A “Trilogia do Feminino” é composta por três solos criados pela bailarina e coreógrafa Rosa Antuña. Os solos são resultado da pesquisa realizada nos últimos dez anos pela criadora a partir da temática da mulher.

Em cada um Rosa investiga aspectos diversos da mulher na sociedade contemporânea e expõe através da dança, da música e do teatro suas reflexões, seus receios, faz denúncias, compra briga e arrebata a plateia, que oscila do riso ao choro sem pudores.

Os três solos têm sido apresentados em todo o Brasil nos principais festivais e prêmios de circulação de dança.

“Vale salientar que o refinamento de Rosa Antuña , que também fala , canta e toca instrumentos , habilidades que se somam para projetá-la entre as melhores bailarinas do País.”Helena Katz – O Estado de São Paulo

São eles “Mulher Selvagem” que estreou em 2010, que será apresentado no dia 06 de setembro, sexta, “O Vestido” em 2013 que será apresentado no sábado e “A Mulher que Cuspiu a Maçã” que tem direção da italiana Roberta Carreri e foi aos palcos pela primeira vez na Dinamarca em 2014, no domingo.

Todas as apresentações no Teatro Cacilda Becker, Funarte no Catete.

“Mulher Selvagem”, direção Rosa Antuña: inspirado no livro “Mulheres que Correm com os Lobos”, da pesquisadora Clarissa Pínkola Estés, o espetáculo aborda o conceito de “mulher selvagem”, força oculta e ao mesmo tempo propulsora, inerente ao feminino. Uma mulher que luta para se reconstruir, após ter sido abusada durante toda a sua vida de diversas maneiras desde violência física, até violência psicológica e emocional.

“O Vestido”, direção Rosa Antuña: é o que veste o corpo, mas é também aquilo que é vestido por ele. O vestido é a metáfora dos sonhos almejados. É o desejo tantalizado, o inalcançável, o inatingível. É a força imanente que leva uma mulher a vencer os próprios medos e se libertar.

“A Mulher que Cuspiu a Maçã”, direção Roberta Carreri: para a conclusão do solo Rosa Antuña fez uma residência artística no Odin Teatret, em Holstebro, Dinamarca, onde foi dirigida pela atriz Roberta Carreri em dezembro de 2014. A obra traz profundas questões do feminino e escancara frustrações, decepções, padrões e mazelas que caminham com as mulheres ao longo do desenvolvimento de sua história na humanidade.

Nos três espetáculos a intérprete que também integra a Cia de dança Mario Nascimento, explora a dança contemporânea, o teatro, a performance, as sonoridades vocais e o butoh, apresentando o resultado da pesquisa que vem desenvolvendo na última década.

A “Trilogia do Feminino” tem como objetivo fomentar a reflexão sobre o lugar da mulher contemporânea e seu empoderamento, além da conscientização para a busca do equilíbrio entre os gêneros e da importância de combater a violência contra a mulher.

E ainda este ano, o longa metragem “Estou viva desde o início”, tem como base os três espetáculos e falar do universo feminino, das indagações e inquietudes da mulher contemporânea.O filme vai estreiar em festivais no segundo semestre. A direção é de Duda Las Casas que acompanha o processo de criação de Rosa Antuña há 5 anos.

Serviço:
Trilogia do feminino
Teatro Cacilda Becker (Rua do Catete, 338)
Dia 06/09 – 20 horas
Espetáculo – “Mulher Selvagem”
Dia 24/08 – 20 horas
Espetáculo – “O vestido”
Dia 25/08 – 19 horas
Espetáculo – “A mulher que cuspiu a maçã”
Classificação 12 anos
duração: 50 minutos

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