Por: Mallu Correa

A pequena travessa “Lilli” fala com animais! Mas, com exceção de seus pais e sua avó, ninguém mais conhece seu talento especial, que já lhe trouxe problemas suficientes no passado. Quando a menina conhece o distante e misterioso Jesus, lentamente começa a confiar nele. Junto com Jesus e seus novos amigos do grupo de estudos do zoológico, Lili começa uma busca pelo bebê elefante, Ronni, que foi sequestrado por um ladrão de animais.

Apesar do clichê, muitos filmes com a mesma premissa acabaram conquistando o grande publico, como Dr. Dolittle ou até mesmo Sabrina, mas, infelizmente, A pequena travessa não é para o grande público, está mais para o bem pequeno mesmo, eu diria que numa faixa etária de dois a cinco anos.

A obra gira em torno de Lilli, que por causa de seu dom, vive se metendo em confusões e fazendo com que seus pais tenham que se mudar de cidade em cidade. Até que quando chegam ao seu novo lar, ela faz uma promessa de que vai tentar fazer amigos “reais” e não apenas bichos. Ela acaba sendo obrigada por um projeto da escola a ir ajudar um zoológico que está a beira da falência e, obviamente, não consegue cumprir com sua palavra.

O filme foi feito, obviamente, pensando em crianças, porém existe uma enorme diferença entre fazer um conteúdo para uma criança, sem cenas pesadas, com uma moral ou ensinamento, e fazer um filme que a trata  como um ser que  incapaz de compreender o mínimo. Todos os personagens são extremamente caricatos, para deixar mais claro do que deveria quem é o “malvado” e quem é o “bonzinho”.

Infelizmente, apesar de uma boa ambientação e um roteiro razoável (dentro do limite da imaginação), o filme que poderia ter se tornado algo para todas as idades, acaba se limitando à crianças pequenas que estão começando a aprender as coisas, o que acaba se se tornando um tiro no próprio pé. Apesar disso, todos os atores parecem bem engajados no que se propõe a ser feito.

 O roteiro tem falhas grotescas e diálogos que beiram ao ridículo, como a amizade “do nada” que acontece entre os dois protagonistas, mas que, conforme o filme vai acontecendo, acaba convencendo. Outro ponto positivo é que, apesar do filme ser extremamente maniqueísta, uma das partes que ele se propõe a abordar são alguns vilões que se arrependem e merecem perdão, o que é uma boa temática a ser discutida em um filme  cheio de boas intenções.

De qualquer forma, A pequena travessa é um bom entretenimento para as crianças, por sua temática infantiloide demais.

 

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