No sábado, 12 de outubro, às 19h, acontece no Armazém Cultural das Artes, a leitura dramática de “Noite de Guerra no Museu do Prado”, de Rafael Alberti, na Programação do 2º Gamboa de Portos Abertos. Também será lançada a exposição sobre centenário de Martim Gonçalves, uma programação iniciada na Escola de Teatro da UNIRIO.

Criador de Escola de Teatro na Bahia (Ufba) entre 1956 e 1961, o diretor e professor marcou a trajetória de importantes nomes da cultura brasileira, como Helena Ignez, Glauber Rocha, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Antonio Pitanga, Othon Bastos, entre muitos outros.

A programação inclui leitura dramática de Noite de Guerra no Museu do Prado, de Rafael Alberti, dirigida por Ewald Hackler. Elenco: Martim and Company com atores da UNIRIO e convidados. Tradução do texto é de Maria Clara Coelho e a assistência de direção e produção-executiva de Jussilene Santana. A concepção visagística da Exposição está a cargo de Danielle Nasser.

Noite de Guerra no Museu do Prado era uma peça que Martim estava a traduzir e pretendia encenar com a arquiteta Lina Bo Bardi no MAM/RJ, mas o projeto não saiu do papel. O texto narra – a partir de fatos reais – a noite da evacuação e defesa por civis das obras expostas no Prado, durante o bombardeio de Madri, na Guerra Civil Espanhola. Como produzir arte e defendê-la em tempos turbulentos é uma das temáticas que perpassam o texto, como também apresenta parte do “imaginário” da civilização ocidental preservado pelo museu.

Elenco: Alessah Olyver, Antonio Bastos, Cícero Ferreira, Cris Marques, Gizzela Mascarenhas, Jussilene Santana, Malu Costa, Michelle Raja Gebara, Miriã Duarte, Nilson Motta, Osvaldo Baraúna, Raíza Puget, Ricardo Góes, Roberto Amaro e Stace Mayka.

A programação do centenário segue com variadas atividades até o final do ano, como palestras pelos diferentes estados onde Martim trabalhou (RJ, BA, PE, SP), lançamento de selo pelos Correios Brasileiro. Uma peça também entrará em “cartaz digital” durante um mês. Todos os produtos são originados de amplo e variado “Arquivo-Vivo” que hoje compõe o Instituto Martim Gonçalves (IMG).

Fotos: Marcelo Fonseca

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