Por: Mallu Correa

Em maio desse ano saiu a quarta e –penúltima – temporada de Lúcifer na Netflix. A série que já tinha sido cancelada e, por apelo dos fãs, acabou ganhando mais duas temporadas pelo streaming, que chegou com apenas 10 novos episódios, porém já trazendo personagens novos e abordando as conseqüências dos acontecimentos da terceira temporada.

Pra quem não conhece, Lúcifer conta a história de nada mais nada menos do que do próprio diabo, que resolve tirar férias do inferno e se divertir um pouco na Terra. Porém, em meio a luxuosas festas e orgias, ele acaba conhecendo e desenvolvendo uma enorme amizade com Chloe Decker, uma detetive em Los Angeles que faz tudo dentro da lei, o que é um tanto quanto contraditório. Tudo isso é visto dentro de um cenário policial, todo episódio temos um caso a ser desvendado que, no final, acaba servindo como uma moral pra Lúcifer aprender a ser melhor.

É interessante que, enquanto as primeiras temporadas tinham mais de vinte episódios e acabavam se tornando cansativas por sempre repetirem a mesma fórmula policial e pouco andarem na verdadeira trama que é a vida do protagonista, nessa os dez episódios são a medida perfeita pra você ser apresentado ao conflito e sentir na pele o que cada personagem está passando, sem se tornar cansativo ou até mesmo irritante.

Em todas as temporadas de Lúcifer somos apresentados a personagens bíblicos e a alguns mitos já conhecidos que são representados de formas totalmente diferentes do que estamos acostumados. Isso inclui alguns anjos, Caim, Abel, e até mesmo Deus. Nessa quarta temporada, a história introduz Eva que, teoricamente, foi a primeira namorada de Lúcifer e quem realmente conhece sua natureza “punitiva”. A personagem, que sempre é vista como “a mulher que comeu a maça e aceitou o pecado”, aqui é retratada como uma pessoa comum, meiga, carinhosa, que toda a vida foi condenada a servir homens, que foi feita para homens, tentando descobrir sua própria personalidade.

A história do Diabo que sai pra tirar férias acaba tendo conseqüências no inferno, que está sem seu rei, e na própria Terra, que é regada por preceitos religiosos e profecias sobre “o mal”. Chloe Decker, nossa amada detetive, também tem um papel importante nessa quarta temporada, a de aceitar a natureza de Lúcifer, apesar de sempre ter sido tão correta. Em paralelo, vemos Ella, Amenadiel, Maze, Dan e Linda em seus próprios arcos narrativos e com seus próprios problemas que também são bem trabalhos e tem bastante espaço em tela.

A série é mais vista como uma comédia do que como uma trama policial, todo o drama envolvendo a vida e o ego de Lúcifer conquista e provoca o expectador. O protagonista deixa claro, desde o começo, que não é, nem nunca foi um vilão. O personagem encanta tanto que nos faz realmente discutir no final: mas será mesmo, Lúcifer, ruim? Assista a série pra descobrir. A quinta e última temporada de Lúcifer chega no streaming.

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