Fama, glamour e sucesso. Quem pensa que só disso vive um ator está muito enganado. Os principais desafios, as dificuldades, e as alegrias da profissão são discutidos com alto astral e bom humor no podcast “Eu Ator”, idealizado e produzido por Guilherme Logullo.

A primeira temporada estreou no dia 14 de janeiro nas plataformas Spotify, Google Podcast e YouTube (versão em vídeo). Grandes nomes do mercado  como Deborah Evelyn, Luiz Fernando Guimarães, Paulo Betti e Totia Meirelles; e os diretores Charles Möeller, Dennis Carvalho. A segunda temporada estreia em fevereiro e terá como convidados os atores Jonas Bloch, Léo Bahia, Lorena Comparato e Thati Lopes; a diretora Cininha de Paula e a produtora de elenco Vanessa Veiga.

Nas entrevistas, você encontra dicas, relatando experiências, lembrando histórias e mostrando que ser ator, ao contrário do que muitos pensam, não é nada fácil, porém… muito prazeroso! Ao todo, são 14 episódios com cerca de 30 minutos, cada.

“Convidei amigos de diferentes áreas: atores consagrados, jovens atores, diretores renomados do teatro musical, diretores criativos e produtores de elenco. A ideia é realmente oferecer um leque de diferentes olhares, além de muitas curiosidades para os ouvintes interessados em saber um pouco mais sobre a profissão”, conta ele.

 O que te levou a criar um podcast sobre a sua profissão?
Guilherme Logullo – Sou ouvinte de podcast já faz algum tempo. Procurando um podcast voltado para a profissão do ator vi que não havia nada deste tipo. Um dia estava pesquisando podcasts. Digitei ‘ator’ e não apareceu quase nada. Quando digitei ‘actor’, um mundo novo surgiu na minha vida. Comecei a acompanhar alguns podcasts americanos que falavam sobre o ofício e fiquei viciado”, conta ele, que viu uma lacuna entre as opções já existentes no gigante mundo dos podcasts: mostrar o ônus e o bônus da profissão. Foi me inspirando nesses podcasts que decidi fazer esse encontro com colegas de oficio.

Como tem sido a experiência como entrevistador? Tem tido dificuldades?
Guilherme Logullo – Tem sido desafiador. Tento me colocar no lugar do ouvinte ou da pessoa que está assistindo para que não seja uma entrevista e sim uma conversa entre amigos de profissão. A dificuldade é segurar a ansiedade e não falar em cima do artista.

Você contou com grandes convidados como Dennis Carvalho, Paulo Betti e Charles Moeller, enquanto você se encontra em uma posição diferente, rolou aquele frio na barriga? Como foi a experiência de entrevistar referencias da profissão?
Guilherme Logullo – Só de ler esses nomes eu suo frio. É muita responsabilidade, não dá pra ser amador. Essas pessoas tiveram a generosidade de, não só conversar comigo, mas também abrirem suas casas para essa gravação. Olha quanta boa sorte.

Você é um ator experiente de teatro, mais precisamente musicais, o que você levou para esse projeto, da sua profissão?
Guilherme Logullo – O teatro musical é das artes mais difíceis. Eu tenho que cantar, interpretar e dançar muito bem para poder trabalhar. Estudei muito pra isso. Acredito que toda a minha experiência me deu a possibilidade de me sentir seguro para falar sobre o oficio. É um assunto que me move. Sou apaixonado pelo que faço.

São 14 episódios com cerca de 30 minutos, cada, existe um formato pré-definido? Como isso foi feito? E o processo de criação? Como foi a escolha dos entrevistados?
Guilherme Logullo – O formato é sempre o mesmo, saber da trajetória da pessoa. Eu estudo cada artista e rascunho os caminhos da conversa. Muitas das vezes se toma um outro caminho. Mas por conta do estudo, consigo desenvolver outras direções. Trabalho muito a escuta na hora da gravação para poder direcionar a conversa. Fiz uma lista gigante de amigos, colegas e pessoas que admiro que gostaria de conversar. Depois saí ligando e coletando o máximo de gravações possíveis. Faço tudo sozinho (edição, entrevista, publicação…), então é um trabalho! Mas muito gratificante.

Fotos: Guilherme Logullo

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