O Museu do Folclore, no Catete, vai inaugurar, dia 13 de fevereiro, a mostra “Terra do Papangu: as máscaras de Carnaval de Bezerros” (PE) , reunindo lindas e divertidas máscaras feitas por artesãos da região. Os foliões cariocas que visitarem a mostra poderão aproveitar para incrementar a fantasia de carnaval, já que as peças também estarão à venda nos mais variados estilos: desde os tons mais sóbrios, com menos variação de cores, até as mais coloridas e sofisticadas, com contornos dourados e inspiração veneziana. Além disso, o espaço vai inaugurar no mesmo dia a exposição “Xilogravuras” que marca a reabertura da galeria Mestre Vitalino que funciona dentro do Museu.

Situada no Agreste de Pernambuco, a cidade de Bezerros é conhecida como a terra dos Papangus. Vale lembrar que o Carnaval de Bezerros é o terceiro em popularidade em Pernambuco, depois de Recife e Olinda. Durante a festa, o domingo de Carnaval é dedicado a um disputado e tradicional Concurso de Papangu. Parte do programa Sala do Artista Popular (SAP), a exposição Terra do Papangu: as máscaras de Carnaval de Bezerros (PE) é estrelada por máscaras, bem como registros do trabalho dos artesãos, pesquisado recentemente pelo antropólogo Túlio Lourenço, do CNCFP/Iphan.

O público poderá conferir em “Terra do Papangu: as máscaras de Carnaval de Bezerros” (PE) a diversidade aplicada na produção do objeto. As máscaras são feitas de papel maché ou de papel colé (papietagem), que é colocado sobre um molde de gesso e em seguida retirado e pintado de branco, para então o artesão colorir com tinta, imprimindo seu estilo. Além de fazer a diversão no carnaval de Bezerros, elas se tornaram objeto decorativo: são produzidas pelos artesãos em tamanhos maiores, para enfeitar paredes, ou em tamanhos menores, para servir como ímã de geladeira, chaveiro, souvenir ou quadros pequenos.
Principal personagem do carnaval em Bezerros, o papangu passou por diversas transformações ao longo de sua história secular. Há muitas versões que remontam à origem e ao aparecimento da máscara no Carnaval. No caso do papangu, o que sempre o caracterizou foi o fato de que a fantasia cobria a pessoa por inteiro, escondendo todas as partes do corpo, para que ela não fosse identificada. Garantindo assim o anonimato, o folião saía pelas ruas da cidade no carnaval, sozinho ou em grupo, assustando e brincando com outros passantes. Conta-se que os escravizados também se mascaravam e era a oportunidade de entrar na casa grande. De início, as máscaras eram feitas com papelão que embrulhava charque. Toda a Hist&o acute;ri a motivou a ser criado o Museu do Papangu em Bezerros.

“A gente diz que papangu não tem sexo. É feito os anjos. Você não sabe se é homem ou se é mulher. Ele vai disfarçar a voz, o andar, tudo o mais, você nunca sabe quem está por trás daquela máscara”, conta a artista Josy Santos. Além disso, os papangus entravam nas casas para brincar e comer. A principal iguaria da culinária local era o angu. Diz-se que daí vem o nome do personagem: papa angu.

Serviço
Exposição “Terra do papangu: máscaras do Carnaval de Bezerros” (PE)
Museu de Folclore Edison Carneiro (Rua do Catete, 179 – Sala do Artista Popular / CNFCP / Iphan)
Período: 13 de fevereiro a 15 de março de 2019
Dias e horários: Terça-feira a sexta-feira, das 11h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h

Foto: Francisco Moreira da Costa

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