Nas profundezas de uma floresta no noroeste do Pacífico, isolado da sociedade, uma família formada pela filosofia budista ao extremo é liderada pelo pai Ben, após a mãe voltar a sociedade por conta de uma doença. Ben é um pai devoto, que dedicou sua vida a transformar seus seis filhos em adultos extraordinários. Quando uma tragédia atinge a família, eles são obrigados a deixar este paraíso idealizado e começar uma viagem ao mundo exterior.

A trama que carrega uma bela carga dramática junto com os personagens é muito bem conduzida pelo diretor e o roteirista Matt Ross. O enredo apresenta um ponto de vista um tanto perturbador para aqueles que vivem sob uma religião. É uma história sensacional sobre respeito as diferenças, além da crítica a educação que damos aos nossos filhos, ao Capitalismo e ao individualismo.

A fotografia assustadoramente libertadora traduz o momento de transição desta família, onde o pai, interpretado brilhantemente por Viggo Mortesensen, é a personificação do pai herói, aquele que toda criança imagina como ideal. Ao longo da projeção, Ben se torna humano para os seus filhos, e assim permitindo-os crescerem mais ainda, além da incrível (e extrema) educação que e sua mulher lhes ensinaram (alias, o talento e o carisma das crianças são um deleite à parte).

Capitão Fantástico é uma experiência transcendental sobre a vida que ensina que as palavras não nos definem, ações, sim. Emocionante!

O filme levou o prêmio de melhor diretor na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes 2016.

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