficiente, a dicção de Eduardo Melo incomoda, aliás, ele parece novo demais para o papel também. Gabriela Duarte está graciosa em cena. Interpreta Sara com leveza, justamente para contrapor, o Fausto, de  Silvio Guindane, que incorpora o personagem com sua devida rigidez. Ambos os atores elevam a história com êxito. A famosa ( e tão esperada) cena do tango encerra o espetáculo com o frescor e o talento de suas atuações. É um encontro bonito de se ver!

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